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Girassol, um desafio a ser vencido no Nordeste

Um dos argumentos dos especialistas para convencer os agricultores a testar a novidade é a sua versatilidade.
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Um dos argumentos dos especialistas para convencer os agricultores a testar a novidade é a sua versatilidade.

Apesar de ocupar apenas 5% do mercado na região, o girassol é apontado pelos técnicos como um grão promissor no segmento de oleaginosas. Um dos argumentos dos especialistas para convencer os agricultores a testar a novidade é a sua versatilidade. Nas áreas de pecuária, onde a mamona tem restrições, o girassol é uma alternativa interessante. Além do grão, de onde se tira o óleo para produção de biodiesel, da planta é possível produzir uma boa ração animal ou até mesmo adubo orgânico.

Um dos mais entusiasmados com o cultivo da planta na região foi o agricultor Pedro Roberto Lopes. Nem os insucessos nas primeiras tentativas fizeram ele mudar de ideia.

– Eu plantei um hectare, mas colhi da forma errada – admitiu o agricultor, garantir que vai corrigir as falhas da primeira safra. – Mas a planta é boa: dou o caroço dela para o gado e até para as galinhas.

A plantação do girassol com outras culturas é aprovada por muitos.

– Na plantação de um hectare de girassol, conseguimos uma produção de até 40 quilos de mel – afirmou Paulo Roberto Moreira, gerente de suprimentos da estatal, no Nordeste.

Cultura consorciada
A dobradinha girassol e apicultura é apenas um exemplo do que os agricultores da região chamam de cultura consorciada. Premissa que é uma exigência da Petrobras na agricultura familiar. Por isso, as quilométricas fileiras das plantações de mamona podem ser vistas intercaladas pela cultura de alimentos, como o feijão, o milho, entre outros.

– De dois anos para cá aumentou em mais de 35% a produção da cultura de subsistência, como o milho, o feijão e a mandioca – relata o técnico agrícola Jairo Nílton de Almeida.

Jairo é um dos 11 técnicos agrícolas do município que foram contratados para atender aos agricultores que ingressaram no programa de biodiesel. Cada um atende em média 100 agricultores por mês.

– É um trabalho duro, mas conseguimos atingir nossa meta – diz o mais jovem da equipe, o técnico agrícola Glauwilner, de apenas 21 anos, que muitas vezes dorme na casa dos agricultores que moram mais longe. – Às vezes fica difícil voltar no mesmo dia e, quando isso acontece, durmo na casa deles.

Jornal do Brasil
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