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Europa cria associação de produtores de algas

Nasce na Europa a primeira entidade a representar o novo setor produtivo de algas.
BiodieselBR.com 2 min de leitura
Nasce na Europa a primeira entidade a representar o novo setor produtivo de algas.

Nasce na Europa a primeira entidade a representar o novo setor produtivo de algas. A Associação Européia de Biomassa de Algas (EABA, na sigla em inglês), foi criada oficialmente na semana passada durante a 1ª Conferência da EABA em Florença, na Itália, realizada entre 3 e 4 de junho. Ao todo, 55 membros participaram da fundação, sendo 29 sócios industriais, 19 da área científica e sete sócios individuais. 

A entidade é uma organização sem fins lucrativos que vai representar os interesses do setor europeu em nível internacional. A proposta é promover a sinergia entre ciência e indústria, apoiando o desenvolvimento de pesquisas, de tecnologias e promovendo a comercialização dos produtos derivados de algas.
A entidade recebeu apoio do comissário de Energia da União Européia, Andris Piebalgs, de representantes da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), do Comitê de Biodiesel da Europa (EBB) e da Federação Européia de Produtores de Alimentos (FEFAC).  Mario Tredici, da Universidade de Florença, foi eleito presidente da EABA por unanimidade. Marc Van Aken, da companhia belga SBAE Industries NV, Patrick Sorgeloos, da Universidade de Ghent, e Claudio Rocchietta, da companhia italiana Oxem, foram eleitos vice-presidentes.  
O interesse da comunidade científica, de representantes da indústria e de líderes políticos sobre o potencial das algas para a produção de energia tem crescido nos últimos anos. A matéria-prima é considerada uma das fontes mais promissoras para uma extensa gama de novas aplicações no campo de energias renováveis, como biodiesel (inclusive combustível para aviação), nutrientes, fármacos, alimento de animais e produtos bioderivados.

Durante o encontro foi discutido o prazo para que a produção em larga escala esteja disponível para a fabricação de biocombustíveis. Alguns investidores dizem estar prontos para aplicar a tecnologia em grandes quantidades no curto prazo, enquanto outros parecem estar mais cautelosos e apostam em um prazo mais longo. Nem a EABA, nem o diretor executivo da EBB, Raffaello Garofalo, quiseram fazer previsões sobre o assunto. Mas os sócios acreditam que, com o apoio da entidade para o desenvolvimento tecnológico, a matéria-prima poderá ser usada pela indústria em um futuro próximo. 

Alice Duarte  - BiodieselBR.com
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