Produtores rurais de Mato Grosso aceleram as discussões da produção própria do biocombustível à base de óleo extraído de grãos como soja, algodão e girassol, produzidos em abundância no Estado, como substituição ao diesel de petróleo nas máquinas agrícolas. A fábrica desativada da Bunge em Cuiabá está sendo estudada com uma possibilidade mais econômica de implantar a usina. A capacidade dessa unidade é de produzir aproximadamente 400 toneladas (400 milhões de litros) por dia.
Porém, afirma o colaborador da Cooperativa Agro Industrial do Centro-Oeste do Brasil (Coabra), Luiz Sardenberg, há defensores da idéia de ampliar essa capacidade para encontrar o ponto de equilíbrio entre custo de produção e a receita a ser gerada.
“Não há nada definido ainda, estamos em fase de conversação pois há muitos pontos para considerar antes de iniciar a produção, como a tributação. Se houver incidência de tributo na produção do biocombustível ele se torna inviável ao mesmo tempo que o Estado pode não querer perder arrecadação”, observou Sardenberg.
Segundo ele, embora haja uma necessidade a curto prazo do setor agrícola no sentido de reduzir os custos, o assunto precisa ser muito debatido a fim de chegar a um consenso entre os produtores. A conclusão é que a produção do biocombustível é viabilidade e irreversível. A idéia do projeto não é comercializar o produto, mas distribuir entre os produtores membros, os quais vão fornecer a matéria-prima e dividir os custos operacionais da indústria.
Os agricultores pretendem utilizar 100% do combustível nas máquinas e não fazer a mistura gradativa, como propõe o governo federal. Além da Coabra, participa do projeto a Associação dos Produtores de Algodão de Mato Grosso (Ampa) e a Associação dos Produtores de Soja (Aprosoja). A Coabra é uma entidade que agrega 16 cooperativas e está presente também em Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul e Paraná. Porém, 80% da área plantada da Coabra está em Mato Grosso.
Joana Dantas
Custo x produção
Porém, afirma o colaborador da Cooperativa Agro Industrial do Centro-Oeste do Brasil (Coabra), Luiz Sardenberg, há defensores da idéia de ampliar essa capacidade para encontrar o ponto de equilíbrio entre custo de produção e a receita a ser gerada.
“Não há nada definido ainda, estamos em fase de conversação pois há muitos pontos para considerar antes de iniciar a produção, como a tributação. Se houver incidência de tributo na produção do biocombustível ele se torna inviável ao mesmo tempo que o Estado pode não querer perder arrecadação”, observou Sardenberg.
Segundo ele, embora haja uma necessidade a curto prazo do setor agrícola no sentido de reduzir os custos, o assunto precisa ser muito debatido a fim de chegar a um consenso entre os produtores. A conclusão é que a produção do biocombustível é viabilidade e irreversível. A idéia do projeto não é comercializar o produto, mas distribuir entre os produtores membros, os quais vão fornecer a matéria-prima e dividir os custos operacionais da indústria.
Os agricultores pretendem utilizar 100% do combustível nas máquinas e não fazer a mistura gradativa, como propõe o governo federal. Além da Coabra, participa do projeto a Associação dos Produtores de Algodão de Mato Grosso (Ampa) e a Associação dos Produtores de Soja (Aprosoja). A Coabra é uma entidade que agrega 16 cooperativas e está presente também em Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul e Paraná. Porém, 80% da área plantada da Coabra está em Mato Grosso.
Joana Dantas