A região de Nova Porteirinha, no Norte de Minas, aguarda a visita de uma missão chinesa.
A região de Nova Porteirinha, no Norte de Minas, aguarda a visita de uma missão chinesa. O interesse dos investidores asiáticos é aplicar recursos no desenvolvimento de tecnologias e cultivo de oleaginosas, em parceria com a Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig). O investimento inicial previsto é de R$ 200 milhões e as culturas de interesse são o pinhão-manso e a mamona. Caso a parceria seja fechada, as unidades extratoras de óleo serão estrategicamente localizadas próximo à linha férrea, facilitando o escoamento da produção. O projeto é ambicioso e os chineses devem extrair anualmente 30 milhões de toneladas de óleo/ano, podendo chegar a 70 milhões de toneladas/ano em cinco anos.
Como explica Marco Antônio Viana Leite, chefe do Centro de Desenvolvimento Tecnológico da Epamig no Norte de Minas, o mercado consumidor é garantido. “Temos agora que investir em tecnologia e organizar a produção.” No caso do pinhã-manso, os estudos da empresa começaram na década de 1980 e estão avançados, prontos a produzir uma planta com métodos de clonagem e transgenia, resistente e de alta produtividade.
A empresa Petroleo Verde do Vale do São Francisco (Petrovasf), em Itacarambi, Norte de Minas, vive a expectativa de crescimento do negócio. A indústria espera firmar parceria com um grupo da Itália, interessado no “combustível verde”. Há 10 anos, a Petrovasf produz o óleo de mamona. Com o incremento do biocombustível, a empresa anunciou que irá ampliar as suas atividades e implantar mais duas unidades no Norte de Minas: em Espinosa (na divisa com a Bahia) e em Montes Claros.
O diretor da Petrovasf, Marcos Zonta, disse que, além do fornecimento para a Petrobras, a empresa vislumbra a possibilidade de exportação, estando de olho no mercado europeu. Para isso, revela, já foi dado um importante passo. A indústria foi procurada por um grupo de Milão, interessado em comprar óleo destinado à produção do biocombustível.
DEMORA
Para a diretora da All Consulting, Simone Scudêro, o interesse internacional é bem-vindo na medida em que financia investimentos em pesquisa e tecnologia e desperta o país para a necessidade de investimentos. “Até mesmo no caso do álcool, o país demorou a dar a importância devida ao combustível. O interesse de outros países pode incentivar um desenvolvimento mais rápido dessas fontes alternativas”, avalia a especialista.
Rubens Brito, gerente do setor de agronegócio e bioenergia de alimentos do Instituto de Desenvolvimento Integrado de Minas Gerais (Indi), acredita que a organização da cadeia produtiva dos biocombustíveis seguirá a lógica instalada para o leite e, para isso, as cooperativas terão papel decisivo. “Nosso objetivo é agregar o máximo de valor ao produto dentro do estado”, diz ele, considerando que a meta é que o biocombustível seja produzido em Minas, em usinas como a da Petrobras. Por enquanto, não é o que ocorre. “Não temos intenção de vender no mercado interno”, reforça Nagashi Tominaga, da Biojan, em Janaúba.
Luiz Ribeiro - Estado de Minas
Colaborou MC
A região de Nova Porteirinha, no Norte de Minas, aguarda a visita de uma missão chinesa. O interesse dos investidores asiáticos é aplicar recursos no desenvolvimento de tecnologias e cultivo de oleaginosas, em parceria com a Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig). O investimento inicial previsto é de R$ 200 milhões e as culturas de interesse são o pinhão-manso e a mamona. Caso a parceria seja fechada, as unidades extratoras de óleo serão estrategicamente localizadas próximo à linha férrea, facilitando o escoamento da produção. O projeto é ambicioso e os chineses devem extrair anualmente 30 milhões de toneladas de óleo/ano, podendo chegar a 70 milhões de toneladas/ano em cinco anos.
Como explica Marco Antônio Viana Leite, chefe do Centro de Desenvolvimento Tecnológico da Epamig no Norte de Minas, o mercado consumidor é garantido. “Temos agora que investir em tecnologia e organizar a produção.” No caso do pinhã-manso, os estudos da empresa começaram na década de 1980 e estão avançados, prontos a produzir uma planta com métodos de clonagem e transgenia, resistente e de alta produtividade.
A empresa Petroleo Verde do Vale do São Francisco (Petrovasf), em Itacarambi, Norte de Minas, vive a expectativa de crescimento do negócio. A indústria espera firmar parceria com um grupo da Itália, interessado no “combustível verde”. Há 10 anos, a Petrovasf produz o óleo de mamona. Com o incremento do biocombustível, a empresa anunciou que irá ampliar as suas atividades e implantar mais duas unidades no Norte de Minas: em Espinosa (na divisa com a Bahia) e em Montes Claros.
O diretor da Petrovasf, Marcos Zonta, disse que, além do fornecimento para a Petrobras, a empresa vislumbra a possibilidade de exportação, estando de olho no mercado europeu. Para isso, revela, já foi dado um importante passo. A indústria foi procurada por um grupo de Milão, interessado em comprar óleo destinado à produção do biocombustível.
DEMORA
Para a diretora da All Consulting, Simone Scudêro, o interesse internacional é bem-vindo na medida em que financia investimentos em pesquisa e tecnologia e desperta o país para a necessidade de investimentos. “Até mesmo no caso do álcool, o país demorou a dar a importância devida ao combustível. O interesse de outros países pode incentivar um desenvolvimento mais rápido dessas fontes alternativas”, avalia a especialista.
Rubens Brito, gerente do setor de agronegócio e bioenergia de alimentos do Instituto de Desenvolvimento Integrado de Minas Gerais (Indi), acredita que a organização da cadeia produtiva dos biocombustíveis seguirá a lógica instalada para o leite e, para isso, as cooperativas terão papel decisivo. “Nosso objetivo é agregar o máximo de valor ao produto dentro do estado”, diz ele, considerando que a meta é que o biocombustível seja produzido em Minas, em usinas como a da Petrobras. Por enquanto, não é o que ocorre. “Não temos intenção de vender no mercado interno”, reforça Nagashi Tominaga, da Biojan, em Janaúba.
Luiz Ribeiro - Estado de Minas
Colaborou MC