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Energia

Brasil terá primeiro ônibus a hidrogênio em 2006


Portal CONPET - 08 jun 2006 - 07:24 - Última atualização em: 09 nov 2011 - 19:22

Protótipo que não polui é cotado como sucessor dos veículos atuais.

Até o fim de 2006, o Brasil terá o seu primeiro protótipo de ônibus híbrido movido a hidrogênio. Do tamanho de um veículo convencional, ele utilizará a energia proveniente de uma célula a combustível alimentada a hidrogênio e de baterias mantidas continuamente pela energia elétrica gerada por reação química. O veículo terá autonomia de 300 km e não gerará poluente, somente vapor d´água.

Desenvolvido pela Coordenação dos Programas de Pós-Graduação em Engenharia (Coppe) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o projeto, que custará R$ 3 milhões, tem como parceiros a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), a agência de fomento do Ministério da Ciência e Tecnologia, a Petrobras, a fabricante de carrocerias Caio Induscar, a fabricante de ônibus Eletra e o Instituto de Tecnologia do Paraná (Lactec).ônibus a hidrogênio

Para o abastecimento deste ônibus, a Petrobras construirá um posto de hidrogênio no seu Centro de Pesquisa (Cenpes), na Ilha do Fundão (RJ). A intenção é usar o veículo para o transporte de estudantes no interior desta região. Por ser um protótipo, ele não terá homologação para rodar em vias públicas.

“O papel da Petrobras não é entrar no negócio de ônibus, mas viabilizar o desenvolvimento de uma forma de energia. Nós temos pesquisas de produção, transporte, armazenamento e abastecimento de hidrogênio. Desse modo estamos associando a nossa imagem a um combustível limpo, que só produz água como resíduo”, diz o gerente geral de Gás, Energia e Desenvolvimento Sustentável do Cenpes, Ricardo Castello.

Efeito estufa

Cidades na Europa, na Austrália e na China estão testando ônibus movidos a hidrogênio. No caso de Londres, na Inglaterra, a produção de hidrogênio é feita a partir do gás natural com liberação de CO2, um dos gases causadores do efeito estufa.

Para o chefe de pesquisa em hidrogênio e célula combustível do Imperial College, de Londres, David Hart, o uso do gás natural traz um pequeno benefício em termos de redução das emissões de CO2. O melhor, diz ele, seria produzir hidrogênio a partir de recursos renováveis. No entanto, além de considerado caro, este processo ainda enfrenta dificuldades tecnológicas.

“A gente não tem certeza do futuro, mas as análises das tendências indicam que o hidrogênio é o mais forte candidato a ser o substituto do diesel e da gasolina”, afirma Castello. Segundo ele, a participação da Petrobras na pesquisa internacional de produção de hidrogênio a partir de gás natural com captura de CO2, chamada Projeto Cachet, contribui para o aprendizado de maneiras limpas de obtenção de hidrogênio.

Com informações BBC Brasil