Enquanto a adição de biodiesel aos combustíveis não entra em vigor na
Índia, algumas usinas já começaram a produzir e estão exportando a
commodity para os Estados Unidos e países europeus
Enquanto a adição de biodiesel aos combustíveis não entra em vigor na Índia, algumas usinas já começaram a produzir e estão exportando a commodity para os Estados Unidos e países europeus. Essas empresas estão usando óleos não-comestíveis e ácidos graxos de óleos vegetais para produzir biodiesel.
A Naturol Bioenergy, de Hyderabad na Índia, está exportando biodiesel produzido em sua recém-inaugurada usina em Kakinada, com capacidade para 100 mil toneladas.
“Usamos apenas óleos não-comestíveis e ácidos graxos de óleos vegetais. Nossos clientes são grandes empresas de petróleo e distribuidores de misturas biocombustíveis nos EUA e União Européia”, diz D. S. Bhaskar, diretor-administrativo da companhia. Bhaskar, no entanto, recusou-se a revelar o preço acertado na exportação da commodity. A Naturol investiu cerca de 1,4 bilhões de rúpias (cerca de US$ 30 milhões) na montagem da unidade, que é também a primeira usina de biodiesel da Índia.
A Cleancities Biodiesel, outra companhia sediada em Hyderabad, instalou uma usina de biodiesel com capacidade para 250 mil toneladas em Visakhapatnam. A unidade, que custou 2 bilhões de rúpias (quase US$ 42 milhões) e é a maior da Índia, começou a produção comercial no início deste mês. “Temos vários contratos de exportação para os Estados Unidos e Europa e nosso primeiro embarque de 10 mil toneladas deve partir para os EUA ainda este mês. Assim que as misturas entrarem em vigor no país, vamos focar também no mercado doméstico”, disse Srinivas Prasad Moturi, presidente e CEO da empresa.
O Emami Group, de Kolkata, também instalou uma usina de biodiesel em Haldia, com um investimento de 1,5 bilhões de rúpias (cerca de US$ 31,5 milhões). “Ainda não fechamos nenhum negócio até o momento, já que a produção comercial ainda está por começar, mas as exportações devem alcançar algo na faixa de US$ 850 a 880 por tonelada (FOB Haldfia). Vamos processar óleo de cozinha usado e ácido graxo de palma destilado para produzir biodiesel”, diz Aditya Agarwal, diretor do Emami Group.
O Gabinete da União (gabinete de ministros que é o principal órgão executivo do governo indiano) aprovou em 12 de setembro o Plano de Ação Nacional para os Biocombustíveis, que visa aumentar a mistura de biocombustíveis na gasolina e no óleo diesel para 20% até 2017. Mas, no momento, apenas a mistura de etanol (em 5%) com gasolina está sendo implantada, e misturas com biodiesel ainda não estão disponíveis. O uso de biocombustíveis, considerados uma fonte de energia verde, na gasolina e no diesel visa reduzir a demanda por combustíveis fósseis no país.
Ajay Modi - Business Standard
Tradução e adaptação BiodieselBR.com
Enquanto a adição de biodiesel aos combustíveis não entra em vigor na Índia, algumas usinas já começaram a produzir e estão exportando a commodity para os Estados Unidos e países europeus. Essas empresas estão usando óleos não-comestíveis e ácidos graxos de óleos vegetais para produzir biodiesel.
A Naturol Bioenergy, de Hyderabad na Índia, está exportando biodiesel produzido em sua recém-inaugurada usina em Kakinada, com capacidade para 100 mil toneladas.
“Usamos apenas óleos não-comestíveis e ácidos graxos de óleos vegetais. Nossos clientes são grandes empresas de petróleo e distribuidores de misturas biocombustíveis nos EUA e União Européia”, diz D. S. Bhaskar, diretor-administrativo da companhia. Bhaskar, no entanto, recusou-se a revelar o preço acertado na exportação da commodity. A Naturol investiu cerca de 1,4 bilhões de rúpias (cerca de US$ 30 milhões) na montagem da unidade, que é também a primeira usina de biodiesel da Índia.
A Cleancities Biodiesel, outra companhia sediada em Hyderabad, instalou uma usina de biodiesel com capacidade para 250 mil toneladas em Visakhapatnam. A unidade, que custou 2 bilhões de rúpias (quase US$ 42 milhões) e é a maior da Índia, começou a produção comercial no início deste mês. “Temos vários contratos de exportação para os Estados Unidos e Europa e nosso primeiro embarque de 10 mil toneladas deve partir para os EUA ainda este mês. Assim que as misturas entrarem em vigor no país, vamos focar também no mercado doméstico”, disse Srinivas Prasad Moturi, presidente e CEO da empresa.
O Emami Group, de Kolkata, também instalou uma usina de biodiesel em Haldia, com um investimento de 1,5 bilhões de rúpias (cerca de US$ 31,5 milhões). “Ainda não fechamos nenhum negócio até o momento, já que a produção comercial ainda está por começar, mas as exportações devem alcançar algo na faixa de US$ 850 a 880 por tonelada (FOB Haldfia). Vamos processar óleo de cozinha usado e ácido graxo de palma destilado para produzir biodiesel”, diz Aditya Agarwal, diretor do Emami Group.
O Gabinete da União (gabinete de ministros que é o principal órgão executivo do governo indiano) aprovou em 12 de setembro o Plano de Ação Nacional para os Biocombustíveis, que visa aumentar a mistura de biocombustíveis na gasolina e no óleo diesel para 20% até 2017. Mas, no momento, apenas a mistura de etanol (em 5%) com gasolina está sendo implantada, e misturas com biodiesel ainda não estão disponíveis. O uso de biocombustíveis, considerados uma fonte de energia verde, na gasolina e no diesel visa reduzir a demanda por combustíveis fósseis no país.
Ajay Modi - Business Standard
Tradução e adaptação BiodieselBR.com