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Pinhão-manso pode ter primeira cultivar em 2011

Um passo determinante para a criação de políticas públicas e para o desenvolvimento de cultivos comerciais poderá surgir entre 2011 e 2013 com a primeira cultivar de pinhão-manso no Brasil.
BiodieselBR.com 3 min de leitura
Um passo determinante para a criação de políticas públicas e para o desenvolvimento de cultivos comerciais poderá surgir entre 2011 e 2013 com a primeira cultivar de pinhão-manso no Brasil.

Um passo determinante para a criação de políticas públicas e para o desenvolvimento de cultivos comerciais poderá surgir entre 2011 e 2013 com a primeira cultivar de pinhão-manso no Brasil.

A previsão é de Frederico Durães, chefe geral da Embrapa Agroenergia, que fez uma apresentação do panorama atual das pesquisas com pinhão-manso na semana passada durante a 10ª reunião da Câmara Setorial de Oleaginosas e Biodiesel, do Ministério da Agricultura (Mapa).

O calendário inicial da Embrapa previa até sete anos para a obtenção da primeira cultivar, mas, com os avanços das pesquisas, já é possível antecipar algumas previsões. “Conseguimos estruturar mais as ações de pesquisa e desenvolvimento hoje temos um plano nacional de PD&I em pinhão-manso”, diz Denílson Ferreira, diretor da Câmara Setorial e coordenador-geral de Agroenergia do Mapa.

Entre as ações de pesquisa, Ferreira destaca a criação do Banco Ativo de Germoplasma, que contou com recursos de R$ 6,8 milhões do Ministério de Ciência e Tecnologia; o 1º. Congresso Brasileiro de Pesquisa em Pinhão-Manso, realizado no ano passado; o Circuito Nacional de Dias de Campo sobre a cultura, que está na sua segunda edição, e a Rede de PD&I da América Latina e Caribe de Pinhão-Manso, coordenada pela Embrapa.

O Programa de PD&I do Pinhão-Manso da Embrapa tem sido um balizador das ações da iniciativa público-privada, definindo prioridades de pesquisa para acelerar o domínio tecnológico da cadeia produtiva da oleaginosa. Há atualmente unidades de observação do cultivo distribuídas em seis Estados brasileiros. As ações do programa trazem metas para cinco anos, com visão para 15 anos, e com resultados previstos no curto, médio e longo prazo.

Canola 
A Câmara Setorial também destacou os avanços na área plantada da canola.  Terceira oleaginosa mais produzida no mundo, a canola vem ganhando espaço no mercado brasileiro. Na safra 2010/201, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção deve ficar em 60,7 mil toneladas, 44% a mais que na safra anterior, quando a produção ficou em 42 mil toneladas.

Atualmente, o cultivo da canola ocupa área de 45 mil hectares nos três maiores Estados produtores: Rio Grande do Sul, Paraná e Mato Grosso do Sul. A área é 45% maior que em 2009, quando foram plantados 31 mil hectares. Ferreira atribui esse crescimento ao zoneamento agrícola, às pesquisas da Embrapa Trigo e às ações do setor de biodiesel na formação de Arranjos Produtivos Locais (APL). Ferreira diz que 1/3 da atual área plantada é fomento de uma usina de biodiesel. “Na conjuntura brasileira essa área ainda é muito pequena. Ainda não temos biodiesel de canola, mas é fundamental que possamos aumentar gradualmente a oferta de óleo e dar mais uma opção para o agricultor”, diz. A usina, segundo ele, é um vetor econômico para o desenvolvimento dos APLs e de parcerias público-privadas, com o apoio da Embrapa e das empresas de assistência técnica.

Alice Duarte – BiodieselBR.com
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