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Programa de Biodiesel conclui capacitação de ADRs

O Programa de Biodiesel em Alagoas conclui o seu II Curso de Capacitação, com a finalidade de ensinar a sistemática de produção do biocombustível aos agentes de desenvolvimento rural (ADRs).
Agência Alagoas 3 min de leitura
O Programa de Biodiesel em Alagoas conclui nesta sexta-feira, em Palmeira dos Índios, o seu II Curso de Capacitação, com a finalidade de ensinar a sistemática de produção do biocombustível aos agentes de desenvolvimento rural (ADRs) de 20 municípios alagoanos. Esses agentes terão a responsabilidade de repassar o conhecimento para os agricultores envolvidos no plantio da mamona, fonte do biodiesel.

A plantação deve estar concluída até o final do próximo mês e, a partir de janeiro de 2007, o produto poderá ser comercializado. Através do programa, o governo do Estado visa alcançar o desenvolvimento regional com a geração de ocupação e renda.

A aula desta sexta será de prática de campo na primeira unidade demonstrativa de plantio, localizada em Palmeira dos Índios. Durante os quatro dias do treinamento, iniciado na última terça-feira, foram expostas técnicas para o cultivo da mamona consorciada com o feijão.

Segundo o instrutor da Embrapa, Francisco de Brito, a decisão de unir as duas plantas se deve ao fato de que a mamona tem grande necessidade de nitrogênio, elemento produzido com a ajuda da raiz do feijão. “Graças ao feijão, a plantação de mamona não precisará ser adubada e aumentaremos o ganho do agricultor, que vai trabalhar com duas culturas. O feijão ainda tem a vantagem de crescer muito rápido, cobrindo assim todo o terreno e protegendo o solo do desgaste causado pela erosão. Por isso o feijão é tão importante no Nordeste, região onde os solos são muito inclinados”, explicou o instrutor.

O curso é baseado no “Projeto de Desenvolvimento Integrado e de Geração de Tecnologias para o Agronegócio da Mamona”, desenvolvido pela Embrapa. Nas aulas, o técnico da Embrapa e o consultor do Sebrae-AL/PI, Welignton Dias, apresentaram amostras do produto final e sugeriram alternativas de extração do biodiesel a partir de sementes genéticas do amendoim e do gergelim, por exemplo, com alta capacidade produtiva.

De acordo com os pesquisadores, existe uma preocupação especial com o uso adequado das matérias-primas, porque o sucesso da cadeia produtiva depende da organização e capacitação dos produtores e do uso de insumos de boa qualidade. Por isso a primeira unidade de plantio, em Palmeira dos Índios, será monitorada para a produção de sementes de qualidade. O município foi escolhido por ser uma região central.

A primeira capacitação foi feita em março e reuniu 11 cidades. Com o segundo curso, os representantes dos 31 municípios alagoanos, aptos para o plantio da mamona, estarão habilitados para trabalhar com o produto.

Seminário – A coordenação do Programa de Biodiesel em Alagoas, composta pela Secretaria Executiva de Planejamento e Orçamento e pelo Sebrae, está organizando o II Seminário Municipal de Sensibilização e Internalização. O objetivo do evento é adequar o projeto à realidade dos 20 municípios não atendidos na primeira etapa.

O seminário irá reunir prefeitos, secretários e técnicos das secretarias de agricultura, agentes de desenvolvimento rural, gerentes locais do Banco do Brasil, representantes de associações, sindicatos, dos agricultores familiares e demais interessados.
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