ISO vai revisar especificações de combustível marítimo
A ISO formou um comitê para revisar as especificações dos combustíveis utilizados no setor naval. A expectativa é que as novas regras sejam publicadas até 2016.
BiodieselBR.com ··2 min de leitura
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A Organização Internacional para Padronização (ISO, na sigla em inglês) formou um comitê para revisar as especificações válidas para os combustíveis utilizados no setor naval. Um dos objetivos desse esforço é abrir caminho para o uso de biocombustíveis e de produtos menos poluentes. A expectativa é que as novas regras sejam publicadas até 2016.
A informação foi divulgada durante a 35ª Conferência Internacional sobre Bunker, realizada em Copenhagen (Dinamarca) na semana passada.
A Organização Internacional para Padronização (ISO, na sigla em inglês) formou um comitê para revisar as especificações válidas para os combustíveis utilizados no setor naval. Um dos objetivos desse esforço é abrir caminho para o uso de biocombustíveis e de produtos menos poluentes. A expectativa é que as novas regras sejam publicadas até 2016.
A informação foi divulgada durante a 35ª Conferência Internacional sobre Bunker – evento internacional sobre a indústria de combustíveis navais –, realizada em Copenhagen (Dinamarca). O evento aconteceu dos dias 02 a 04 de abril.
De acordo com a chefe global de tecnologia para destilados marinhos da Chevron, Monique Vermeire, a comissão começou a se reunir em setembro. A executiva é a presidente do Grupo de Trabalho da ISO sobre Classificação e Especificação de Combustíveis Marinhos. Segundo ela, a modificação está sendo feita para favorecer a redução de emissões desses combustíveis.
A regra atual – ISO 8217:2012 – tem apenas dois anos, mas está sendo atualizada para melhorar a performance ambiental dos combustíveis marítimos. Uma das medidas em estudo é a adição de biocombustível aos destilados marítimos. A nova especificação também deverá incluir uma metodologia de testes para medir o teor de biodiesel.
No Brasil, até hoje o diesel de uso náutico é isento da mistura obrigatória de biodiesel. A crença dominante é que, em ambientes muito úmidos, a mistura entre diesel e biodiesel pode se tornar problemática.