A companhia espanhola Ebro Puleva está apostando nos biocombustíveis como forma de minimizar os efeitos da reforma açucareira européia, investindo 110 milhões de euros para construir uma usina de biodiesel e outra de etanol.
Em reunião de acionistas realizada nesta quarta-feira, a maior companhia de alimentos da Espanha anunciou a criação da sociedade DosBio 2010, que vai reunir os ativos de energia do grupo.
Em 2006, a empresa investirá 50 milhões de euros em uma unidade produtora de biodiesel em Cádiz, a ser inaugurada no primeiro trimestre de 2008 e cuja produção chegará a 200 mil toneladas por ano.
Além disso, vai destinar 60 milhões de euros a uma usina de etanol em Castilla y León, com capacidade para 100 milhões de litros, que estará funcionando no primeiro trimestre de 2009.
A aposta nos biocombustíveis se deu depois que foi aprovada na UE a reforma da política de açúcar do bloco.
A nova estrutura considera uma redução do nível atual de produção de açúcar e uma progressiva diminuição dos preços de referência nos próximos quatro anos. Os países que reduzirem a produção em mais de 50 por cento receberão incentivos adicionais da UE.
Diante deste cenário, a Ebro Puleva vai oferecer aos agricultores que decidirem abandonar ou reduzir o cultivo de beterraba a opção de migrar para outras culturas destinadas à produção de bioenergia "que lhes proporcionem níveis de rentabilidade similares" ao açúcar.
À espera da regulamentação das novas regras, o grupo disse que manterá uma quantidade "importante" da produção de açúcar e que não tem intenção de perder quota do mercado.
"Não será um caminho fácil. (Pela) resistência das petrolíferas a incorporar o etanol à gasolina e seus interesses em dificultar o aparecimento de operadores independentes de biodiesel", disse o presidente da Ebro, Antonio Hernández Callejas.
Por Enrique Andrés Pretel
Em reunião de acionistas realizada nesta quarta-feira, a maior companhia de alimentos da Espanha anunciou a criação da sociedade DosBio 2010, que vai reunir os ativos de energia do grupo.
Em 2006, a empresa investirá 50 milhões de euros em uma unidade produtora de biodiesel em Cádiz, a ser inaugurada no primeiro trimestre de 2008 e cuja produção chegará a 200 mil toneladas por ano.
Além disso, vai destinar 60 milhões de euros a uma usina de etanol em Castilla y León, com capacidade para 100 milhões de litros, que estará funcionando no primeiro trimestre de 2009.
A aposta nos biocombustíveis se deu depois que foi aprovada na UE a reforma da política de açúcar do bloco.
A nova estrutura considera uma redução do nível atual de produção de açúcar e uma progressiva diminuição dos preços de referência nos próximos quatro anos. Os países que reduzirem a produção em mais de 50 por cento receberão incentivos adicionais da UE.
Diante deste cenário, a Ebro Puleva vai oferecer aos agricultores que decidirem abandonar ou reduzir o cultivo de beterraba a opção de migrar para outras culturas destinadas à produção de bioenergia "que lhes proporcionem níveis de rentabilidade similares" ao açúcar.
À espera da regulamentação das novas regras, o grupo disse que manterá uma quantidade "importante" da produção de açúcar e que não tem intenção de perder quota do mercado.
"Não será um caminho fácil. (Pela) resistência das petrolíferas a incorporar o etanol à gasolina e seus interesses em dificultar o aparecimento de operadores independentes de biodiesel", disse o presidente da Ebro, Antonio Hernández Callejas.
Por Enrique Andrés Pretel