O atraso neste estágio para transformação do óleo de rícino tira oportunidades para o Brasil no exterior
O óleo de rícino, extraído da mamona e, em gerações passadas, usado como laxante (era o terror entre as crianças), desponta, na outra costa do Atlântico Sul, como forte candidato ao clube das commodities da agroenergia: matéria-prima na produção de biodiesel. No Brasil, apesar da ampla disseminação da mamona e de algumas aplicações seculares, a transformação do óleo em combustível em escala econômica (com garantia de abastecimento do varejo) ainda não avançou.
O atraso neste estágio para transformação do óleo de rícino tira oportunidades para o Brasil no exterior, incluindo regiões nas quais o presidente Lula abriu enorme frente para fortalecer laços econômicos e criou parcerias em pesquisas, como na África. Neste vácuo, três companhias de Israel, a Ormat Technologies (setor de energia), Evogene (tecnologia agrícola) e Grupo Leviev (do bilionário Lev Leviev, dos setores de diamante e imobiliário) formaram uma joint venture para a produção de biodiesel na África Ocidental, a partir daquele derivado da mamona.
A Leviev-Evogene Namíbia, nome provisório daquela controlada, vai instalar uma planta próxima às áreas de cultivo da mamona na Namíbia. Um diretor da Leviev, Liat Cinamon, garante que, a partir do óleo de rícino, terão biodiesel com produtividade acima daquela apresentada pelo derivado de soja e da canola.
A joint venture israelense pretende abrir operações semelhantes em outros países da África. O diretor-geral do Grupo Leviev na Namíbia, Eli Nefussy, frisou que as áreas de energias renováveis e combustíveis alternativos têm «elevada importância» para os negócios deles.
O plantio inicial da mamona - 100 a 200 hectares - será com variedades selecionadas em pesquisas desenvolvidas pela Evogene e a Orfuel (norte-americana), lançadas em setembro de 2007. Esta cooperação tem suporte da binacional Industrial Research and Development Foundation (Israel-EUA), voltada para o desenvolvimento de biodiesel a partir de plantas não-comestíveis.
Senzalas
Os registros mais distantes dão conta de que a mamona, originária da Ásia Meridional, ganhou difusão ao chegar na Etiópia. No Brasil, tem aplicações desde o século 16, no fornecimento de óleo para as lamparinas, principalmente nas senzalas, pelos escravos.
Tóxico
Mas o rícino é, também, altamente tóxico. O pó de rícino é venenoso e não existe antídoto para os seus efeitos. Mesmo assim, o óleo pode ser extraído sem risco de contaminação pelas substâncias nocivas que contém. Esta etapa é uma técnica de domínio universal.
Lubrificante
Nas aplicações conhecidas, em diversas partes do planeta, haveria um leque de 700 itens para o óleo de mamona: desde o medicinal até a fabricação de anticongelantes para combustíveis e lubrificantes de aviões, incluindo a manufatura nas indústrias farmacêutica, eletrônica, telecomunicações, vidros à prova de balas, fibras ópticas, tintas/adesivos, cosméticos, perfumaria, plásticos/borracha, produtos alimentícios, têxteis, papéis etc.
Adubo
No esmagamento da semente da mamona para a extração do óleo de rícino, um dos subprodutos tem aplicação como adubo nitrogenado.
Ração
Após «desintoxicadas» e misturadas a outras forrageiras, as folhas da mamona servem de alimento para o gado com resultados positivos na pecuária leiteira. Podem ainda alimentar o bicho-da-seda. A haste tem aplicação como fonte de celulose e matéria-prima para a confecção de tecidos rústicos.
Células
O Governo da África do Sul tem programa para investir US$ 49,3 milhões, no triênio 2009-11, em pesquisa com hidrogênio e células de combustível. Cerca de 80% dos recursos irão para o desenvolvimento de tecnologia e especialização no setor. A israelense Plug Power vendeu 120 células combustíveis para aquele país.
Catalisador
O Governo sul-africano já manifestou preferência pela produção das pilhas de combustível, pelo fato de utilizarem catalisadores de platina, metal abundante no país. A meta da África do Sul é de ter, em 2020, 25% do mercado mundial desses catalisadores.
Universidades
Os cientistas da África do Sul concentrarão as pesquisas com hidrogênio e células combustíveis nos centros tecnológicos da Universidade do Cabo Ocidental, no Conselho para a Investigação Científica e Industrial e na Universidade do Noroeste.
HOJE EM DIA - MG
O óleo de rícino, extraído da mamona e, em gerações passadas, usado como laxante (era o terror entre as crianças), desponta, na outra costa do Atlântico Sul, como forte candidato ao clube das commodities da agroenergia: matéria-prima na produção de biodiesel. No Brasil, apesar da ampla disseminação da mamona e de algumas aplicações seculares, a transformação do óleo em combustível em escala econômica (com garantia de abastecimento do varejo) ainda não avançou.
O atraso neste estágio para transformação do óleo de rícino tira oportunidades para o Brasil no exterior, incluindo regiões nas quais o presidente Lula abriu enorme frente para fortalecer laços econômicos e criou parcerias em pesquisas, como na África. Neste vácuo, três companhias de Israel, a Ormat Technologies (setor de energia), Evogene (tecnologia agrícola) e Grupo Leviev (do bilionário Lev Leviev, dos setores de diamante e imobiliário) formaram uma joint venture para a produção de biodiesel na África Ocidental, a partir daquele derivado da mamona.
A Leviev-Evogene Namíbia, nome provisório daquela controlada, vai instalar uma planta próxima às áreas de cultivo da mamona na Namíbia. Um diretor da Leviev, Liat Cinamon, garante que, a partir do óleo de rícino, terão biodiesel com produtividade acima daquela apresentada pelo derivado de soja e da canola.
A joint venture israelense pretende abrir operações semelhantes em outros países da África. O diretor-geral do Grupo Leviev na Namíbia, Eli Nefussy, frisou que as áreas de energias renováveis e combustíveis alternativos têm «elevada importância» para os negócios deles.
O plantio inicial da mamona - 100 a 200 hectares - será com variedades selecionadas em pesquisas desenvolvidas pela Evogene e a Orfuel (norte-americana), lançadas em setembro de 2007. Esta cooperação tem suporte da binacional Industrial Research and Development Foundation (Israel-EUA), voltada para o desenvolvimento de biodiesel a partir de plantas não-comestíveis.
Senzalas
Os registros mais distantes dão conta de que a mamona, originária da Ásia Meridional, ganhou difusão ao chegar na Etiópia. No Brasil, tem aplicações desde o século 16, no fornecimento de óleo para as lamparinas, principalmente nas senzalas, pelos escravos.
Tóxico
Mas o rícino é, também, altamente tóxico. O pó de rícino é venenoso e não existe antídoto para os seus efeitos. Mesmo assim, o óleo pode ser extraído sem risco de contaminação pelas substâncias nocivas que contém. Esta etapa é uma técnica de domínio universal.
Lubrificante
Nas aplicações conhecidas, em diversas partes do planeta, haveria um leque de 700 itens para o óleo de mamona: desde o medicinal até a fabricação de anticongelantes para combustíveis e lubrificantes de aviões, incluindo a manufatura nas indústrias farmacêutica, eletrônica, telecomunicações, vidros à prova de balas, fibras ópticas, tintas/adesivos, cosméticos, perfumaria, plásticos/borracha, produtos alimentícios, têxteis, papéis etc.
Adubo
No esmagamento da semente da mamona para a extração do óleo de rícino, um dos subprodutos tem aplicação como adubo nitrogenado.
Ração
Após «desintoxicadas» e misturadas a outras forrageiras, as folhas da mamona servem de alimento para o gado com resultados positivos na pecuária leiteira. Podem ainda alimentar o bicho-da-seda. A haste tem aplicação como fonte de celulose e matéria-prima para a confecção de tecidos rústicos.
Células
O Governo da África do Sul tem programa para investir US$ 49,3 milhões, no triênio 2009-11, em pesquisa com hidrogênio e células de combustível. Cerca de 80% dos recursos irão para o desenvolvimento de tecnologia e especialização no setor. A israelense Plug Power vendeu 120 células combustíveis para aquele país.
Catalisador
O Governo sul-africano já manifestou preferência pela produção das pilhas de combustível, pelo fato de utilizarem catalisadores de platina, metal abundante no país. A meta da África do Sul é de ter, em 2020, 25% do mercado mundial desses catalisadores.
Universidades
Os cientistas da África do Sul concentrarão as pesquisas com hidrogênio e células combustíveis nos centros tecnológicos da Universidade do Cabo Ocidental, no Conselho para a Investigação Científica e Industrial e na Universidade do Noroeste.
HOJE EM DIA - MG