Projeções de que as reservas de petróleo se esgotariam em todo o mundo em poucas décadas não são novas. Até agora, todas foram ultrapassadas por novas descobertas.
Mesmo assim, a consciência de que um dia os poços vão secar, a cotação que não pára de subir e a necessidade de reduzir danos ambientais se combinam para estimular a busca por um substituto do petróleo. E também nesse caminho, o Brasil avançou muito.
– Sem ufanismo, o Brasil está bem posicionado no desenvolvimento de combustíveis alternativos, até porque esse setor transita bem com pouca intervenção. Conseguimos equacionar a auto-suficiência em petróleo e somos líderes em tecnologia de produto e de uso – destaca Jean Paul Prates, diretor da Expetro.
Com o etanol brasileiro disputado pelo governador da Califórnia, Arnold Schwarzenegger, e pelos japoneses, os carros multicombustível invadindo as ruas e o biodiesel ganhando corpo, o país ganhou respeito também nessa área.
– Poucos países têm o potencial do Brasil, com grande área agricultável para plantar combustível – diz Prates, brincando com o novo destino de cultivos como mamona, dendê, girassol, babaçu, soja e amendoim.
Mesmo contando com o entusiasmo de especialistas em energia, o programa do biodiesel está longe da unanimidade. Admitindo que suas restrições podem ser atribuídas à sua condição de "petroleiro velho de guerra", Giuseppe Bacoccoli, pesquisador da Coppe, pondera:
– O álcool parece ter provado sua competitividade, mas não o biodiesel. Comparam seu custo de produção com o preço do petróleo, dizendo que o petróleo a US$ 70 torna viável a produção de biocombustíveis.
Para Bacoccoli, é preciso tomar o custo de produção de um barril de petróleo sem tributação, participações especiais e royalties e compará-lo com o biodiesel. O pesquisador adverte que a maioria dos óleos vegetais, como soja e girassol, têm um mercado tradicional que lhes assegura valor mais alto:
– Ainda é melhor negócio vender como comestíveis do que como combustíveis. É pena queimar dentro de motores um produto que no mercado alimentício tem valor alto.
Mesmo que seja necessário avançar na redução de custo, a pesquisa com biodiesel literalmente planta as sementes para um futuro ainda mais autônomo em energia para o Brasil.
– Se o país souber manter esse linha, pode ser um grande provedor e exportador de energias baseadas em tecnologias renováveis – diz Prates.
Mesmo assim, a consciência de que um dia os poços vão secar, a cotação que não pára de subir e a necessidade de reduzir danos ambientais se combinam para estimular a busca por um substituto do petróleo. E também nesse caminho, o Brasil avançou muito.
– Sem ufanismo, o Brasil está bem posicionado no desenvolvimento de combustíveis alternativos, até porque esse setor transita bem com pouca intervenção. Conseguimos equacionar a auto-suficiência em petróleo e somos líderes em tecnologia de produto e de uso – destaca Jean Paul Prates, diretor da Expetro.
Com o etanol brasileiro disputado pelo governador da Califórnia, Arnold Schwarzenegger, e pelos japoneses, os carros multicombustível invadindo as ruas e o biodiesel ganhando corpo, o país ganhou respeito também nessa área.
– Poucos países têm o potencial do Brasil, com grande área agricultável para plantar combustível – diz Prates, brincando com o novo destino de cultivos como mamona, dendê, girassol, babaçu, soja e amendoim.
Mesmo contando com o entusiasmo de especialistas em energia, o programa do biodiesel está longe da unanimidade. Admitindo que suas restrições podem ser atribuídas à sua condição de "petroleiro velho de guerra", Giuseppe Bacoccoli, pesquisador da Coppe, pondera:
– O álcool parece ter provado sua competitividade, mas não o biodiesel. Comparam seu custo de produção com o preço do petróleo, dizendo que o petróleo a US$ 70 torna viável a produção de biocombustíveis.
Para Bacoccoli, é preciso tomar o custo de produção de um barril de petróleo sem tributação, participações especiais e royalties e compará-lo com o biodiesel. O pesquisador adverte que a maioria dos óleos vegetais, como soja e girassol, têm um mercado tradicional que lhes assegura valor mais alto:
– Ainda é melhor negócio vender como comestíveis do que como combustíveis. É pena queimar dentro de motores um produto que no mercado alimentício tem valor alto.
Mesmo que seja necessário avançar na redução de custo, a pesquisa com biodiesel literalmente planta as sementes para um futuro ainda mais autônomo em energia para o Brasil.
– Se o país souber manter esse linha, pode ser um grande provedor e exportador de energias baseadas em tecnologias renováveis – diz Prates.