A glicerina, principal subproduto da produção de biodiesel, é ainda um
incômodo para muitas usinas. Umas queimam, outras exportam, mas o preço
obtido com a venda é ainda muito pouco estimulante.
A glicerina, principal subproduto da produção de biodiesel, é ainda um incômodo para muitas usinas. Umas queimam, outras exportam, mas o preço obtido com a venda é ainda muito pouco estimulante. Pesquisas em curso voltadas para identificar novas aplicações para o produto trazem novas esperanças aos empresários. Cientistas da Irlanda do Norte testaram o uso do produto como composto para ração para frangos, com alto potencial energético.
O glicerol – resultante da reação química que transforma óleo vegetal (ou gordura animal) e álcool em biodiesel – é uma substância oleosa e espessa, podendo conter até 75% de carboidratos. O produto, considerado seguro para o consumo humano, é aplicado como solvente, emulsificante e umectante em diversos alimentos e bebidas.
Após a realização de uma série de testes, os cientistas da Universidade do Queen e do Instituto de Biociências, Alimentos e Agricultura (AFBI, na sigla em inglês) concluíram que o glicerol, quando incorporado com ingredientes tradicionais como trigo e soja, é eficiente como alimento para aves.
As dietas foram formuladas para conter 0; 3,3; 6,7 e 10% de glicerol como substituto parcial para o trigo. O estudo concluiu que a energia metabolizável dos animais aumentou progressivamente com a inclusão do glicerol. No entanto, isso não afetou o peso corporal, o ganho de peso vivo e a ingestão de alimentos. A líder do projeto, Elizabeth McCann, disse que o ganho de peso e outros parâmetros de crescimento foram semelhantes às aves alimentadas com rações tradicionais.
A pesquisa também mostrou que ao comer a ração com glicerol, as aves tiveram mais eficiência na conversão do alimento em carne, principalmente com a inclusão de 6,7% do produto.
A produção de biodiesel gera 11,11% de glicerina. Assim, a indústria brasileira produz por mês cerca de 18 milhões de litros deste subproduto. Especialistas acreditam que nos próximos dois anos o glicerol terá fins mais nobres, entrando definitivamente no rendimento das usinas e contribuindo para aumentar a competitividade do biodiesel.
Alice Duarte - BiodieselBR.com
A glicerina, principal subproduto da produção de biodiesel, é ainda um incômodo para muitas usinas. Umas queimam, outras exportam, mas o preço obtido com a venda é ainda muito pouco estimulante. Pesquisas em curso voltadas para identificar novas aplicações para o produto trazem novas esperanças aos empresários. Cientistas da Irlanda do Norte testaram o uso do produto como composto para ração para frangos, com alto potencial energético.
O glicerol – resultante da reação química que transforma óleo vegetal (ou gordura animal) e álcool em biodiesel – é uma substância oleosa e espessa, podendo conter até 75% de carboidratos. O produto, considerado seguro para o consumo humano, é aplicado como solvente, emulsificante e umectante em diversos alimentos e bebidas.
Após a realização de uma série de testes, os cientistas da Universidade do Queen e do Instituto de Biociências, Alimentos e Agricultura (AFBI, na sigla em inglês) concluíram que o glicerol, quando incorporado com ingredientes tradicionais como trigo e soja, é eficiente como alimento para aves.
As dietas foram formuladas para conter 0; 3,3; 6,7 e 10% de glicerol como substituto parcial para o trigo. O estudo concluiu que a energia metabolizável dos animais aumentou progressivamente com a inclusão do glicerol. No entanto, isso não afetou o peso corporal, o ganho de peso vivo e a ingestão de alimentos. A líder do projeto, Elizabeth McCann, disse que o ganho de peso e outros parâmetros de crescimento foram semelhantes às aves alimentadas com rações tradicionais.
A pesquisa também mostrou que ao comer a ração com glicerol, as aves tiveram mais eficiência na conversão do alimento em carne, principalmente com a inclusão de 6,7% do produto.
A produção de biodiesel gera 11,11% de glicerina. Assim, a indústria brasileira produz por mês cerca de 18 milhões de litros deste subproduto. Especialistas acreditam que nos próximos dois anos o glicerol terá fins mais nobres, entrando definitivamente no rendimento das usinas e contribuindo para aumentar a competitividade do biodiesel.
Alice Duarte - BiodieselBR.com
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