As características climáticas e as águas salinizadas do subsolo da
região semi-árida têm se revelado ideais para o cultivo de microalgas.
As características climáticas e as águas salinizadas do subsolo da região semi-árida têm se revelado ideais para o cultivo de microalgas. Essa é a conclusão do Instituto Fazenda Tamanduá (IFT), de Santa Terezinha (PB), que vem pesquisando o assunto há cerca de seis anos. Durante esse período os trabalhos foram direcionados à produção de proteína por meio do cultivo da espirulina. Agora o interesse do IFT é aproveitar todo o sistema produtivo desenvolvido e adaptado à região para iniciar os experimentos com espécies de algas que têm potencial para a produção de biodiesel.
A Fazenda Tamanduá possui uma unidade piloto de produção e beneficiamento de algas, com tanques de cultivo com capacidade total de 150 mil litros e sistemas de coleta e de separação das algas. Agora o IFT está aguardando a autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária na Paraíba (Angevisa) para o funcionamento da unidade e a comercialização da proteína, que poderá ser destinada à alimentação humana (como fitoterápico) e animal.
A espirulina é um dos alimentos mais completos já descobertos pelo homem. Ela é constituída por até 70% de proteína, possui grande concentração de sais minerais e de vitaminas e é uma fonte rica em ômega 3 e ômega 6. O pesquisador do IFT e professor da Universidade Federal de Campina Grande, Ricardo Almeida Viégas, acredita que a produção comercial da proteína comece já no início de agosto.
Óleo
“No semi-árido paraibano temos condições climáticas ideais: água salinizada de subsolo, com temperatura em torno de 42ºC, além de incidência de sol durante 12 a 13 horas por dia”, informa o pesquisador. Ele agora pretende coletar algumas espécies de algas junto à Universidade Federal do Ceará com concentrações maiores de óleo e assim iniciar nos próximos dois meses os testes nos tanques da fazenda. “No caso da espirulina, e de outras microalgas, o meio onde ela é cultivada pode ser manipulado de forma que haja aumento no seu ter de lipídeos e ela possa ser utilizada com sucesso para produção de óleo”, diz.
O IFT também vai buscar parcerias com a Universidade Federal da Paraíba com o objetivo de estudar métodos diferentes de extração de óleo – maior entrave tecnológico para a produção em larga escala. Com a Universidade Federal do Ceará e a Universidade Federal de Campina Grande a intenção é pesquisar utilizações comerciais para o subproduto da extração. “Ele pode ser usado como biofertilizante, pois é rico em nitrogênio”, completa.

Planta piloto para produção de espirulina platensis. A planta conta com 10 unidades de produção (tanques) e tem capacidade para 150.000 Litros. Foto: Divulgação
Alice Duarte - BiodieselBR.com
As características climáticas e as águas salinizadas do subsolo da região semi-árida têm se revelado ideais para o cultivo de microalgas. Essa é a conclusão do Instituto Fazenda Tamanduá (IFT), de Santa Terezinha (PB), que vem pesquisando o assunto há cerca de seis anos. Durante esse período os trabalhos foram direcionados à produção de proteína por meio do cultivo da espirulina. Agora o interesse do IFT é aproveitar todo o sistema produtivo desenvolvido e adaptado à região para iniciar os experimentos com espécies de algas que têm potencial para a produção de biodiesel.
A Fazenda Tamanduá possui uma unidade piloto de produção e beneficiamento de algas, com tanques de cultivo com capacidade total de 150 mil litros e sistemas de coleta e de separação das algas. Agora o IFT está aguardando a autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária na Paraíba (Angevisa) para o funcionamento da unidade e a comercialização da proteína, que poderá ser destinada à alimentação humana (como fitoterápico) e animal.
A espirulina é um dos alimentos mais completos já descobertos pelo homem. Ela é constituída por até 70% de proteína, possui grande concentração de sais minerais e de vitaminas e é uma fonte rica em ômega 3 e ômega 6. O pesquisador do IFT e professor da Universidade Federal de Campina Grande, Ricardo Almeida Viégas, acredita que a produção comercial da proteína comece já no início de agosto.
Óleo
“No semi-árido paraibano temos condições climáticas ideais: água salinizada de subsolo, com temperatura em torno de 42ºC, além de incidência de sol durante 12 a 13 horas por dia”, informa o pesquisador. Ele agora pretende coletar algumas espécies de algas junto à Universidade Federal do Ceará com concentrações maiores de óleo e assim iniciar nos próximos dois meses os testes nos tanques da fazenda. “No caso da espirulina, e de outras microalgas, o meio onde ela é cultivada pode ser manipulado de forma que haja aumento no seu ter de lipídeos e ela possa ser utilizada com sucesso para produção de óleo”, diz.
O IFT também vai buscar parcerias com a Universidade Federal da Paraíba com o objetivo de estudar métodos diferentes de extração de óleo – maior entrave tecnológico para a produção em larga escala. Com a Universidade Federal do Ceará e a Universidade Federal de Campina Grande a intenção é pesquisar utilizações comerciais para o subproduto da extração. “Ele pode ser usado como biofertilizante, pois é rico em nitrogênio”, completa.

Planta piloto para produção de espirulina platensis. A planta conta com 10 unidades de produção (tanques) e tem capacidade para 150.000 Litros. Foto: Divulgação
Alice Duarte - BiodieselBR.com