Encontro debateu o plantio de pinhão manso, mamona e outras
oleaginosas para a produção de biocombustível no Projeto Jaíba e em
cinco municípios do Norte de Minas Gerais
No primeiro encontro para debater o plantio de pinhão manso, mamona e outras oleaginosas para a produção de biocombustível no Projeto Jaíba e em cinco municípios do Norte de Minas Gerais, o presidente da Associação dos Pequenos Produtores de Oleaginosas para Bio-energia do Norte de Minas (Asprobio-NM), João Batista, discutiu com os 100 participantes os desafios da atividade sob a perspectiva do pequeno produtor rural.
Um dos pioneiros na produção de pinhão manso no Projeto Jaíba, João Batista considerou que nem mesmo o estímulo da propaganda oficial do governo federal sobre a redenção econômica dos pequenos agricultores pela produção de oleaginosas melhorou a realidade na área. "Faltam informações básicas sobre o programa de biocombustíveis. Estamos nos organizando para que não se repita a trágica história da região, em que os pequenos agricultores são estimulados e depois acabam falindo ou se tornando cativos de um ou outro comprador ou atravessador", alertou.
O debate, que aconteceu em Montes Claros há 10 dias, também tratou das dificuldades dos pequenos produtores de mamona. Eles não tiveram garantidos os preços prometidos na fase do plantio e ainda enfrentaram atraso no pagamento. "O próprio Banco do Brasil reconhece que o sistema de financiamento está com problemas em Minas e os recursos para os pequenos produtores estão emperrados", informou João Batista.
Na reunião, foram lançadas críticas e reflexões à inclusão da vegetação da Mata Seca predominante no Norte de Minas como sendo de Mata Atlântica, após a edição de decreto federal. "Se nem a produção tradicional de milho e feijão estamos podendo plantar, pois estamos sendo penalizados com as impagáveis multas e perseguições do Instituto Estadual de Florestas, e as oleaginosas então? Não tem sentido implantar grandes usinas na região e depois impedir o pequeno produtor de plantar", protestou João Batista. O encontro também teve a participação de professores da UFMG e de representantes da Petrobras Biocombustível.
Pinhão manso passa por um aprimoramento tecnológico
O engenheiro agrônomo da Sada Bioenergia, Carlos Alberto Gusmão, um dos palestrantes convidados, informou que a empresa investiu em 200 hectares de terras na cultura do pinhão manso, dentro do complexo sucroalcooleiro da Usina São Judas Tadeu, no Projeto Jaíba. Com unidade de extração do óleo vegetal em fase de montagem, o pinhão manso passa por aprimoramento tecnológico para ser utilizado nas lavouras de cana-de-açúcar. “Ele será transformado em óleo vegetal e aplicado na produção canavieira para o controle biológico de pragas e a diminuição do uso de defensivos agrícolas nas plantações”.
Helenice Laguardia
O Tempo - MG
No primeiro encontro para debater o plantio de pinhão manso, mamona e outras oleaginosas para a produção de biocombustível no Projeto Jaíba e em cinco municípios do Norte de Minas Gerais, o presidente da Associação dos Pequenos Produtores de Oleaginosas para Bio-energia do Norte de Minas (Asprobio-NM), João Batista, discutiu com os 100 participantes os desafios da atividade sob a perspectiva do pequeno produtor rural.
Um dos pioneiros na produção de pinhão manso no Projeto Jaíba, João Batista considerou que nem mesmo o estímulo da propaganda oficial do governo federal sobre a redenção econômica dos pequenos agricultores pela produção de oleaginosas melhorou a realidade na área. "Faltam informações básicas sobre o programa de biocombustíveis. Estamos nos organizando para que não se repita a trágica história da região, em que os pequenos agricultores são estimulados e depois acabam falindo ou se tornando cativos de um ou outro comprador ou atravessador", alertou.
O debate, que aconteceu em Montes Claros há 10 dias, também tratou das dificuldades dos pequenos produtores de mamona. Eles não tiveram garantidos os preços prometidos na fase do plantio e ainda enfrentaram atraso no pagamento. "O próprio Banco do Brasil reconhece que o sistema de financiamento está com problemas em Minas e os recursos para os pequenos produtores estão emperrados", informou João Batista.
Na reunião, foram lançadas críticas e reflexões à inclusão da vegetação da Mata Seca predominante no Norte de Minas como sendo de Mata Atlântica, após a edição de decreto federal. "Se nem a produção tradicional de milho e feijão estamos podendo plantar, pois estamos sendo penalizados com as impagáveis multas e perseguições do Instituto Estadual de Florestas, e as oleaginosas então? Não tem sentido implantar grandes usinas na região e depois impedir o pequeno produtor de plantar", protestou João Batista. O encontro também teve a participação de professores da UFMG e de representantes da Petrobras Biocombustível.
Pinhão manso passa por um aprimoramento tecnológico
O engenheiro agrônomo da Sada Bioenergia, Carlos Alberto Gusmão, um dos palestrantes convidados, informou que a empresa investiu em 200 hectares de terras na cultura do pinhão manso, dentro do complexo sucroalcooleiro da Usina São Judas Tadeu, no Projeto Jaíba. Com unidade de extração do óleo vegetal em fase de montagem, o pinhão manso passa por aprimoramento tecnológico para ser utilizado nas lavouras de cana-de-açúcar. “Ele será transformado em óleo vegetal e aplicado na produção canavieira para o controle biológico de pragas e a diminuição do uso de defensivos agrícolas nas plantações”.
Helenice Laguardia
O Tempo - MG
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