A produção de biocombustíveis está menos atraente aos olhos dos investidores globais. Essa é uma das principais conclusões que se pode tirar do relatório Tendências Globais em Investimentos em Energias Renováveis 2015 elaborado por uma parceria entre o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), a Escola de Frankfurt e a Bloomberg.
A produção de biocombustíveis está menos atraente aos olhos dos investidores globais. Essa é uma das principais conclusões que se pode tirar do relatório Tendências Globais em Investimentos em Energias Renováveis 2015 elaborado por uma parceria entre o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), a Escola de Frankfurt e a Bloomberg.
Segundo o documento, em 2014, o setor atraiu US$ 5,1 bilhões em novos investimentos uma queda de 8% sobre o resultado do ano anterior e o pior desempenho em uma década. Apesar do mal momento da indústria de biocombustíveis, as energias renováveis como um todo estão mais atrativas. Em 2014, os novos investimentos reverteram dois anos de queda e cresceram 17% chegando a US$ 270 bilhões [veja tabela].
A explicação seria a queda nos preços internacionais do petróleo que teriam atingido em cheio os mercados de biocombustíveis – especialmente em países onde não há misturas obrigatórias. Também pesaram as incertezas regulatórias nos países desenvolvidos – as regras para biocombustíveis estão em revisão tanto nos Estados Unidos quanto na União Europeia – o que levou a uma retração de 18% nos investimentos nesse setor.
Em parte essa queda foi compensada por um maior ímpeto no investimento em países em desenvolvimento onde os biocombustíveis registraram um crescimento de 23% nos desembolsos. Boa parte desse crescimento foi puxado por alguns grandes projetos em etanol de 2ª geração na China.
O Brasil investiu US$ 574 milhões na área no ano passado.
P&D
Por outro lado, os biocombustíveis continuam sendo um tema interessante na área de pesquisa e desenvolvimento (P&D) atraindo US$ 2 bilhões – crescimento de 1% em relação ao ano anterior – e praticamente empatando com o gasto em energia eólica.
Desses, US$ 800 milhões foram gastos pelo setor privado e US$ 1,2 bilhão por governos.
Crescimento
Os principais polos de expansão foram a energia solar e eólica que firam com 92% dos investimentos no ano passado – cerca de US$ 249,1 bilhões do total.
Esse crescimento acontece a despeito das cotações internacionais do petróleo. Isso demonstra que as tecnologias para a geração de energias alternativas estão atingindo a maturidade e se tornando competitivas.
Os países em desenvolvimento aceleraram consideravelmente os investimentos ficando com US$ 131,3 bilhões do total – sua melhor participação em uma década. China (US$ 83,3 bilhões), Brasil (US$ 7,6 bilhões) e África do Sul (US$ 5,5 bilhões) ficaram entre os 10 maiores investidores nacionais do ano passado.
As fontes alternativas acrescentaram 103 GW à matriz elétrica mundial no ano passado ficando com uma fatia de 9,1% do total – eram 8,5% em 2013.
A integra do relatório pode ser baixada clicando aqui.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
A produção de biocombustíveis está menos atraente aos olhos dos investidores globais. Essa é uma das principais conclusões que se pode tirar do relatório Tendências Globais em Investimentos em Energias Renováveis 2015 elaborado por uma parceria entre o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), a Escola de Frankfurt e a Bloomberg.
Segundo o documento, em 2014, o setor atraiu US$ 5,1 bilhões em novos investimentos uma queda de 8% sobre o resultado do ano anterior e o pior desempenho em uma década. Apesar do mal momento da indústria de biocombustíveis, as energias renováveis como um todo estão mais atrativas. Em 2014, os novos investimentos reverteram dois anos de queda e cresceram 17% chegando a US$ 270 bilhões [veja tabela].
A explicação seria a queda nos preços internacionais do petróleo que teriam atingido em cheio os mercados de biocombustíveis – especialmente em países onde não há misturas obrigatórias. Também pesaram as incertezas regulatórias nos países desenvolvidos – as regras para biocombustíveis estão em revisão tanto nos Estados Unidos quanto na União Europeia – o que levou a uma retração de 18% nos investimentos nesse setor.
Em parte essa queda foi compensada por um maior ímpeto no investimento em países em desenvolvimento onde os biocombustíveis registraram um crescimento de 23% nos desembolsos. Boa parte desse crescimento foi puxado por alguns grandes projetos em etanol de 2ª geração na China.
O Brasil investiu US$ 574 milhões na área no ano passado.
P&D
Por outro lado, os biocombustíveis continuam sendo um tema interessante na área de pesquisa e desenvolvimento (P&D) atraindo US$ 2 bilhões – crescimento de 1% em relação ao ano anterior – e praticamente empatando com o gasto em energia eólica.
Desses, US$ 800 milhões foram gastos pelo setor privado e US$ 1,2 bilhão por governos.
Crescimento
Os principais polos de expansão foram a energia solar e eólica que firam com 92% dos investimentos no ano passado – cerca de US$ 249,1 bilhões do total.
Esse crescimento acontece a despeito das cotações internacionais do petróleo. Isso demonstra que as tecnologias para a geração de energias alternativas estão atingindo a maturidade e se tornando competitivas.
Os países em desenvolvimento aceleraram consideravelmente os investimentos ficando com US$ 131,3 bilhões do total – sua melhor participação em uma década. China (US$ 83,3 bilhões), Brasil (US$ 7,6 bilhões) e África do Sul (US$ 5,5 bilhões) ficaram entre os 10 maiores investidores nacionais do ano passado.
As fontes alternativas acrescentaram 103 GW à matriz elétrica mundial no ano passado ficando com uma fatia de 9,1% do total – eram 8,5% em 2013.
A integra do relatório pode ser baixada clicando aqui.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com