Além de escolher um carro pela beleza, pelo conforto e pelos
equipamentos, o consumidor, cada vez mais, terá de optar pelo
combustível.
Mas os tipos de energia não param por aí. Com o biodiesel, volta à tona a discussão sobre a liberação de carros de passeio a diesel. A proibição foi determinada por questões ambientais e por insuficiência do produto -o Brasil importa 30% do que consome.
Além de escolher um carro pela beleza, pelo conforto e pelos equipamentos, o consumidor, cada vez mais, terá de optar pelo combustível. "Vamos substituir o petróleo por uma série de outras energias", afirma Ozires Silva, que já foi ministro de Infra-Estrutura.
Até pouco tempo atrás, a única hipótese era usar gasolina. Em 2003, as fábricas começaram a oferecer veículos que usam álcool e gasolina. Em 2004, a Chevrolet lançou o Astra Sedan Multipower, o primeiro tricombustível de fábrica. E a Magneti Marelli confirmou o lançamento do Fiat Siena TetraFuel, que sairá da fábrica de Betim (MG) ainda neste ano.
O nome, na verdade, é uma jogada de marketing, já que a tecnologia permite que os carros usem gasolina, álcool, GNV (gás natural veicular) ou gasolina pura, vendida na Argentina e no Chile. Ela também reduz o custo para a utilização do gás, uma vez que, por vir de fábrica, elimina itens hoje necessários, como botão para escolha do combustível no painel.
"A centralina vai definir qual o combustível mais conveniente para o motorista para reduzir o custo por quilômetro rodado e para manter a potência", diz Silvério Bonfiglioli, presidente da Magneti Marelli. Através do painel, o motorista saberá qual combustível o motor estará queimando e quando deverá abastecer.
Biocombustível
Mas os tipos de energia não param por aí. Com o biodiesel, volta à tona a discussão sobre a liberação de carros de passeio a diesel. A proibição foi determinada por questões ambientais e por insuficiência do produto -o Brasil importa 30% do que consome.
Mas, com o avanço do programa, há interesse de parte das montadoras que já fazem carros a diesel para exportação de mostrar que eles podem rodar com o biocombustível aqui. A PSA Peugeot Citroën, por exemplo, faz testes com biodiesel em um Peugeot 206 e em uma Citroën Picasso.
"Os resultados foram satisfatórios, sem desgaste nos motores. Constatamos uma drástica redução nas emissões", diz Daniel Bortoleto, técnico do Ladetel (Laboratório de Desenvolvimento de Tecnologias Limpas) da Universidade de São Paulo, que faz os testes com a PSA.
Neste ano, o grupo lançará a segunda fase de testes, agora parte do programa do governo. Serão outros veículos: dois Peugeot Partner e dois Citroën Berlingo.
Além da soja, outras oleaginosas, como a palma e a mamona, passam a ser testadas com o diesel. Segue-se a mistura B30 (30% de biodiesel e 70% de diesel), porcentagem máxima de biodiesel possível sem que haja alterações nos motores a diesel.
Uma energia limpa que não fira o ambiente é o que todos desejam. "É certo que chegaremos aos carros elétricos", comenta Ozires Silva. "O Brasil aprovou uma lei colocando recursos para desenvolver um sistema que produza hidrogênio a bordo dos veículos, de modo que tenhamos, através da célula de combustível, energia elétrica para propelir o carro." Isso deve acontecer daqui a 15 anos.
O presidente da Anfavea (associação dos fabricantes), Rogélio Golfarb, completa: "O crescimento de carros híbridos tem sido surpreendente, principalmente nos EUA, onde já são uma realidade comercial. E não há razão para que o motor desse híbrido não seja "flex fuel" ou use álcool".
Fonte: Folha de S. Paulo
Mas os tipos de energia não param por aí. Com o biodiesel, volta à tona a discussão sobre a liberação de carros de passeio a diesel. A proibição foi determinada por questões ambientais e por insuficiência do produto -o Brasil importa 30% do que consome.
Além de escolher um carro pela beleza, pelo conforto e pelos equipamentos, o consumidor, cada vez mais, terá de optar pelo combustível. "Vamos substituir o petróleo por uma série de outras energias", afirma Ozires Silva, que já foi ministro de Infra-Estrutura.
Até pouco tempo atrás, a única hipótese era usar gasolina. Em 2003, as fábricas começaram a oferecer veículos que usam álcool e gasolina. Em 2004, a Chevrolet lançou o Astra Sedan Multipower, o primeiro tricombustível de fábrica. E a Magneti Marelli confirmou o lançamento do Fiat Siena TetraFuel, que sairá da fábrica de Betim (MG) ainda neste ano.
O nome, na verdade, é uma jogada de marketing, já que a tecnologia permite que os carros usem gasolina, álcool, GNV (gás natural veicular) ou gasolina pura, vendida na Argentina e no Chile. Ela também reduz o custo para a utilização do gás, uma vez que, por vir de fábrica, elimina itens hoje necessários, como botão para escolha do combustível no painel.
"A centralina vai definir qual o combustível mais conveniente para o motorista para reduzir o custo por quilômetro rodado e para manter a potência", diz Silvério Bonfiglioli, presidente da Magneti Marelli. Através do painel, o motorista saberá qual combustível o motor estará queimando e quando deverá abastecer.
Biocombustível
Mas os tipos de energia não param por aí. Com o biodiesel, volta à tona a discussão sobre a liberação de carros de passeio a diesel. A proibição foi determinada por questões ambientais e por insuficiência do produto -o Brasil importa 30% do que consome.
Mas, com o avanço do programa, há interesse de parte das montadoras que já fazem carros a diesel para exportação de mostrar que eles podem rodar com o biocombustível aqui. A PSA Peugeot Citroën, por exemplo, faz testes com biodiesel em um Peugeot 206 e em uma Citroën Picasso.
"Os resultados foram satisfatórios, sem desgaste nos motores. Constatamos uma drástica redução nas emissões", diz Daniel Bortoleto, técnico do Ladetel (Laboratório de Desenvolvimento de Tecnologias Limpas) da Universidade de São Paulo, que faz os testes com a PSA.
Neste ano, o grupo lançará a segunda fase de testes, agora parte do programa do governo. Serão outros veículos: dois Peugeot Partner e dois Citroën Berlingo.
Além da soja, outras oleaginosas, como a palma e a mamona, passam a ser testadas com o diesel. Segue-se a mistura B30 (30% de biodiesel e 70% de diesel), porcentagem máxima de biodiesel possível sem que haja alterações nos motores a diesel.
Uma energia limpa que não fira o ambiente é o que todos desejam. "É certo que chegaremos aos carros elétricos", comenta Ozires Silva. "O Brasil aprovou uma lei colocando recursos para desenvolver um sistema que produza hidrogênio a bordo dos veículos, de modo que tenhamos, através da célula de combustível, energia elétrica para propelir o carro." Isso deve acontecer daqui a 15 anos.
O presidente da Anfavea (associação dos fabricantes), Rogélio Golfarb, completa: "O crescimento de carros híbridos tem sido surpreendente, principalmente nos EUA, onde já são uma realidade comercial. E não há razão para que o motor desse híbrido não seja "flex fuel" ou use álcool".
Fonte: Folha de S. Paulo