“O leilão foi tranqüilo, mesmo com uma grande oferta. O B4 trouxe
tranqüilidade para os produtores. O preço foi apertado, tendo em vista
o custo das matérias-primas"
O 14º Leilão de biodiesel da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), realizado hoje (29) no Rio de Janeiro, comercializou um total de 460 milhões de litros em dois lotes, com preço médio de R$ 2,309 o litro. O volume irá abastecer o mercado no terceiro trimestre. O deságio médio foi pequeno: 2,16% em relação ao preço máximo fixado pela agência (R$ 2,36). No pregão passado, essa desvalorização chegou a 8,72%. Este foi o primeiro leilão destinado a atender à mistura de 4% de biodiesel no diesel (B4), que entra em vigor em 1º de julho deste ano.
“O leilão foi tranqüilo, mesmo com uma grande oferta. O B4 trouxe tranqüilidade para os produtores. O preço foi apertado, tendo em vista o custo das matérias-primas, mas felizmente o deságio foi pequeno”, diz Erasmo Battistella, diretor de operações da BSBios, que saiu satisfeito por atingir as metas de venda. A empresa vendeu 28,5 milhões de litros. Para ele, ficou nítido que a demanda precisa evoluir rapidamente para o B5. “Há oferta suficiente para isso”, completa.
A grande diferença desse leilão foi a participação maior das empresas de pequeno porte nas vendas do segundo lote, aberto também para as empresas que não possuem o Selo Combustível Social. Ao todo 26 conseguiram vender biodiesel nessa etapa. Para se ter uma idéia, apenas seis empresas fizeram o mesmo no segundo lote no 13º leilão. Isso porque sobrou pouco espaço para as pequenas com a entrada da Petrobras, que na época não conseguiu vender nada no lote anterior.
Os produtores que conseguiram negociar os maiores volumes foram: Granol (61 milhões de litros), Brasil Ecodiesel (57 milhões de litros), ADM (com 49,1 milhões de litros), Oleoplan (40,5 milhões de litros) e Petrobras (33,84 milhões de litros).
A multinacional ADM foi a empresa que deu os lances mais agressivos. Com uma possível estratégia de não repetir o fraco desempenho do último leilão, a fabricante ofertou toda sua capacidade autorizada no trimestre – 49,1 milhões de litros – a um preço médio de R$ 2,149.
O Centro-Oeste foi a região com maior volume de venda, com 39% de participação no mercado, ultrapassando o Sul do país (28%), que havia tido o melhor desempenho no leilão anterior.







Alice Duarte - BiodieselBR.com
O 14º Leilão de biodiesel da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), realizado hoje (29) no Rio de Janeiro, comercializou um total de 460 milhões de litros em dois lotes, com preço médio de R$ 2,309 o litro. O volume irá abastecer o mercado no terceiro trimestre. O deságio médio foi pequeno: 2,16% em relação ao preço máximo fixado pela agência (R$ 2,36). No pregão passado, essa desvalorização chegou a 8,72%. Este foi o primeiro leilão destinado a atender à mistura de 4% de biodiesel no diesel (B4), que entra em vigor em 1º de julho deste ano.
“O leilão foi tranqüilo, mesmo com uma grande oferta. O B4 trouxe tranqüilidade para os produtores. O preço foi apertado, tendo em vista o custo das matérias-primas, mas felizmente o deságio foi pequeno”, diz Erasmo Battistella, diretor de operações da BSBios, que saiu satisfeito por atingir as metas de venda. A empresa vendeu 28,5 milhões de litros. Para ele, ficou nítido que a demanda precisa evoluir rapidamente para o B5. “Há oferta suficiente para isso”, completa.
A grande diferença desse leilão foi a participação maior das empresas de pequeno porte nas vendas do segundo lote, aberto também para as empresas que não possuem o Selo Combustível Social. Ao todo 26 conseguiram vender biodiesel nessa etapa. Para se ter uma idéia, apenas seis empresas fizeram o mesmo no segundo lote no 13º leilão. Isso porque sobrou pouco espaço para as pequenas com a entrada da Petrobras, que na época não conseguiu vender nada no lote anterior.
Os produtores que conseguiram negociar os maiores volumes foram: Granol (61 milhões de litros), Brasil Ecodiesel (57 milhões de litros), ADM (com 49,1 milhões de litros), Oleoplan (40,5 milhões de litros) e Petrobras (33,84 milhões de litros).
A multinacional ADM foi a empresa que deu os lances mais agressivos. Com uma possível estratégia de não repetir o fraco desempenho do último leilão, a fabricante ofertou toda sua capacidade autorizada no trimestre – 49,1 milhões de litros – a um preço médio de R$ 2,149.
O Centro-Oeste foi a região com maior volume de venda, com 39% de participação no mercado, ultrapassando o Sul do país (28%), que havia tido o melhor desempenho no leilão anterior.




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