O ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau, anunciou ontem, durante seminário internacional que discutiu energias renováveis, que a prioridade no plano decenal de energia elétrica a ser divulgado nos próximos dias para consulta pública serão as energias renováveis, como solar, eólica e de biomassa. Ele adiantou, no entanto, que a vocação do País é predominantemente hidráulica e "não se pode fugir disso". O seminário foi promovido pelo Conselho de Altos Estudos e Avaliação Tecnológica e pela Frente Parlamentar em Defesa de Energia de Fontes Renováveis.
O plano decenal, segundo o ministro, prevê um aumento da capacidade instalada do Brasil de 40 mil mW. O ministro acrescentou que 45% da matriz energética brasileira é baseada em fontes renováveis, enquanto a média mundial não ultrapassa 14%. Segundo estudos do Centro Nacional de Referência em Biomassa (Cenbio), o Brasil tem um potencial de energia com biomassa estimado em 13,5 mil mW, mais do que a atual capacidade instalada da hidrelétrica de Itaipu, que produz 12,6 mil mW. Das fontes primárias de geração desse volume de energia limpa, a cana-de-açúcar responde pela produção de 4 mil mW.
Cooperação
O embaixador da Alemanha, Friedrich Prot Von Kunow, que também participou do seminário, defendeu maior cooperação entre Europa e América do Sul, considerada por ele especializada na produção de energia hidráulica e de etanol, enquanto a Alemanha poderia oferecer tecnologia para a produção de energia eólica, solar e baseada no BIODIESEL e na biomassa.
Para o deputado alemão Hermann Scheer, o momento atual é único para o mundo encontrar soluções energéticas que permitam a substituição dos combustíveis fósseis por alternativas renováveis. Segundo ele, a dependência do petróleo produz uma série de crises paralelas, como as climáticas, as sociais e as de oferta do petróleo. Ele lembra que cada vez mais países têm elevado sua vulnerabilidade econômica, comprometendo a capacidade de sua população pagar a conta de energia.
Álcool
Hermann Scheer ainda elogiou o programa brasileiro de produção de álcool (Proálcool) e disse que o Brasil é o único país em que há um programa efetivo para desenvolver alternativas viáveis ao petróleo. Segundo Scheer, que também é presidente da Eurosolar, há mais de 40 países em desenvolvimento que importam mais petróleo do que a soma de todas as suas exportações. Ele alerta que isso inviabilizará a economia nos próximos anos, pois o preço médio do barril de petróleo pode chegar a 100 dólares (R$ 214) até 2008.
A diretora do Departamento de Desenvolvimento Energético do Ministério de Minas e Energia, Laura Pôrto, defendeu que o álcool seja considerado uma commodity energética e não uma commodity agrícola. O objetivo é evitar que seu valor não fique vulnerável às oscilações do mercado internacional de açúcar, comprometendo a base energética do Brasil. Segundo ela, o peso do álcool já pode ser comparado ao da gasolina na matriz energética nacional.
Laura Pôrto destacou as ações referentes ao Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica (Proinfa) e ao Programa Luz Para Todos do governo federal como medidas que estão pluralizando a produção energética e fortalecendo as fontes renováveis de energia. Ela também citou o Proálcool como programa fundamental para a viabilização energética brasileira e lembrou que, desde o seu início, o programa permitiu a economia de 1,09 bilhão de barris de petróleo, equivalente a 22 meses de produção da Petrobras. Essa economia impediu a emissão de 615 milhões de toneladas de gás carbônico no meio ambiente.
O plano decenal, segundo o ministro, prevê um aumento da capacidade instalada do Brasil de 40 mil mW. O ministro acrescentou que 45% da matriz energética brasileira é baseada em fontes renováveis, enquanto a média mundial não ultrapassa 14%. Segundo estudos do Centro Nacional de Referência em Biomassa (Cenbio), o Brasil tem um potencial de energia com biomassa estimado em 13,5 mil mW, mais do que a atual capacidade instalada da hidrelétrica de Itaipu, que produz 12,6 mil mW. Das fontes primárias de geração desse volume de energia limpa, a cana-de-açúcar responde pela produção de 4 mil mW.
Cooperação
O embaixador da Alemanha, Friedrich Prot Von Kunow, que também participou do seminário, defendeu maior cooperação entre Europa e América do Sul, considerada por ele especializada na produção de energia hidráulica e de etanol, enquanto a Alemanha poderia oferecer tecnologia para a produção de energia eólica, solar e baseada no BIODIESEL e na biomassa.
Para o deputado alemão Hermann Scheer, o momento atual é único para o mundo encontrar soluções energéticas que permitam a substituição dos combustíveis fósseis por alternativas renováveis. Segundo ele, a dependência do petróleo produz uma série de crises paralelas, como as climáticas, as sociais e as de oferta do petróleo. Ele lembra que cada vez mais países têm elevado sua vulnerabilidade econômica, comprometendo a capacidade de sua população pagar a conta de energia.
Álcool
Hermann Scheer ainda elogiou o programa brasileiro de produção de álcool (Proálcool) e disse que o Brasil é o único país em que há um programa efetivo para desenvolver alternativas viáveis ao petróleo. Segundo Scheer, que também é presidente da Eurosolar, há mais de 40 países em desenvolvimento que importam mais petróleo do que a soma de todas as suas exportações. Ele alerta que isso inviabilizará a economia nos próximos anos, pois o preço médio do barril de petróleo pode chegar a 100 dólares (R$ 214) até 2008.
A diretora do Departamento de Desenvolvimento Energético do Ministério de Minas e Energia, Laura Pôrto, defendeu que o álcool seja considerado uma commodity energética e não uma commodity agrícola. O objetivo é evitar que seu valor não fique vulnerável às oscilações do mercado internacional de açúcar, comprometendo a base energética do Brasil. Segundo ela, o peso do álcool já pode ser comparado ao da gasolina na matriz energética nacional.
Laura Pôrto destacou as ações referentes ao Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica (Proinfa) e ao Programa Luz Para Todos do governo federal como medidas que estão pluralizando a produção energética e fortalecendo as fontes renováveis de energia. Ela também citou o Proálcool como programa fundamental para a viabilização energética brasileira e lembrou que, desde o seu início, o programa permitiu a economia de 1,09 bilhão de barris de petróleo, equivalente a 22 meses de produção da Petrobras. Essa economia impediu a emissão de 615 milhões de toneladas de gás carbônico no meio ambiente.