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Parceria busca tanque ideal para biodiesel

Com o aumento no uso de biodiesel os veículos precisam se adaptar às modificações para que não ocorram problemas com a mudança do combustível.
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Com o aumento no uso de biodiesel os veículos precisam se adaptar às modificações para que não ocorram problemas com a mudança do combustível.

 A mistura de 3% de biodiesel no óleo diesel é obrigatória em todo o Brasil desde o início de julho. A idéia do governo federal é tornar o combustível proveniente de recursos naturais uma opção de abastecimento, assim como ocorre hoje com o álcool e a gasolina. Porém, é preciso que os veículos se adaptem às modificações para que não ocorram problemas com a mudança do combustível. Por isso, um grupo de pesquisadores da Fundação Centro Tecnológico de Minas Gerais (Cetec), UFMG, Puc Minas, Cefet e da Aethra Sistemas Automotivos estudam o comportamento de tanques de combustível no uso de biodiesel nas porcentagens de 3%, 5%, 20% e 100% misturado ao óleo diesel.

De acordo com o superintendente de engenharia do produto da Aethra, Marley de Souza Lemos, existem reações provocadas pelo biodiesel que corroem o componente plástico do tanque de combustível. Ele explica que muitos veículos têm injeção eletrônica multiponto e que quando o plástico se deteriora pode entupir o sistema. Outro grave problema é a possibilidade de o tanque se dissolver, podendo até provocar explosão. “Existem casos de veículos que usaram biodiesel adulterado no mercado norte-americano e o tanque se desintegrou”, afirma Lemos. Além disso, o tanque plástico não pode ser reciclado e precisa ser incinerado. “O plástico não tem moléculas fechadas como o tanque metálico”, explica Lemos. Por isso, o combustível passa pelas camadas do plástico e impede sua reutilização.

O tanque plástico, entretanto, é mais leve que o metálico, o que é uma vantagem quando se pensa no veículo como um conjunto que sempre busca a melhor relação peso/potência. Mas Lemos ressalta que depois de 28 semanas de uso, o tanque plástico absorve o combustível, fica encharcado e o peso se eqüivale ou supera o do metálico.

Lemos afirma que os testes preliminares realizados apontam para melhor desempenho dos tanques de aço em comparação com os feitos de plástico. “Se, além disso, comprovarmos às montadoras que a performance será melhor com o tanque de aço, iremos convencê-las a não usarem tanques de plástico nos veículos”, acredita. Outro objetivo da pesquisa é buscar minimizar possíveis perdas de performance do veículo que usa a mistura de diesel e biodiesel: “ Iremos adaptar o tanque de alguma forma, talvez até reformular o seu revestimento. O biodiesel é o combustível do futuro e os futuros veículos é que terão de se adaptar a ele”.

Daniel Camargos - O Estado de Minas - MG
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