Até o final de 2008, a Argentina deve assumir o terceiro lugar entre os
maiores produtores de biodiesel do mundo, com vendas estimadas em US$
1,5 bilhão de dólares. É o que diz relatório divulgado este mês
Até o final de 2008, a Argentina deve assumir o terceiro lugar entre os maiores produtores de biodiesel do mundo, com vendas estimadas em US$ 1,5 bilhão de dólares. É o que diz o relatório elaborado pela Câmara Argentina de Energias Renováveis, divulgado este mês, que mostra o desenvolvimento atual da indústria de biocombustível na Argentina e no mundo. Segundo Carlos St. James, presidente da Câmara Argentina de Energias Renováveis, o país deve fechar 2008 produzindo mais de 10% de todo biodiesel do mundo. No final de 2007, a Alemanha era líder mundial com uma produção de cerca de 2,9 milhões de toneladas, seguida dos Estados Unidos, com 1,5 milhão de toneladas, e França, com 872 mil toneladas. A Argentina era apenas o sexto maior produtor do mundo, com 180 mil toneladas/ano.
Segundo o documento, a capacidade instalada das usinas na Argentina deverá crescer 150% na comparação com 2007, com expectativa de igual crescimento em 2009. A previsão é que aumente de 840 mil toneladas/ano a 1,4 milhões de toneladas/ano. Serão 18 usinas de biodiesel em operação no final de 2008 e a estimativa é que a Argentina chegue no final de 2009 com um total de 30 plantas com produção comercial, com capacidade instalada individual de 72 mil toneladas em média. Com a demanda potencial de biodiesel em 2010, a Argentina poderá alcançar 700 milhões de litros ao ano, tendo em vista a implantação da mistura B5.
A imprensa argentina chegou a anunciar vários projetos de investimentos no setor de biodiesel nos últimos anos. Mas muitos deles não encontraram investidores e estão ainda em standby. Os últimos conflitos entre governo e o campo afetaram negativamente os novos projetos e diante do clima de insegurança, os investidores decidiram apostar no Brasil.
Exportação
A Argentina é a maior exportadora de óleo de soja do mundo. Além disso, o país não paga impostos para exportar biodiesel, o que lhe abre larga vantagem em relação a qualquer outro produtor no mundo. Segundo o relatório, mais de 90% da exportação de biodiesel vai para os Estados Unidos (devido ao subsídio pago lá, chamado de “splash & dash”), mesmo que o destino final depois seja a Europa. Do início do ano até setembro, os produtores de biodiesel embarcaram aproximadamente 750 mil toneladas de biodiesel em portos argentinos, e mais 60 mil toneladas de glicerina, principal subproduto da produção de biodiesel.
De acordo com o F.O. Licht World Ethanol and Biofuels Report, a indústria de biodiesel no mundo vai crescer entre 10% e 12% nos próximos anos, apesar de uma contração no setor em 2008. A Câmara Argentina de Energias Renováveis estima que serão produzidos 10 milhões de toneladas de biodiesel no mundo este ano. Mais da metade deste total será produzido na União Européia (principalmente na Alemanha), 15% nos Estados Unidos, 12% na Argentina e 9% no Brasil, com pouco menos de um milhão de toneladas.
Início
A Lei de Biocombustíveis, publicada no início de 2007, foi o marco inicial da produção, mas antes disso várias empresas já haviam começado a construir usinas. No final de 2006, a Argentina já contava com uma capacidade instalada de 155 mil toneladas (174 milhões de litros) de produção de biodiesel distribuída entre seis empresas: Vicentin SA; Biomadero AS, Pitey AS, Advanced Organic Materials SA (conhecida pela sigla AOMSA), Biodiesel SA e a Soyenergy SA. Vale destacar que no final desse ano 45% do total da capacidade produtiva estava instalada na província de Buenos Aires, ainda quando esta era a terceira em produção de óleos vegetais, atrás de Santa Fé e Córdoba.
Em 2007 foram inauguradas duas plantas de 200 mil toneladas cada: Renova SA, uma joint venture entre Vicentin e Glencore, que foi instalada em San Lorenzo, Santa Fé, e Ecofuel SA, da General Dehesa e Bunge, em Puerto San Martin, também em Santa Fé. Depois veio a empresa Energía Sanluiseña Refinería Argentina SA, conhecida como Derivados San Luis, que inaugurou uma planta com uma capacidade de 30 mil toneladas/ano.
Hoje a província de Santa Fé é líder absoluta em produção, concentrando 85% da capacidade produtiva nacional. Lá estão a LDC Argentina SA (com capacidade de 300 mil ton/ano), a Unitec Bio SA (200 mil ton/ano), a Explora SA (120 mil ton/ano) e a Molinos Río dela Plata SA (com 100 mil ton/ano).



Alice Duarte - BiodieselBR.com
Até o final de 2008, a Argentina deve assumir o terceiro lugar entre os maiores produtores de biodiesel do mundo, com vendas estimadas em US$ 1,5 bilhão de dólares. É o que diz o relatório elaborado pela Câmara Argentina de Energias Renováveis, divulgado este mês, que mostra o desenvolvimento atual da indústria de biocombustível na Argentina e no mundo. Segundo Carlos St. James, presidente da Câmara Argentina de Energias Renováveis, o país deve fechar 2008 produzindo mais de 10% de todo biodiesel do mundo. No final de 2007, a Alemanha era líder mundial com uma produção de cerca de 2,9 milhões de toneladas, seguida dos Estados Unidos, com 1,5 milhão de toneladas, e França, com 872 mil toneladas. A Argentina era apenas o sexto maior produtor do mundo, com 180 mil toneladas/ano.
Segundo o documento, a capacidade instalada das usinas na Argentina deverá crescer 150% na comparação com 2007, com expectativa de igual crescimento em 2009. A previsão é que aumente de 840 mil toneladas/ano a 1,4 milhões de toneladas/ano. Serão 18 usinas de biodiesel em operação no final de 2008 e a estimativa é que a Argentina chegue no final de 2009 com um total de 30 plantas com produção comercial, com capacidade instalada individual de 72 mil toneladas em média. Com a demanda potencial de biodiesel em 2010, a Argentina poderá alcançar 700 milhões de litros ao ano, tendo em vista a implantação da mistura B5.
A imprensa argentina chegou a anunciar vários projetos de investimentos no setor de biodiesel nos últimos anos. Mas muitos deles não encontraram investidores e estão ainda em standby. Os últimos conflitos entre governo e o campo afetaram negativamente os novos projetos e diante do clima de insegurança, os investidores decidiram apostar no Brasil.
Exportação
A Argentina é a maior exportadora de óleo de soja do mundo. Além disso, o país não paga impostos para exportar biodiesel, o que lhe abre larga vantagem em relação a qualquer outro produtor no mundo. Segundo o relatório, mais de 90% da exportação de biodiesel vai para os Estados Unidos (devido ao subsídio pago lá, chamado de “splash & dash”), mesmo que o destino final depois seja a Europa. Do início do ano até setembro, os produtores de biodiesel embarcaram aproximadamente 750 mil toneladas de biodiesel em portos argentinos, e mais 60 mil toneladas de glicerina, principal subproduto da produção de biodiesel.
De acordo com o F.O. Licht World Ethanol and Biofuels Report, a indústria de biodiesel no mundo vai crescer entre 10% e 12% nos próximos anos, apesar de uma contração no setor em 2008. A Câmara Argentina de Energias Renováveis estima que serão produzidos 10 milhões de toneladas de biodiesel no mundo este ano. Mais da metade deste total será produzido na União Européia (principalmente na Alemanha), 15% nos Estados Unidos, 12% na Argentina e 9% no Brasil, com pouco menos de um milhão de toneladas.
Início
A Lei de Biocombustíveis, publicada no início de 2007, foi o marco inicial da produção, mas antes disso várias empresas já haviam começado a construir usinas. No final de 2006, a Argentina já contava com uma capacidade instalada de 155 mil toneladas (174 milhões de litros) de produção de biodiesel distribuída entre seis empresas: Vicentin SA; Biomadero AS, Pitey AS, Advanced Organic Materials SA (conhecida pela sigla AOMSA), Biodiesel SA e a Soyenergy SA. Vale destacar que no final desse ano 45% do total da capacidade produtiva estava instalada na província de Buenos Aires, ainda quando esta era a terceira em produção de óleos vegetais, atrás de Santa Fé e Córdoba.
Em 2007 foram inauguradas duas plantas de 200 mil toneladas cada: Renova SA, uma joint venture entre Vicentin e Glencore, que foi instalada em San Lorenzo, Santa Fé, e Ecofuel SA, da General Dehesa e Bunge, em Puerto San Martin, também em Santa Fé. Depois veio a empresa Energía Sanluiseña Refinería Argentina SA, conhecida como Derivados San Luis, que inaugurou uma planta com uma capacidade de 30 mil toneladas/ano.
Hoje a província de Santa Fé é líder absoluta em produção, concentrando 85% da capacidade produtiva nacional. Lá estão a LDC Argentina SA (com capacidade de 300 mil ton/ano), a Unitec Bio SA (200 mil ton/ano), a Explora SA (120 mil ton/ano) e a Molinos Río dela Plata SA (com 100 mil ton/ano).



Alice Duarte - BiodieselBR.com
Tags
Argentina