Agrenco: Prorrogado prazo do inquérito da Operação Influenza
A Polícia Federal deverá concluir o inquérito da Operação Influenza, que prendeu em junho os executivos do grupo Agrenco, no dia 29 de outubro, depois de conseguir mais uma prorrogação do prazo, em 45 dias, na Justiça Federal de Santa Catarina. O prazo concedido anteriormente, que já era uma segunda extensão, venceu em 4 de setembro.
A data final para entrega será depois do segundo turno das eleições municipais. O delegado da PF em Itajaí, Geraldo Barizon Filho, informou que foi pedido mais tempo por necessidade das investigações e que isso não tem relação com uma espera para o fim do período eleitoral. “O principal objetivo é construir um conjunto probatório o mais pesado possível. É comprovar tudo que foi anteriormente comunicado ao juiz. Não tem nada a ver com as eleições”.
Ele detalha que a extensão do prazo refere-se à necessidade de ouvir mais pessoas, continuidade de análise do material apreendido e também por espera de conclusões de outras instituições que estão contribuindo com as investigações, como Receita Federal e Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
A data, contudo, chama a atenção já que circulam em SC informações de que importantes políticos do Estado poderão ser citados no relatório final, como Volnei Morastoni (PT), prefeito de Itajaí e que tenta a reeleição, e do deputado federal Décio Lima (PT), que disputa a eleição em Blumenau.
O envolvimento do nome de Morastoni na operação veio a público há cerca de dois meses porque vazou a informação de que sua prisão havia sido requerida pelo Ministério Público Federal (MPF-SC), ainda que ele não tenha sido preso, uma vez que o pedido do MPF-SC foi negado pelo Tribunal Regional Federal da região. Já o nome de Lima recentemente apareceu em reportagens na imprensa regional, relacionando-o a uma troca de favores com Francisco Ramos, então diretor institucional da Agrenco. Lima tentaria agilizar um certificado para a Agrenco em órgãos federais.
Barizon não comenta se há ou não citações de políticos no inquérito. O caso corre sob segredo de justiça. O MPF-SC aguarda o relatório final da PF para apresentar uma denúncia junto à Justiça Federal contra os acusados.
A Operação Influenza prendeu 24 pessoas. Além de Ramos, foram presos outros dois executivos do grupo Agrenco: Antônio Iafelice (presidente da empresa) e Antônio Augusto Pires (diretor de operações). A investigação envolve lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva, além de estelionato, formação de quadrilha e crimes contra o sistema financeiro
Vanessa Jurgenfeld


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