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Rio de Janeiro: Pesagro lança em junho biodiesel a partir do óleo de girassol

Em um mês, a Pesagro começará a produzir em Campos, na Região Norte Fluminense, um combustível mais barato e menos poluente: o biodiesel elaborado a partir do girassol.
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Em um mês, a Pesagro (Empresa de Pesquisa Agropecuária do Estado do Rio de Janeiro), vinculada à Secretaria de Agricultura, Abastecimento, Pesca e Desenvolvimento do Interior, começará a produzir em Campos, na Região Norte Fluminense, um combustível mais barato e menos poluente: o biodiesel elaborado a partir do girassol.

O combustível faz parte de um... projeto em desenvolvimento na estação experimental da Pesagro em Campos, em conjunto com a Uenf (Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro) e apoio da Coppe (Coordenação de Pós-Graduação e Pesquisa em Engenharia)/UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) que prevê a geração de energia alternativa no local.

Há três anos, diversas lavouras em Campos estão sendo utilizadas para estudar o uso de combustível feito com óleo extraído de plantas, como o girassol, o gergelim e a mamona.

- Já concluímos a fase de elaboração de óleo, aprovado técnica e qualitativamente pela Coppe, o que nos leva a crer que, em um mês, este biodiesel derivado de óleo vegetal já poderá ser utilizado nas viaturas da Pesagro - prevê o pesquisador e engenheiro agrônomo Arivaldo Ribeiro Viana, da estação experimental.

O girassol, matéria-prima utilizada nesta primeira fase, já é processado na unidade e se transformado em óleo vegetal. Agora, a Pesagro com ele vai produzir o combustível alternativo que, no futuro, poderá substituir o convencional. A empresa inicialmente quer produzir 800 litros/dia.

Para o engenheiro Arivaldo Viana, o Estado do Rio é praticamente pioneiro no país em pesquisa de combustível derivado de óleos vegetais e envolve diversas secretarias de estado e instituições, além do trabalho no campo.

- O desenvolvimento desse combustível alternativo é um triunfo para o governo do estado, cujo papel foi fundamental em todas as fases do processo - lembrou o engenheiro, acrescentando que está programado para junho o lançamento oficial do produto com base científica “de modo a não frustrar expectativas e investimentos privados”.

Arivaldo Viana destacou ainda os aspectos social e agronômico paralelos do projeto de desenvolvimento do biodiesel fluminense. Na entressafra da cultura de cana-de-açúcar, de novembro a abril, as terras ficam ociosas e o desemprego cresce.

- É neste período que entra a rotação de cultura com o plantio e colheita de oleaginosas. Além de favorecer a manutenção e conservação do solo, estas plantações permitem novos ganhos para o produtor rural e para aumentar a produtividade de cana e a geração de empregos - explicou.

Fonte: Página Rural
     
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