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Grupo deve iniciar construção de nova usina de biodiesel em junho

Depois de concretizar a venda de sua tual usina, grupo busca liberação para as obras de uma usina com capacidade para 180 milhões de litros por ano
BiodieselBR.com 3 min de leitura
Depois de concretizar a venda de sua tual usina, grupo busca liberação para as obras de uma usina com capacidade para 180 milhões de litros por ano

A nova usina de biodiesel do Grupo Guaporé Carne, do Mato Grosso, começa a sair do papel em junho. A informação é do diretor da empresa, Victor Augusto Saldanha Birtche. A empresa já atuava no setor com a usina CLV (Colíder - MT), recém vendida para o Grupo JBS/Bertin. "Era mais interessante (a venda)", justifica Britche. Mas apesar do negócio, a Guaporé não quer deixar de produzir biodiesel. A empresa vai investir R$ 50 milhões na construção de uma usina com capacidade de até 500 metros cúbicos por dia (cerca de 180 milhões de litros/ano).

A nova usina deve utilizar sebo e óleo de soja como matéria-prima.  O sebo virá dos frigoríficos do grupo. Já a soja será comprada de produtores da região. A intenção da Guaporé é adquirir matéria-prima da agricultura familiar para se qualificar para o selo Combustível Social.

Há dois meses do início das obras, Birtcher já sabe como será o produto que irá obter. "Estamos importando a tecnologia da Alemanha", conta. Segundo o diretor, a vantagem do processo produtivo alemão é a especificação do produto final. "Ele atende à especificação européia", diz. Quando pronta, a usina poderá produzir biodiesel de forma contínua por rota etílica ou metílica.

Segundo Birtcher, a empresa trabalha agora na liberação da obra junto a órgãos públicos, como a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis. "Começamos a construir em dois, três meses", adianta. A previsão é que obra seja concluída em dez a doze meses a partir do início e já entre em produção no fim do primeiro semestre de 2011.

A usina será instalada no município Vilhena, a 630 quilômetros da capital do estado, Porto Velho. Segundo Birtcher, a Guaporé possui outros negócios no estado, entre eles dois frigoríficos. Mas o que atraiu o grupo para a região foi mesmo a notícia de que a cidade será o ponto final de uma ferrovia de 1,6 mil quilômetros que a ligará com o Mato Grosso e Goiás. Esta obra receberá recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e deve ser concluída até 2014.

Rosiane Correia de Freitas - BiodieselBR.com

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