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Governo divulga informações sobre as matérias-primas do biodiesel

O governo divulgou informações sobre as matérias-primas utilizadas por todas as usinas na produção de biodiesel no Brasil
BiodieselBR.com 3 min de leitura
O governo divulgou informações sobre as matérias-primas utilizadas por todas as usinas na produção de biodiesel no Brasil

 O Ministério de Minas e Energia (MME) informou a BiodieselBR os dados de produção de biodiesel por matéria-prima referente aos seis primeiros meses de 2008. É a primeira vez que um órgão do Governo Federal divulga oficialmente esses dados. O levantamento mostra que a soja e o sebo ainda dominam a produção de biodiesel no Brasil.

As informações são da Superintendência de Refino e Processamento e Gás Natural - SRP da ANP, baseadas nas informações do Sistema de Informações de Movimentação de Produtos (SIMP). Os percentuais são sobre os volumes processados para a produção de biodiesel.

A expectativa é que os dados passem a ser divulgados todos os meses a partir de agora.

Segundo o levantamento, o óleo de soja ainda reina absoluto em 57,39% do biodiesel produzido no país em junho. Em seguida vem o sebo, 6,80% de participação na produção. Outra participação significativa, segundo os dados do MME, é a de outros materiais graxos. Esse item corresponde a matéria-prima informada pelas usinas Biocapital, Bioverde e Granol e seria composto por um óleo pré-processado. Segundo o MME, a Granol é a principal responsável pelo uso dessa matéria-prima, que seria um mix de óleos, entre eles o de soja e o de algodão. A participação dessa matéria-prima subiu de 10,86% em janeiro para 35,65% em junho.

O levantamento revela também que a utilização de sebo sofreu uma retração em abril e junho. Essa matéria-prima saiu do patamar de 18,27% registrado de janeiro a março e maio para cair para 14,82% em abril e 6,80% em junho. Já o óleo de algodão, cujo percentual na produção de biodiesel ficou abaixo de 1% nos meses de janeiro, fevereiro, abril, maio e junho, registrou 5,34% de participação em março.

Participação insignificante
A mamona não é utilizada por nenhuma usina no Brasil fazem cinco meses, só apareceu em janeiro, quando registrou uma participação de apenas 0,18%.

O óleo de palma teve uma presença inferior a 1% nos seis primeiros meses do ano. A gordura de porco e o óleo de fritura também tiveram uma participação pouco significativa na produção de biodiesel nesse período.

Segundo o MME os dados podem sofrer alterações uma vez que a instituição continua a colher informações sobre a produção do biocombustível junto aos produtores. Confira abaixo o levantamento completo:

  jan/08 fev/08 mar/08 abr/08 mai/08 jun/08
Óleo de Soja  70,20% 64,89% 53,07% 53,78% 55,17% 57,39%
Sebo 18,27% 17,78% 19,88% 14,82% 18,38% 6,80%
Óleo de Algodão 0,26% 0,87% 5,34% 0,37% 0,01% 0,06%
Óleo de Palma/Dendê 0,23% 0,39% 0,34% 0,10% 0,62% 0,01%
Óleo de Mamona (Ricinus Communis) 0,18% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00%
Outros Materiais Graxos 10,86% 16,03% 21,31% 30,88% 25,79% 35,65%
Gordura de Porco 0,00% 0,04% 0,06% 0,06% 0,04% 0,05%
Óleo de Fritura Usado 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,03%
Gordura Bovina 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,01%

* O produto "outros materiais graxos" foi informado pela usinas Biocapital, Granol e Bioverde, sendo a Granol responsável por quase 90% deste produto.

Rosiane Correia de Freitas
- BiodieselBR.com
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