PUBLICIDADE
padrao padrao
Em Foco

Produtores portugueses de biocombustíveis criticam negócio entre Galp e Petrobras


Portugal Digital - 23 jul 2007 - 07:21 - Última atualização em: 09 nov 2011 - 19:23

A associação portuguesa dos produtores e transformadores de biocombustíveis diz que “a política do Governo é aberrante e cria condições de concorrência desleal aos produtores face ao gigante Galp”.

Parceria prevê produção de 600 mil toneladas de biocombustível por ano
   
Os produtores e transformadores portugueses de biocombustíveis criticam a política energética do Governo, dizendo que o negócio de biodiesel entre a Galp e a Petrobras não reduz a dependência energética e encarece o preço dos combustíveis.

Em comunicado, a associação portuguesa dos produtores e transformadores de biocombustíveis diz que “a política do Governo é aberrante e cria condições de concorrência desleal aos produtores face ao gigante Galp”, noticiou a imprensa portuguesa nesse domingo, 22.

A Galp Energia e a Petrobras assinaram em maio último um memorando de entendimento para a formação de uma “joint-venture” para a exploração de negócios na área dos biocombustíveis, que poderá vir abastecer Portugal de 300 mil toneladas de biodiesel.

Na altura, o presidente da Galp, Ferreira de Oliveira, afirmou que as duas empresas estavam a iniciar um estudo que poderia levar a “uma parceria material” capaz de produzir 600 mil toneladas de biocombustível por ano.

Preço mais caro

Dessas 600 mil toneladas, Ferreira de Oliveira admite que 300 mil se destinem a suprir as necessidades do mercado interno, para cumprir o objetivo de incorporar dez por cento de biocombustível nos combustíveis rodoviários até 2010.

A Associação de Produtores de Biodiesel vem agora dizer que este acordo pressupõe a compra de biodiesel por Portugal no Brasil, a um preço que vai custar mais do que o atual combustível importado.

“O Governo está a colocar Portugal numa situação de maior dependência, a pagar mais caro por um produto que poderia (pelo menos em parte) produzir no país, com a vantagem de criar cá emprego”, reclamam os produtores de biodiesel.