Foi encerrado hoje (31), às 19h49, o terceiro e último dia de
negociações de um dos mais disputados leilões da história do biodiesel.
Foi encerrado hoje (31), às 19h49, o terceiro e último dia de negociações de um dos mais disputados leilões da história do biodiesel. O litro foi vendido a um preço médio de R$ 2,1056 um deságio médio de 9,24% em relação ao preço máximo (R$ 2,32). Essa foi a maior queda registrada nos últimos dois anos em leilões do setor. Para abastecer o mercado no terceiro trimestre do ano foram comprados 600 milhões de litros de biodiesel, movimentando mais de R$ 1,26 bilhão.
Dois fatores contribuíram para acentuar a queda no preço desse 18º leilão. Um foi o preço de referência fixado pela ANP, que foi maior em relação ao 17º pregão. O segundo foi o maior número de usinas, trazendo maior oferta de biodiesel e, conseqüentemente, maior concorrência pelos itens.
Mudança de postura
No início da tarde de sexta-feira, a ANP concluiu a venda de todos os 104 itens do primeiro lote, disputado somente pelas empresas que possuem o Selo Combustível Social. O deságio médio desse lote ficou em 5,46%, com preço médio por litro de R$ 2,1933. Contudo, esse lote viveu dois momentos distintos. Até o 41º item aberto a média de preço estava em R$ 2,2384, dentro do deságio médio dos últimos leilões. A partir do 42º item os preços começaram a cair significativamente e a média dos itens restantes ficou em R$ 1,9947, mais de 24 centavos abaixo dos primeiros itens (veja gráfico abaixo). Foram comercializados nesse lote 480 milhões de litros, em 104 itens, gerando uma receita de mais de R$ 1 bilhão.
O segundo lote foi todo negociado abaixo de dois reais por litro de biodiesel e foi finalizado com um deságio de 24,37% e um preço médio de R$ 1,7546.
No segundo lote era esperado que a competição fosse acirrada, principalmente devido à perda do selo social da Brasil Ecodiesel e a inauguração da nova usina da Caramuru. Aberto a todas as usinas, esse lote começou a ser negociado na tarde de sexta-feira e foi encerrado hoje com um preço médio de R$ 1,7546 e um deságio recorde de 24,37%. Desse lote saiu o menor preço por litro, R$ 1,58 oferecido pela usina da BSBios de Passo Fundo (RS). O volume total negociado foi de 120 milhões de litros, totalizando R$ 210 milhões.
Esse leilão também foi marcado pela entrada e três novas usinas, a Olfar (RS), a BSBios/Petrobras e a Caramuru (Ipameri-GO). Dessas novatas, a que mais vendeu foi Olfar, com 24,5 milhões de litros, seguida pela Caramuru, com 21,5 milhões de litros e pela BSBios/Petrobras com 20 milhões de litros.
Os valores negociados incluem as alíquotas de PIS/Cofins, mas não incluem ICMS, nem custos de frete, já que as distribuidoras buscam o biodiesel nas usinas.

Preço dos itens ao longo do leilão
(Clique na imagem para ampliar)


Alice Duarte – BiodieselBR.com
Foi encerrado hoje (31), às 19h49, o terceiro e último dia de negociações de um dos mais disputados leilões da história do biodiesel. O litro foi vendido a um preço médio de R$ 2,1056 um deságio médio de 9,24% em relação ao preço máximo (R$ 2,32). Essa foi a maior queda registrada nos últimos dois anos em leilões do setor. Para abastecer o mercado no terceiro trimestre do ano foram comprados 600 milhões de litros de biodiesel, movimentando mais de R$ 1,26 bilhão.
Dois fatores contribuíram para acentuar a queda no preço desse 18º leilão. Um foi o preço de referência fixado pela ANP, que foi maior em relação ao 17º pregão. O segundo foi o maior número de usinas, trazendo maior oferta de biodiesel e, conseqüentemente, maior concorrência pelos itens.
Mudança de postura
No início da tarde de sexta-feira, a ANP concluiu a venda de todos os 104 itens do primeiro lote, disputado somente pelas empresas que possuem o Selo Combustível Social. O deságio médio desse lote ficou em 5,46%, com preço médio por litro de R$ 2,1933. Contudo, esse lote viveu dois momentos distintos. Até o 41º item aberto a média de preço estava em R$ 2,2384, dentro do deságio médio dos últimos leilões. A partir do 42º item os preços começaram a cair significativamente e a média dos itens restantes ficou em R$ 1,9947, mais de 24 centavos abaixo dos primeiros itens (veja gráfico abaixo). Foram comercializados nesse lote 480 milhões de litros, em 104 itens, gerando uma receita de mais de R$ 1 bilhão.
O segundo lote foi todo negociado abaixo de dois reais por litro de biodiesel e foi finalizado com um deságio de 24,37% e um preço médio de R$ 1,7546.
No segundo lote era esperado que a competição fosse acirrada, principalmente devido à perda do selo social da Brasil Ecodiesel e a inauguração da nova usina da Caramuru. Aberto a todas as usinas, esse lote começou a ser negociado na tarde de sexta-feira e foi encerrado hoje com um preço médio de R$ 1,7546 e um deságio recorde de 24,37%. Desse lote saiu o menor preço por litro, R$ 1,58 oferecido pela usina da BSBios de Passo Fundo (RS). O volume total negociado foi de 120 milhões de litros, totalizando R$ 210 milhões.
Esse leilão também foi marcado pela entrada e três novas usinas, a Olfar (RS), a BSBios/Petrobras e a Caramuru (Ipameri-GO). Dessas novatas, a que mais vendeu foi Olfar, com 24,5 milhões de litros, seguida pela Caramuru, com 21,5 milhões de litros e pela BSBios/Petrobras com 20 milhões de litros.
Os valores negociados incluem as alíquotas de PIS/Cofins, mas não incluem ICMS, nem custos de frete, já que as distribuidoras buscam o biodiesel nas usinas.
Gráficos e tabelas

Resultado por empresa com preço médio
(Clique na imagem para ampliar)
Preço dos itens ao longo do leilão
(Clique na imagem para ampliar)


Tabela com o resultado completo
Alice Duarte – BiodieselBR.com
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