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Matérias-primas alternativas e sustentabilidade dominaram reunião [com fotos]

A diversificação de matérias-prima e a sustentabilidade ambiental da produção de biodiesel foram os temas centrais da Câmara Setorial de Oleaginosas e Biodiesel
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A diversificação de matérias-prima e a sustentabilidade ambiental da produção de biodiesel foram os temas centrais da Câmara Setorial de Oleaginosas e Biodiesel

A diversificação de matérias-prima e a sustentabilidade ambiental da produção de biodiesel foram os temas centrais da Câmara Setorial de Oleaginosas e Biodiesel, que se reuniu nesta quarta-feira (19) em Brasília.

O pesquisador da Esalq/USP, João Luís Nunes Carvalho, apresentou os resultados preliminares do trabalho sobre a sustentabilidade da produção de biodiesel de soja, estudo encomendado pela União Brasileira de Biodiesel (Ubrabio). A pesquisa pretende gerar subsídios científicos para viabilizar a exportação de biodiesel, atendendo as diretrizes de sustentabilidade do mercado europeu.

A União Européia vem impondo barreiras à importação de biodiesel, principalmente aquele fabricado a partir do óleo de soja, caso em que se enquadram os Estados Unidos, a Argentina e o Brasil, onde o grão tem participação em 80% da produção. “A diretiva européia traz algumas especificações sobre a sustentabilidade do biodiesel, mas são dados que foram calculados por eles, sabe-se lá com quais critérios”, diz o presidente da Câmara Setorial, Denílson Ferreira, que é coordenador-geral de Agroenergia da Secretaria de Produção e Agroenergia do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa). “O Brasil precisa ter informações específicas sobre balanço energético, uso do solo e ciclo de gás carbônico da produção de biodiesel, com as nossas matérias-primas, para fazer frente de modo adequado a todas essas discussões do cenário internacional”, diz Ferreira.

Ele diz não ter dúvidas de que a expansão do cultivo da soja para atender à crescente demanda de biodiesel poderá ser feita de forma sustentável no Brasil. “Mas esses números devem ser confirmados por estudos científicos. Por isso eles são de extrema importância”, afirma.

Diversificação
O Mapa está coordenando os estudos para conhecer as potencialidades agrícolas regionais e fortalecer a pesquisa para aumentar a utilização de palmáceas brasileiras consideradas estratégicas, como o inajá, macaúba e tucumã, além do pinhão-manso e do dendê. Ferreira destacou a importância do aumento da oferta de óleos vegetais de diferentes origens agrícolas com maior potencialidade produtiva e que, no médio e longo prazo, venham a se tornar alternativas econômicas também para a produção de biodiesel.

“Do ponto de vista local, um exemplo é a canola, no Rio Grande do Sul, como cultura de safrinha, que tem sido incentivada de maneira significativa. Na próxima safra teremos um aumento na oferta de óleo, que futuramente pode entrar no processo de produção de biodiesel”, diz o coordenador. Segundo ele, o crambe também está na pauta do Mapa e o governo tem buscado estabelecer políticas específicas para a cultura na safrinha, dentro de um contexto regional. “Se olharmos a quantidade de possíveis matérias-primas veremos uma infinidade. Mas precisamos focar para não pulverizarmos os esforços”, pondera.
        
Tornar o biodiesel brasileiro competitivo tanto em relação ao diesel de petróleo quanto para exportação depende de pesquisas em todas as pontas da cadeia. No período de 2007 a 2010 a meta de investimento do governo federal em pesquisa e desenvolvimento é de R$ 107 milhões. De acordo com coordenador de Ações de Desenvolvimento Energético do Ministério de Ciência e Tecnologia (MCT), Rafael Menezes, que fez uma apresentação das ações da pasta para o setor, foram destinados R$ 32 milhões em pesquisas com biodiesel de 2005 a 2007, aplicados nas áreas da agricultura, armazenamento, caracterização e controle de qualidade, produção e co-produtos.  

A próxima reunião da Câmara Setorial está marcada para o dia 06 de novembro e deverá aprofundar as discussões sobre a diversificação de matérias-primas e a sustentabilidade do biodiesel.

Reunião da Câmara Setorial de Oleaginosas e Biodiesel

Reunião da Câmara Setorial de Oleaginosas e Biodiesel

Reunião da Câmara Setorial de Oleaginosas e Biodiesel

Alice Duarte - BiodieselBR.com
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