A Monsanto, maior fabricante de sementes do mundo, iniciou uma parceria
de pesquisa com uma companhia de biotecnologia israelense para
desenvolver novas variedades genéticas de matérias-primas voltadas à
produção de biodiesel. A mamona é um dos principais focos da empresa.
A Monsanto, maior fabricante de sementes do mundo, iniciou uma parceria de pesquisa com a companhia de biotecnologia israelense, Evogene, para desenvolver novas variedades genéticas de matérias-primas voltadas à produção de biodiesel. O acordo de pesquisa tem duração de cinco anos e vai identificar chaves genéticas relacionadas ao melhor rendimento da colheita, redução do uso de fertilizantes e maior resistência à seca. A Monsanto acredita que, com a nova parceria, será possível dobrar o rendimento da colheita para a safra de grãos em 2030.
Segundo a assessoria de imprensa da multinacional, serão pesquisadas variedades de canola, algodão, milho e soja a tempo de atender a demanda mundial por grãos, que ficará ainda mais acentuada pelo crescimento do consumo de biocombustíveis e aumento da procura por alimentos na Ásia e outros mercados emergentes.
Essa parceria promete potencializar os lucros das duas companhias, tanto que a Monsanto comprou ações da Evogene no valor de US$ 18 milhões (o que representa 13,6% de participação acionária), e fez um acordo para comprar um adicional de US$ 12 milhões no futuro. “Nós estamos muito impressionados com a capacidade de pesquisa da Evogene, particularmente de sua plataforma computacional”, disse o chefe de tecnologia da Monsanto nos Estados Unidos, Robb Fraley, por meio da assessoria de imprensa. Segundo os termos do acordo, a Evogene vai receber da Monsanto aproximadamente US$ 35 milhões durante o período das pesquisas e a multinacional terá exclusividade do direito de licença para os genes descobertos. Essa parceira pode gerar vendas de mais de US$ 2 bilhões por ano para a companhia americana e royalties de mais de 6% para a Evogene depois de 2016.
A Monsanto tem várias parcerias em projetos de desenvolvimento de pesquisas, mas são raros os casos em que investiu de fato em uma companhia.
Mamona
Por causa do aumento do preço da soja e da canola, a empresa de biotecnologia israelense está sendo solicitada por indústrias de biodiesel para pesquisar novas variedades de matérias-primas. Em julho do ano passado a Evogene fez um acordo com a OrFuel’s (uma subsidiária norte americana da Ormat Industries, empresa do ramo de energia alternativa) para desenvolver sementes com alto teor de óleo e que não são utilizadas para consumo humano. Atualmente o foco principal do projeto é a mamona e as empresas estão trabalhando para selecionar as melhores variedades apropriadas para crescer em terras não aráveis, sob condições consideradas impróprias, e que não necessitem de grandes investimentos para o cultivo.
Segundo a assessoria de imprensa da Evogene, a empresa tem coletado centenas de espécies de mamona de várias localidades do mundo e realizado testes de campo em Israel. O próximo passo do projeto é fazer testes de campo em locais estratégicos do globo. A pesquisa com a mamona deve ser concluída em três ou quatro anos. Quando terminar o projeto, Evogene e OrFuel’s pretendem firmar uma joint venture com o objetivo de comercializar as variedades desenvolvidas.
Há dois meses as duas companhias fizeram uma parceria com a L.L Biofuel Namibia (PTY), do Leviev Group, para produzir biodiesel com óleo de mamona no país africano. Pelos termos do acordo, as empresas vão examinar variedades da planta em campos de teste na Namíbia e selecionar as melhores para escala comercial no país e em outros locais da África. A Leviev Group vai disponibilizar as terras para o cultivo, além de cuidar da logística e infra-estrutura do projeto.
Em entrevista ao jornal Jerusalem Post, o presidente da Evogene, Ofer Haviv, disse que esse projeto pode ser estendido para outras regiões, como América do Sul, e incluir outros tipos de oleaginosas. Procurada pela reportagem, a empresa não quis não quis revelar se já existem negociações com outras indústrias.
Alice Duarte - BiodieselBR.com
A Monsanto, maior fabricante de sementes do mundo, iniciou uma parceria de pesquisa com a companhia de biotecnologia israelense, Evogene, para desenvolver novas variedades genéticas de matérias-primas voltadas à produção de biodiesel. O acordo de pesquisa tem duração de cinco anos e vai identificar chaves genéticas relacionadas ao melhor rendimento da colheita, redução do uso de fertilizantes e maior resistência à seca. A Monsanto acredita que, com a nova parceria, será possível dobrar o rendimento da colheita para a safra de grãos em 2030.
Segundo a assessoria de imprensa da multinacional, serão pesquisadas variedades de canola, algodão, milho e soja a tempo de atender a demanda mundial por grãos, que ficará ainda mais acentuada pelo crescimento do consumo de biocombustíveis e aumento da procura por alimentos na Ásia e outros mercados emergentes.
Essa parceria promete potencializar os lucros das duas companhias, tanto que a Monsanto comprou ações da Evogene no valor de US$ 18 milhões (o que representa 13,6% de participação acionária), e fez um acordo para comprar um adicional de US$ 12 milhões no futuro. “Nós estamos muito impressionados com a capacidade de pesquisa da Evogene, particularmente de sua plataforma computacional”, disse o chefe de tecnologia da Monsanto nos Estados Unidos, Robb Fraley, por meio da assessoria de imprensa. Segundo os termos do acordo, a Evogene vai receber da Monsanto aproximadamente US$ 35 milhões durante o período das pesquisas e a multinacional terá exclusividade do direito de licença para os genes descobertos. Essa parceira pode gerar vendas de mais de US$ 2 bilhões por ano para a companhia americana e royalties de mais de 6% para a Evogene depois de 2016.
A Monsanto tem várias parcerias em projetos de desenvolvimento de pesquisas, mas são raros os casos em que investiu de fato em uma companhia.
Mamona
Por causa do aumento do preço da soja e da canola, a empresa de biotecnologia israelense está sendo solicitada por indústrias de biodiesel para pesquisar novas variedades de matérias-primas. Em julho do ano passado a Evogene fez um acordo com a OrFuel’s (uma subsidiária norte americana da Ormat Industries, empresa do ramo de energia alternativa) para desenvolver sementes com alto teor de óleo e que não são utilizadas para consumo humano. Atualmente o foco principal do projeto é a mamona e as empresas estão trabalhando para selecionar as melhores variedades apropriadas para crescer em terras não aráveis, sob condições consideradas impróprias, e que não necessitem de grandes investimentos para o cultivo.
Segundo a assessoria de imprensa da Evogene, a empresa tem coletado centenas de espécies de mamona de várias localidades do mundo e realizado testes de campo em Israel. O próximo passo do projeto é fazer testes de campo em locais estratégicos do globo. A pesquisa com a mamona deve ser concluída em três ou quatro anos. Quando terminar o projeto, Evogene e OrFuel’s pretendem firmar uma joint venture com o objetivo de comercializar as variedades desenvolvidas.
Há dois meses as duas companhias fizeram uma parceria com a L.L Biofuel Namibia (PTY), do Leviev Group, para produzir biodiesel com óleo de mamona no país africano. Pelos termos do acordo, as empresas vão examinar variedades da planta em campos de teste na Namíbia e selecionar as melhores para escala comercial no país e em outros locais da África. A Leviev Group vai disponibilizar as terras para o cultivo, além de cuidar da logística e infra-estrutura do projeto.
Em entrevista ao jornal Jerusalem Post, o presidente da Evogene, Ofer Haviv, disse que esse projeto pode ser estendido para outras regiões, como América do Sul, e incluir outros tipos de oleaginosas. Procurada pela reportagem, a empresa não quis não quis revelar se já existem negociações com outras indústrias.
Alice Duarte - BiodieselBR.com