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Purificação de glicerina não tem espaço nas usinas de biodiesel

A glicerina, o principal co-produto da fabricação de biodiesel, ainda é tratada com um certo desdém pelas usinas.
BiodieselBR.com 2 min de leitura
A glicerina, o principal co-produto da fabricação de biodiesel, ainda é tratada com um certo desdém pelas usinas.

A glicerina, o principal co-produto da fabricação de biodiesel, ainda é tratada com um certo desdém pelas usinas. Isso porque, com o excedente do produto no mercado, os preços despencaram para patamares nada atrativos. A indústria de biodiesel no Brasil está gerando anualmente 230 milhões de litros do produto, o equivalente a 10% de todo o biodiesel processado. Grande parte desse material sai do processo industrial com elevado grau de impureza (contém água, sais, traços de catalisadores, metanol e até biodiesel), e por isso não serve para o principal mercado consumidor: as indústrias farmacêutica, de cosméticos e de alimentos.

A diferença de preço entre os produtos é enorme. A glicerina loura do processo de transesterificação do biodiesel (com 80% de glicerol) vale hoje no mercado R$ 200 a tonelada, enquanto a bidestilada de grau farmacêutico (com 99,7% de glicerol) pode ser vendida a R$ 1.700 a tonelada.

As principais montadoras de usinas comercializam equipamentos que transformam a glicerina bruta e loura em glicerina com grau técnico (97% de glicerol) ou grau farmacêutico. Mas enquanto a demanda não foi expandida com a viabilização de novos usos industriais para o glicerol e seus derivados (e os pesquisadores trabalham arduamente para isso), as usinas não estarão dispostas a gastar dinheiro para beneficiar o produto em suas instalações.  “Temos muitas consultas de orçamento para esse tipo de equipamento, mas ainda não efetuamos nenhuma venda”, Gualter Rezende Barbosa, engenheiro de vendas da Dedini, fornecedora de plantas de biodiesel.

A unidade de tratamento de glicerina usa basicamente destilação e refino. Além do investimento em equipamentos, o custo do processo de purificação tem sido uma barreira para os empresários, pois demanda alto consumo de energia. 

Alice Duarte – BiodieselBR.com
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