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Executivo do Grupo Chrysler ataca petrolíferas

Um alto executivo do Grupo Chrysler lançou uma ácida crítica pública às grandes companhias petrolíferas por "seu desmesurado lucro" e sua falta de interesse em proteger "a população e o meio ambiente".
Agência EFE 2 min de leitura
Um alto executivo do Grupo Chrysler lançou uma ácida crítica pública às grandes companhias petrolíferas por "seu desmesurado lucro" e sua falta de interesse em proteger "a população e o meio ambiente".

As críticas de Jason Vines, vice-presidente de comunicações do Grupo Chrysler, aparecem no blog da companhia automobilística (www.thefirehouse.biz), no qual os executivos da empresa emitem suas opiniões.

"Apesar da comprovada história de que esbanjam seu excessivo lucro nos estratosféricos salários de executivos e de que acumulam seus bônus evitando tecnologias, políticas e legislações que protegeriam a população e o meio ambiente e reduziriam os custos do combustível", as grandes companhias transferem "toda essa responsabilidade às companhias automobilísticas".

Vines destaca que, embora "em 2005, de acordo com seus relatórios financeiros, a Exxonmobil tenha lucrado US$ 36,1 bilhões, US$ 11 bilhões a mais que em 2004", a empresa não vai investir "no desenvolvimento de combustíveis alternativos ou aumentar de forma significativa a quantidade de dinheiro que gasta para achar petróleo ou refiná-lo".

O desabafo de Vines parece motivado por um recente anúncio da Exxonmobil que critica as companhias automobilísticas pelo elevado consumo dos automóveis.

"Todos os meios de transporte - aviões, trens e automóveis - se beneficiam de melhores combustíveis e melhores motores. Então, por que, apesar deste progresso, o consumo médio dos carros americanos não mudou em duas décadas?", questiona a Exxonmobil no comercial.

A resposta de Vines é que essa afirmação é falsa e que "as grandes companhias (petrolíferas) se opuseram firmemente à padronização de combustíveis renováveis incluída na Lei de Política Energética dos Estados Unidos de 2005".

"A Padronização de Combustíveis Renováveis exige que uma certa porcentagem dos combustíveis nos EUA deve ser obtida de fontes renováveis, como o etanol ou o biodiesel. A indústria do automóvel apoiou com força a Padronização de Combustíveis Renováveis".

Vines também acusou as grandes companhias petrolíferas de "evitar suas responsabilidades" utilizando a "tragédia do furacão Katrina", apesar do lucro recorde em 2005 da ExxonMobile, da Chevrontexaco e de outras grandes companhias.

"Enquanto os americanos mostraram sua generosidade para com as vítimas do Katrina, doando US$ 500 milhões, as quatro maiores companhias petrolíferas ofereceram centavos, US$ 11 milhões ao todo", escreveu Vines.
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