Uma empresa de pesquisa de Blumenau (SC) está desenvolvendo um método
inovador de cultivo de microalgas e de produção de biocombustível.
Uma empresa de pesquisa de Blumenau (SC) está desenvolvendo um método inovador de cultivo de microalgas e de produção de biocombustível. A H2ALL, empresa de pesquisa e desenvolvimento em energias renováveis criada em 2001, simulou a estrutura do telhado de uma casa para abrigar um sistema de cultivo de microalgas. Assim como os conhecidos painéis solares, foi colocado um fotobiorreator contendo 200 tubos de vidro protegidos por um telhado transparente, onde as microalgas circulam durante o dia para realizar a fotossíntese e descansam num reservatório durante a noite.
Outra abordagem inovadora da pesquisa é que as microalgas podem ser transformadas em biocombustível sem a necessidade de extrair previamente o óleo de seu interior – feito que tem se mostrado inviável economicamente até agora, já que muitas espécies são unicelulares.
Luiz Alessandro da Silva, sócio da H2ALL, explica que a célula da microalga é somente desidratada (mantendo os lipídios e a biomassa). Desta forma os microorganismos passam pelo processo de pirólise, que resulta num bio-óleo com características similares ao biodiesel e ao diesel.
A empresa está utilizando a Scenedusmus sp., uma espécie de água doce que tem rápido crescimento, baixo custo de cultivo (pois não necessita de um meio muito elaborado) e alta resistência. “A única desvantagem é que ela não tem muito lipídio, mas isso não é necessário quando se utiliza a pirólise”, diz Silva. Ao final de sete dias de cultivo é possível obter 6 gramas por litro de massa seca, ou 30 g/l de massa fresca (com pequena quantidade de água), que é a utilizada na pirólise.
O projeto surgiu a partir da tese de mestrado defendida por Silva em 2007. No início deste ano a pesquisa saiu do laboratório e passou para a escala piloto, com recursos do programa Sinapse de Inovação, financiado pela Fundação de Apoio à Pesquisa Científica e Tecnológica de Santa Catarina (Fapesc) e pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). A H2ALL recebeu R$ 50 mil para a execução do projeto.
Silva, que é biólogo com especialização na área de engenharia ambiental, explica que a parte cinética do projeto – que determina a melhor temperatura, tempo de cultivo, PH, índice de lipídio e biomassa – já foi concluída em laboratório, bem como a parte de fabricação do combustível. Em março foram realizados os primeiros testes com o fotobiorreator. “Estamos remontando o sistema com algumas melhorias e esperamos nos próximos 30 dias deixar funcionando em tempo integral”.
Os pesquisadores já entraram com o pedido de patente. Até o final do ano eles vão trabalhar no melhoramento do processo e, uma vez concluído os experimentos, irão publicar a pesquisa e comercializar a tecnologia. “O objetivo é vender para pequenas empresas geradoras de gás carbônico. A idéia é que a obtenção de créditos de carbono pague os investimentos”.
Alice Duarte –BiodieselBR.com
Uma empresa de pesquisa de Blumenau (SC) está desenvolvendo um método inovador de cultivo de microalgas e de produção de biocombustível. A H2ALL, empresa de pesquisa e desenvolvimento em energias renováveis criada em 2001, simulou a estrutura do telhado de uma casa para abrigar um sistema de cultivo de microalgas. Assim como os conhecidos painéis solares, foi colocado um fotobiorreator contendo 200 tubos de vidro protegidos por um telhado transparente, onde as microalgas circulam durante o dia para realizar a fotossíntese e descansam num reservatório durante a noite.
Outra abordagem inovadora da pesquisa é que as microalgas podem ser transformadas em biocombustível sem a necessidade de extrair previamente o óleo de seu interior – feito que tem se mostrado inviável economicamente até agora, já que muitas espécies são unicelulares.
Luiz Alessandro da Silva, sócio da H2ALL, explica que a célula da microalga é somente desidratada (mantendo os lipídios e a biomassa). Desta forma os microorganismos passam pelo processo de pirólise, que resulta num bio-óleo com características similares ao biodiesel e ao diesel.
A empresa está utilizando a Scenedusmus sp., uma espécie de água doce que tem rápido crescimento, baixo custo de cultivo (pois não necessita de um meio muito elaborado) e alta resistência. “A única desvantagem é que ela não tem muito lipídio, mas isso não é necessário quando se utiliza a pirólise”, diz Silva. Ao final de sete dias de cultivo é possível obter 6 gramas por litro de massa seca, ou 30 g/l de massa fresca (com pequena quantidade de água), que é a utilizada na pirólise.
O projeto surgiu a partir da tese de mestrado defendida por Silva em 2007. No início deste ano a pesquisa saiu do laboratório e passou para a escala piloto, com recursos do programa Sinapse de Inovação, financiado pela Fundação de Apoio à Pesquisa Científica e Tecnológica de Santa Catarina (Fapesc) e pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). A H2ALL recebeu R$ 50 mil para a execução do projeto.
Silva, que é biólogo com especialização na área de engenharia ambiental, explica que a parte cinética do projeto – que determina a melhor temperatura, tempo de cultivo, PH, índice de lipídio e biomassa – já foi concluída em laboratório, bem como a parte de fabricação do combustível. Em março foram realizados os primeiros testes com o fotobiorreator. “Estamos remontando o sistema com algumas melhorias e esperamos nos próximos 30 dias deixar funcionando em tempo integral”.
Os pesquisadores já entraram com o pedido de patente. Até o final do ano eles vão trabalhar no melhoramento do processo e, uma vez concluído os experimentos, irão publicar a pesquisa e comercializar a tecnologia. “O objetivo é vender para pequenas empresas geradoras de gás carbônico. A idéia é que a obtenção de créditos de carbono pague os investimentos”.
Alice Duarte –BiodieselBR.com






