Além de quatro projetos para a produção de biodiesel no Rio Grande do Sul já anunciados nos últimos meses, cooperativas pretendem instalar mais três empreendimentos similares nas regiões Noroeste e Metade Sul. Somados, os investimentos das cooperativas, somente nas usinas, passam dos R$ 100 milhões e possibilitarão uma fabricação de cerca de 765 mil litros de biodiesel ao dia.
O presidente da Cooperativa de Produção de Biodiesel (Cooperbio), Romário Rossetto, relata que 63 municípios da região Noroeste estarão envolvidos com o projeto de produção de biodiesel da cooperativa. A Cooperbio foi criada ao final do ano passado com o objetivo específico de atuar no mercado de combustíveis alternativos. A usina da Cooperbio, que será sediada em Palmeira das Missões, terá uma capacidade para produzir cerca de 400 mil litros de biodiesel ao dia. Rossetto destaca que, como matéria-prima, serão utilizadas várias oleaginosas como o girassol, mamona, colza, nabo forrageiro, soja, entre outras.
A Cooperbio ainda não finalizou os estudos que indicarão o custo do projeto, mas Rossetto calcula a necessidade de investir cerca de R$ 160 milhões no custeio da das lavouras e em torno de R$ 80 milhões na planta industrial. Também deverão ser instaladas 15 esmagadoras em municípios da região Noroeste para atender à usina. Rossetto salienta que serão utilizados cerca de 1,2 milhões de hectares para abastecer a produção de biodiesel, envolvendo em torno de 59 mil famílias da região. A expectativa da cooperativa é de iniciar a produção em grande escala a partir de 2008.
“Pretendemos comercializar o combustível com as próprias prefeituras e com os agricultores da região”, diz Rossetto.
Uma pequena usina com capacidade para produzir 2 mil litros de biodiesel ao dia deverá ser implementada em São Pedro das Missões até o final do ano para servir de laboratório para a Cooperbio. A cooperativa também pretende, no futuro, investir em uma unidade para fabricação de etanol que receberá um investimento de R$ 15 milhões a R$ 20 milhões. A idéia, segundo Rossetto, é produzir em torno de 60 mil litros de álcool ao dia a partir da cana-de-açúcar.
O município que deve receber o empreendimento ainda não foi escolhido, mas deve ser situado nas proximidades de Nonoai ou Três Passos. A Cooperbio planeja instalar uma usina de álcool em Vista Alegre, com capacidade para a fabricação de 1 mil litros ao dia, também para servir de laboratório.
Outro empreendimento que interessa ao Noroeste do Estado será realizado através da Coceagro que é o resultado da união firmada entre Cotrimaio, Comtul e Coopermil.
A Coceagro pretende instalar uma planta de biodiesel em Cruz Alta. O presidente da Cotrimaio, Ântonio Wünsch, informa que a Coceagro espera apenas a confirmação do financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (Bndes) para iniciar a construção da unidade.
“A expectativa é de que a resposta para a nossa solicitação saia nos próximos dias”, informa Wünsch. O investimento estimado na usina, que terá uma capacidade de produção de 200 mil litros de biodiesel ao dia, é de R$ 30 milhões. A planta deverá consumir cerca de 1 mil toneladas de soja ao dia.
Wünsch adianta que o planejamento da Coceagro prevê também a utilização de outras oleaginosas como o girassol e a canola no futuro. “ O girassol tem um aproveitamento de 50%”, informa o dirigente. A perspectiva de Wünsch é de que a produção de biodiesel comece a partir do segundo semestre de 2007. Conforme Wünsch, cerca de 17 mil famílias produtoras estarão envolvidas com o projeto.
Jefferson klein
Jornal do Comércio
O presidente da Cooperativa de Produção de Biodiesel (Cooperbio), Romário Rossetto, relata que 63 municípios da região Noroeste estarão envolvidos com o projeto de produção de biodiesel da cooperativa. A Cooperbio foi criada ao final do ano passado com o objetivo específico de atuar no mercado de combustíveis alternativos. A usina da Cooperbio, que será sediada em Palmeira das Missões, terá uma capacidade para produzir cerca de 400 mil litros de biodiesel ao dia. Rossetto destaca que, como matéria-prima, serão utilizadas várias oleaginosas como o girassol, mamona, colza, nabo forrageiro, soja, entre outras.
A Cooperbio ainda não finalizou os estudos que indicarão o custo do projeto, mas Rossetto calcula a necessidade de investir cerca de R$ 160 milhões no custeio da das lavouras e em torno de R$ 80 milhões na planta industrial. Também deverão ser instaladas 15 esmagadoras em municípios da região Noroeste para atender à usina. Rossetto salienta que serão utilizados cerca de 1,2 milhões de hectares para abastecer a produção de biodiesel, envolvendo em torno de 59 mil famílias da região. A expectativa da cooperativa é de iniciar a produção em grande escala a partir de 2008.
“Pretendemos comercializar o combustível com as próprias prefeituras e com os agricultores da região”, diz Rossetto.
Uma pequena usina com capacidade para produzir 2 mil litros de biodiesel ao dia deverá ser implementada em São Pedro das Missões até o final do ano para servir de laboratório para a Cooperbio. A cooperativa também pretende, no futuro, investir em uma unidade para fabricação de etanol que receberá um investimento de R$ 15 milhões a R$ 20 milhões. A idéia, segundo Rossetto, é produzir em torno de 60 mil litros de álcool ao dia a partir da cana-de-açúcar.
O município que deve receber o empreendimento ainda não foi escolhido, mas deve ser situado nas proximidades de Nonoai ou Três Passos. A Cooperbio planeja instalar uma usina de álcool em Vista Alegre, com capacidade para a fabricação de 1 mil litros ao dia, também para servir de laboratório.
Outro empreendimento que interessa ao Noroeste do Estado será realizado através da Coceagro que é o resultado da união firmada entre Cotrimaio, Comtul e Coopermil.
A Coceagro pretende instalar uma planta de biodiesel em Cruz Alta. O presidente da Cotrimaio, Ântonio Wünsch, informa que a Coceagro espera apenas a confirmação do financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (Bndes) para iniciar a construção da unidade.
“A expectativa é de que a resposta para a nossa solicitação saia nos próximos dias”, informa Wünsch. O investimento estimado na usina, que terá uma capacidade de produção de 200 mil litros de biodiesel ao dia, é de R$ 30 milhões. A planta deverá consumir cerca de 1 mil toneladas de soja ao dia.
Wünsch adianta que o planejamento da Coceagro prevê também a utilização de outras oleaginosas como o girassol e a canola no futuro. “ O girassol tem um aproveitamento de 50%”, informa o dirigente. A perspectiva de Wünsch é de que a produção de biodiesel comece a partir do segundo semestre de 2007. Conforme Wünsch, cerca de 17 mil famílias produtoras estarão envolvidas com o projeto.
Jefferson klein
Jornal do Comércio