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Adição de 2% de biodiesel acrescenta R$ 40 mi em MT

Quando a mistura de 5% estiver em vigor, economia de MT ganhará R$ 100 milhões/ano.
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Quando a mistura de 5% estiver em vigor, economia de MT ganhará R$ 100 milhões/ano.

Para se ter uma idéia, só de diesel Mato Grosso consome o equivalente a dois bilhões de litros, com uma evasão de divisas para São Paulo da ordem de R$ 3 bilhões anuais (excluindo o que se perde por meio da não-tributação do combustível com o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços, o ICMS).

O subsecretário de Desenvolvimento da Secretaria de Indústria, Comércio, Minas e Energia (Sicme), José Epaminondas Mattos Conceição, acredita que o biodiesel poderá reverter o quadro da economia regional, pois boa parte do diesel comprado em São Paulo para movimentar indústrias, grupos geradores, máquinas agrícolas e automóveis -- com ganho de impostos para aquele estado e perdas para Mato Grosso -- seria substituído pela nova matriz produzida na região.

“Se substituíssemos uma parte deste combustível pelo biodiesel produzido aqui, teríamos um efeito multiplicador expressivo em nossa economia pela movimentação financeira gerada pela nova matriz”, acentua.

Só com a adição de 2% de óleo vegetal ao diesel, o impacto seria de R$ 40 milhões anuais na economia de Mato Grosso. E, quando esta mistura estiver na proporção de 5%, num prazo de quatro anos, esta cifra saltaria para R$ 100 milhões/ano.

“Isto sem considerar o consumo de óleos vegetais na lavoura, que é bem mais significativo e pode alcançar até 70% da mistura ao diesel”, observa Epaminondas.

Feito à base de mamona, soja, dendê, girassol, pinhão e outras oleaginosas, o novo combustível poderá ter 2% adicionado ao diesel de petróleo para o uso em veículos automotivos.

A determinação do governo Federal é de que a partir deste ano todo o diesel seja comercializado com adição mínima de 2%. Essa mistura é chamada de B2.

A partir de 2008, este percentual sobe para 5% e terá a nomenclatura de B5.

As autoridades acreditam que o uso do novo combustível trará ganhos sociais, econômicos ambientais para o País, ao privilegiar a participação da agricultura familiar, gerando emprego e renda no campo, permitindo a redução das importações de diesel de petróleo e melhorando a qualidade do ar nos centros urbanos.

Fonte: Diário de Cuiabá
MARCONDES MACIEL     
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