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Gabrielli fala sobre biodiesel em entrevista

José Sergio Gabrielli, atual presidente da Petrobras falou sobre biodiesel em entrevista veiculada no mês passado
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José Sergio Gabrielli, atual presidente da Petrobras falou sobre biodiesel em entrevista veiculada no mês passado

No final do mês passado José Sergio Gabrielli concedeu entrevista a revista Época e falou sobre biodiesel, confira o trecho abaixo:

Entrevistador: E sobre biodiesel?
Sergio Gabrielli: – A Petrobras hoje é uma empresa que importa diesel, porque não temos nossa capacidade de refino e nosso petróleo brasileiro não produz diesel em quantidade suficiente para atender o mercado brasileiro. Então, minimizar a importação de diesel já é algo muito positivo para nós enquanto empresa. Porque aumentamos o valor adicionado e, se nos tornarmos produtores de biodiesel, melhor ainda, porque capturamos mais valor na cadeia. No nosso caso, capturamos valor por estarmos construindo uma nova cadeia de fornecedores de biodiesel, e nossas plantas estão criando essa cadeia. Hoje, estamos com três plantas de biodiesel. Em longo prazo, tudo isso vai nos dar alternativa de suprimento para além da commodity internacional.

Entrevistador: Existem outros fornecedores que não…
Sergio Gabrielli: Que não marcaram porque nós estamos montando a cadeia com estruturas familiares no Ceará, na Bahia e em Minas Gerais. Essa cadeia tende a ser contracíclica. Ela tem um comportamento futuro, pensando no que a empresa tem que pensar ao longo prazo. Então, do ponto de vista empresarial, tem tudo a ver a gente estar no biodiesel. E do ponto de vista de governo, também é bom porque o governo está com a política para favorecer este setor, numa convergência de interesses, pois o que não pode é um prejudicar o outro.

Entrevistador: Mas o biodiesel não tem restrições técnicas, como a viabilidade?
Sergio Gabrielli: Não; porque nós compramos todo o biodiesel produzido no Brasil e de outros países. Pegamos este biodiesel a preço de leilão. Então, misturamos com o diesel e vendemos, ao preço que compramos, para o consumidor. Então, não tem perda.

Entrevistador: Mas o consumidor não tem perda?
Sergio Gabrielli: Não; porque obtêm um produto que tem menos enxofre no diesel dele, gerando uma crescente produção sustentável em longo prazo para o seu diesel. A diferença é no milésimo do diesel, é pouco. Hoje, ele paga a diferença de 4%. O efeito para o consumidor é nada.

Entrevistador: A Petrobras repetiu um modelo que não deu muito certo na iniciativa privada, que é comprar a produção da familiar e fabricar o biodiesel…
Sergio Gabrielli: Estamos fazendo completamente diferente disso, pois investimos fortemente na área de extensão rural, fazendo mudanças genéticas de sementes e investimentos em logística, e não apenas contrato de compra e produção de agricultura familiar. Estamos fazendo isso também, mas não só, o que faz com que haja um sistema de competitividade.

Entrevistador: Então, na verdade, fica difícil para os outros competirem com a Petrobras?
Sergio Gabrielli: No futuro sim. Isso vai levar um tempo, dois ou três anos.

Confira a íntegra da reportagem aqui
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