A experiência da BSBios com o uso da canola como matéria-prima para
biodiesel foi tema da palestra do diretor superintendente da empresa,
Erasmo Carlos Battistella na Conferência BiodieselBR.
A experiência da BSBios com o uso da canola como matéria-prima para biodiesel foi tema da palestra do diretor superintendente da empresa, Erasmo Carlos Battistella na Conferência BiodieselBR. Ele adiantou que a meta da companhia é chegar a 200 mil hectares de área plantada até 2020. “Parece uma meta pequena em comparação com a soja, mas é um grande passo para o programa”, disse. Battistella defendeu que a manutenção de iniciativas como a BSBios pode viabilizar o aumento da diversificação das matérias-primas para o setor.
A vantagem da cultura da canola, explicou, é que no Sul do país ela não disputa o solo com a soja ou o trigo. “É a soja do inverno. Não é empecilho para o trigo e é uma ferramenta de diversificação e agregação de renda para o produtor”, avaliou. A BSBios trabalha com agricultores familiares de 60 municípios no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso do Sul.
A iniciativa já tem três anos e tem resultados para mostrar. “Tivemos aumento de área e aumento de produtividade. Esse é um sinal de que o produtor está conseguindo assimilar a tecnologia e aprimorar a cultura”, comemorou. O melhor resultado pode ser visto no Paraná. A produtividade da cultura cresceu lá 28,9% e subiu de 1.278 para 1.647 quilos por hectare. Com um aumento na área plantada de 89,3%, os produtores paranaenses de canola conseguiram aumentar a produção em 81,8% de 2009 para 2010. Desde o início do projeto, em 2007, já houve um incremento da produtividade de 44%.
A BSBios é a sexta maior empresa de biodiesel do Brasil e tem receita líquida de R$ 600 milhões. A canola foi a cultura escolhida pela empresa para atender aos requisitos do Selo Combustível Social de compra de matéria-prima de agricultores familiares. O programa utiliza sementes híbridas de canola e um sistema de plantio e corte-enleiramento.
Qualidade
A qualidade do combustível da empresa está sendo testado em um projeto em Curitiba. Doze ônibus do transporte coletivo da capital paranaense estão rodando com B100. Os resultados parciais do projeto mostraram redução nas emissões, mas aumento na necessidade de manutenção dos motores.
Para Battistella, agora que o programa brasileiro de biodiesel já está consolidado, o grande investimento do setor precisa ser na agricultura para garantir opções de matérias-primas além da soja. No caso da canola, ele contou que a empresa se uniu a produtores, o Banco do Brasil, entidades governamentais e outras instituições, “todos empenhados nessa cultura”. “É essa junção de forças que garante o sucesso da iniciativa”, defendeu.
“É importante que todos os elos da cadeia estejam alinhados para dar segurança ao produtor”, destacou. Desde o início do projeto a BSBios garantiu a compra da produção, além de conseguir a antecipação do zoneamento da cultura para 2009, o que permitiu a aquisição de seguro agrícola pelos produtores não habilitados no Pronaf (Programa Nacional de Agricultura Familiar). Além disso a BSBios garante a compra do produto pelo preço equivalente a soja. “Garantindo a compra o agricultor tem segurança para trabalhar”, completou.
Rosiane Correia de Freitas - BiodieselBR.com
A experiência da BSBios com o uso da canola como matéria-prima para biodiesel foi tema da palestra do diretor superintendente da empresa, Erasmo Carlos Battistella na Conferência BiodieselBR. Ele adiantou que a meta da companhia é chegar a 200 mil hectares de área plantada até 2020. “Parece uma meta pequena em comparação com a soja, mas é um grande passo para o programa”, disse. Battistella defendeu que a manutenção de iniciativas como a BSBios pode viabilizar o aumento da diversificação das matérias-primas para o setor.
A vantagem da cultura da canola, explicou, é que no Sul do país ela não disputa o solo com a soja ou o trigo. “É a soja do inverno. Não é empecilho para o trigo e é uma ferramenta de diversificação e agregação de renda para o produtor”, avaliou. A BSBios trabalha com agricultores familiares de 60 municípios no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso do Sul.
A iniciativa já tem três anos e tem resultados para mostrar. “Tivemos aumento de área e aumento de produtividade. Esse é um sinal de que o produtor está conseguindo assimilar a tecnologia e aprimorar a cultura”, comemorou. O melhor resultado pode ser visto no Paraná. A produtividade da cultura cresceu lá 28,9% e subiu de 1.278 para 1.647 quilos por hectare. Com um aumento na área plantada de 89,3%, os produtores paranaenses de canola conseguiram aumentar a produção em 81,8% de 2009 para 2010. Desde o início do projeto, em 2007, já houve um incremento da produtividade de 44%.
A BSBios é a sexta maior empresa de biodiesel do Brasil e tem receita líquida de R$ 600 milhões. A canola foi a cultura escolhida pela empresa para atender aos requisitos do Selo Combustível Social de compra de matéria-prima de agricultores familiares. O programa utiliza sementes híbridas de canola e um sistema de plantio e corte-enleiramento.
Qualidade
A qualidade do combustível da empresa está sendo testado em um projeto em Curitiba. Doze ônibus do transporte coletivo da capital paranaense estão rodando com B100. Os resultados parciais do projeto mostraram redução nas emissões, mas aumento na necessidade de manutenção dos motores.
Para Battistella, agora que o programa brasileiro de biodiesel já está consolidado, o grande investimento do setor precisa ser na agricultura para garantir opções de matérias-primas além da soja. No caso da canola, ele contou que a empresa se uniu a produtores, o Banco do Brasil, entidades governamentais e outras instituições, “todos empenhados nessa cultura”. “É essa junção de forças que garante o sucesso da iniciativa”, defendeu.
“É importante que todos os elos da cadeia estejam alinhados para dar segurança ao produtor”, destacou. Desde o início do projeto a BSBios garantiu a compra da produção, além de conseguir a antecipação do zoneamento da cultura para 2009, o que permitiu a aquisição de seguro agrícola pelos produtores não habilitados no Pronaf (Programa Nacional de Agricultura Familiar). Além disso a BSBios garante a compra do produto pelo preço equivalente a soja. “Garantindo a compra o agricultor tem segurança para trabalhar”, completou.
Rosiane Correia de Freitas - BiodieselBR.com
Tags
Biodieselbr10