O pesquisador do Instituto de Recursos Naturais da Universidade Federal
de Itajubá, Luiz Augusto Horta Nogueira, animou o último debate da
Conferência BiodieselBR nesta quinta-feira.
O pesquisador do Instituto de Recursos Naturais da Universidade Federal de Itajubá, Luiz Augusto Horta Nogueira, animou o último debate da Conferência BiodieselBR nesta quinta-feira. “A sociedade brasileira paga pra termos o programa de biodiesel na expectativa de termos vantagens. E que vantagens são essas?”, questionou. Segundo Horta, os brasileiros pagam caro pelo biodiesel, mas muito pouco disso vai efetivamente para a agricultura familiar.
Mas as principais críticas do pesquisador foram direcionadas à soja. “Antecipar o uso de um teor maior de biodiesel no diesel nas condições atuais é um equívoco que consolida um quadro que precisa ser superado”, avaliou. Para Horta, o balanço energético do biodiesel produzido a partir de óleo de soja “não fecha”. “Na verdade o B5 é um B2,5 porque se gasta metade do volume de biodiesel em diesel na produção. Achar que não precisa contabilizar isso é um equívoco”, afirmou.
O pesquisador defende que “não faz sentido fazer bioenergia se não for eficiente”. “Não me parece que a soja seja eficiente”, sentenciou. O programa de biodiesel, afirmou, do jeito que está traz poucos benefícios à agricultura familiar, demanda grande quantidade de área e energia por unidade de energia produzida e tem alto custo e opacidade nos mecanismos de comercialização.
Apesar da visão negativa do programa, Horta diz que “está convencido como não estava há uns anos que o biodiesel tem uma racionalidade energética”. Ele apontou o sebo e o dendê como opções viáveis de matérias-primas para o combustível. Mas destacou que “se existe um sucesso não é um sucesso necessariamente do modelo que está aí”. “Temos que escolher usar nossos recursos naturais com eficiência”, concluiu.
Rosiane Correia de Freitas - BiodieselBR.com
O pesquisador do Instituto de Recursos Naturais da Universidade Federal de Itajubá, Luiz Augusto Horta Nogueira, animou o último debate da Conferência BiodieselBR nesta quinta-feira. “A sociedade brasileira paga pra termos o programa de biodiesel na expectativa de termos vantagens. E que vantagens são essas?”, questionou. Segundo Horta, os brasileiros pagam caro pelo biodiesel, mas muito pouco disso vai efetivamente para a agricultura familiar.
Mas as principais críticas do pesquisador foram direcionadas à soja. “Antecipar o uso de um teor maior de biodiesel no diesel nas condições atuais é um equívoco que consolida um quadro que precisa ser superado”, avaliou. Para Horta, o balanço energético do biodiesel produzido a partir de óleo de soja “não fecha”. “Na verdade o B5 é um B2,5 porque se gasta metade do volume de biodiesel em diesel na produção. Achar que não precisa contabilizar isso é um equívoco”, afirmou.
O pesquisador defende que “não faz sentido fazer bioenergia se não for eficiente”. “Não me parece que a soja seja eficiente”, sentenciou. O programa de biodiesel, afirmou, do jeito que está traz poucos benefícios à agricultura familiar, demanda grande quantidade de área e energia por unidade de energia produzida e tem alto custo e opacidade nos mecanismos de comercialização.
Apesar da visão negativa do programa, Horta diz que “está convencido como não estava há uns anos que o biodiesel tem uma racionalidade energética”. Ele apontou o sebo e o dendê como opções viáveis de matérias-primas para o combustível. Mas destacou que “se existe um sucesso não é um sucesso necessariamente do modelo que está aí”. “Temos que escolher usar nossos recursos naturais com eficiência”, concluiu.
Rosiane Correia de Freitas - BiodieselBR.com
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