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Pesquisadores desenvolvem processo exclusivo de pirólise rápida catalítica

A Universidade de Massachusetts Amherst concedeu à Anellotech, start-up do setor de biocombustíveis, os direitos globais exclusivos sobre sua tecnologia de pirólise rápida catalítica para produção da “grassolina” verde (trocadilho com o termo ‘grass’, que em inglês significa ‘grama’).
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A Universidade de Massachusetts Amherst concedeu à Anellotech, start-up do setor de biocombustíveis, os direitos globais exclusivos sobre sua tecnologia de pirólise rápida catalítica para produção da “grassolina” verde (trocadilho com o termo ‘grass’, que em inglês significa ‘grama’).

A Universidade de Massachusetts Amherst concedeu à Anellotech, start-up do setor de biocombustíveis, os direitos globais exclusivos sobre sua tecnologia de pirólise rápida catalítica para produção da “grassolina” verde (trocadilho com o termo ‘grass’, que em inglês significa ‘grama’).

Desenvolvida pelo engenheiro químico George Huber, docente da UMass Amherst, a tecnologia (em processo de patenteamento) possibilita um processo de baixo custo, em uma única etapa, para transformar serragem, restos de colheita e outros resíduos de biomassa em gasolina, óleo diesel, óleo combustível e commodities químicas de alto valor, como benzeno, tolueno e xilenos. Huber foi destaque em uma recente matéria de capa da revista Scientific American e em um vídeo da Science Nation, revista online produzida pelo National Science Foundation. Huber é presidente do conselho consultivo científico da Anellotech.

O nova-iorquino David Sudolsky é o presidente e CEO da empresa. Com formação de engenheiro químico, Sudolsky é um empreendedor especializado, que colaborou anteriormente com quatro outras start-ups do setor de biotecnologia e bioprocessamento, incluindo a Dura Pharmaceuticals, que foi vendida por US$ 1,8 bilhão, segundo informações da Anellotech.

“O novo processo desenvolvido por Huber foi a tecnologia de maior procura que o campus já licenciou até hoje. Tivemos um interesse inusitado por parte de vários grupos. Saudamos a Anellotech pela escolha de David Sudolsky para comandar a empresa nas próximas etapas, em que se inclui a criação de uma usina de produção piloto. Trata-se de uma decisão bastante acertada”, diz Nick DeCristofato, diretor do Gabinete de Empreendimentos Comerciais, Propriedade Intelectual e Transferência de Tecnologia da universidade. 

“O processo exclusivo de pirólise rápida catalítica da Universidade de Massachussetts converte, com eficiência, biomassa em produtos petroquímicos de alto valor, com o benefício adicional de consumir pouquíssima água, gerar pouquíssimos resíduos, não precisar de hidrogênio e utilizar um catalisador de baixo custo”, explica Sudolsky. Para os especialistas, novas tecnologias de segunda geração como essa devem possibilitar a produção de biocombustíveis em escala comercial dentro dos próximos dez anos, a um preço competitivo com o da gasolina.

A Anellotech planeja construir usinas próprias e licenciar a tecnologia globalmente, e está em processo de levantar investimentos de risco de série A (primeira rodada de investimentos em start-ups, com venda de ações preferenciais a investidores).  A empresa também está projetando e estudando o local para uma unidade piloto que processará duas toneladas de matéria-prima por dia, com assessoria da SPEC Engineering. Para a simulação do projeto de processos serão usados softwares da Aspen Plus. Segundo Sudolsky, a Anellotech deve inaugurar uma unidade comercial de biocombustíveis até 2014.

Usando a nova tecnologia catalítica rápida de Huber, a empresa já obteve produções comercialmente relevantes não apenas de gasolina e precursores de biocombustível, como de benzeno, tolueno e xileno em reatores de bancada com escala de miligramas e gramas. Sudolsky e Huber esperam que os potenciais investidores percebam que atualmente o mercado global para esses produtos é superior a US$ 50 bilhões. 

“Nos próximos 10 ou 20 anos, poderemos usar biomassa para fabricar qualquer produto derivado de petróleo. Um dos trunfos dos biocombustíveis é que agora os seus derivados são indistinguíveis dos seus equivalentes de petróleo. As pessoas vão abastecer seus carros nos postos com um combustível produzido com tecnologia verde e limpa, e talvez nem estejam conscientes do fato. Todas essas mudanças acontecerão na ponta produtiva, na biorrefinaria. Em vez de refinar petróleo, vamos refinar biomassa renovável”, acrescenta Huber.

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Professor George Huber (esquerda) da Umass-Amherst e o estudante Torren Carlson trabalhando reator de produção da gasolina.

Fonte: University of Massachusetts Amherst.
Tradução: BiodieselBR.com
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