Engenheiros químicos do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) modificou geneticamente leveduras para que elas convertam açúcares em óleo.
As leveduras já são um dos pilares da indústria global de biocombustíveis – são elas, afinal de contas, que fazem o trabalho pesado de converter o açúcar em etanol. Logo, elas podem se tornar ainda mais importantes. Um grupo de engenheiros químicos do celebrado Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) está modificando a genética dessas criaturinhas para que elas produzam óleos para que elas possam, também, contribuir com a produção de biodiesel.
As leveduras já são um dos pilares da indústria global de biocombustíveis – são elas, afinal de contas, que fazem o trabalho pesado de converter o açúcar em etanol. Logo, elas podem se tornar ainda mais importantes. Um grupo de engenheiros químicos do celebrado Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) está modificando a genética dessas criaturinhas para que elas produzam óleos para que elas possam, também, contribuir com a produção de biodiesel.
A pesquisa está sendo liderada por Gregory Stephanopoulos que selecionou uma espécie de levedura chamada Yarrowia lipolytica que, naturalmente, já produzia uma grande quantidade de lipídios e modificou seu metabolismo. As cepas otimizadas ficaram 30% mais eficientes do que os organismos base, ou seja, elas conseguem produzir a mesma quantidade de óleo consumindo aproximadamente um terço menos de açúcar. Os resultados foram publicados na edição deste mês da Nature Biotechnology.
“Nos reconfiguramos o metabolismo destes micróbios para que eles se tornassem capazes de produzir alto teor de óleo”, explicou o pesquisador acrescentando que sua equipe tenha atingido apenas 75% da eficiência máxima do organismo. “Ainda há 25% adicionais que serão alvo de trabalho posterior”.
Produtividade
Se tiverem sucesso na empreitada, será possível ampliar consideravelmente o leque de matérias-primas agrícolas disponíveis para a produção de biodiesel. Isso poderia levar a eficiência do setor a outro patamar.
Na safra 2015/16 os canaviais brasileiros renderam, em média, 10,1 toneladas de açúcares para cada hectare plantado. Enquanto isso, a soja – matéria-prima mais comum do biodiesel no país – rendeu pouco menos de 550 quilos de óleo por hectare.
A nova tecnologia também permitiria que a indústria de biodiesel se beneficiasse dos avanços na área de aproveitamento de fontes alternativas de biomassa – como a celulose. Boa parte das pesquisas nessa área focam na decomposição da celulose em açúcares simples.
Densidade
Há outra vantagem em fazer com as leveduras troquem a produção de etanol e comecem a acumular óleo está na maior densidade energética deste último.
Isso significa que se queimarmos um litro de óleo teremos mais energia do que se queimarmos o mesmo volume de etanol. Esse é justamente uma das razões para que veículos maiores – como, por exemplo, caminhões e trens – serem, geralmente, movidos a diesel.
Os motores a diesel também tendem a serem mais eficientes em termos de quilômetros rodados para cada litro de combustível consumido do que os do Ciclo Otto – movidos a gasolina ou etanol.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
As leveduras já são um dos pilares da indústria global de biocombustíveis – são elas, afinal de contas, que fazem o trabalho pesado de converter o açúcar em etanol. Logo, elas podem se tornar ainda mais importantes. Um grupo de engenheiros químicos do celebrado Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) está modificando a genética dessas criaturinhas para que elas produzam óleos para que elas possam, também, contribuir com a produção de biodiesel.
A pesquisa está sendo liderada por Gregory Stephanopoulos que selecionou uma espécie de levedura chamada Yarrowia lipolytica que, naturalmente, já produzia uma grande quantidade de lipídios e modificou seu metabolismo. As cepas otimizadas ficaram 30% mais eficientes do que os organismos base, ou seja, elas conseguem produzir a mesma quantidade de óleo consumindo aproximadamente um terço menos de açúcar. Os resultados foram publicados na edição deste mês da Nature Biotechnology.
“Nos reconfiguramos o metabolismo destes micróbios para que eles se tornassem capazes de produzir alto teor de óleo”, explicou o pesquisador acrescentando que sua equipe tenha atingido apenas 75% da eficiência máxima do organismo. “Ainda há 25% adicionais que serão alvo de trabalho posterior”.
Produtividade
Se tiverem sucesso na empreitada, será possível ampliar consideravelmente o leque de matérias-primas agrícolas disponíveis para a produção de biodiesel. Isso poderia levar a eficiência do setor a outro patamar.
Na safra 2015/16 os canaviais brasileiros renderam, em média, 10,1 toneladas de açúcares para cada hectare plantado. Enquanto isso, a soja – matéria-prima mais comum do biodiesel no país – rendeu pouco menos de 550 quilos de óleo por hectare.
A nova tecnologia também permitiria que a indústria de biodiesel se beneficiasse dos avanços na área de aproveitamento de fontes alternativas de biomassa – como a celulose. Boa parte das pesquisas nessa área focam na decomposição da celulose em açúcares simples.
Densidade
Há outra vantagem em fazer com as leveduras troquem a produção de etanol e comecem a acumular óleo está na maior densidade energética deste último.
Isso significa que se queimarmos um litro de óleo teremos mais energia do que se queimarmos o mesmo volume de etanol. Esse é justamente uma das razões para que veículos maiores – como, por exemplo, caminhões e trens – serem, geralmente, movidos a diesel.
Os motores a diesel também tendem a serem mais eficientes em termos de quilômetros rodados para cada litro de combustível consumido do que os do Ciclo Otto – movidos a gasolina ou etanol.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com