Ele não aparece nas estatísticas da Agência Nacional de Petróleo (ANP),
que registram a produção e o consumo de todos os tipos os combustíveis
usados do País.
O biocombustível HBio praticamente não é mais fabricado pela Petrobras quase quatro anos depois do seu lançamento, que ocorreu no dia 18 de maio de 2006. Ele não aparece nas estatísticas da Agência Nacional de Petróleo (ANP), que registram a produção e o consumo de todos os tipos os combustíveis usados do País.
Na época do lançamento, o presidente da Petrobras, Sérgio Gabrielli, anunciou que a fabricação desse biocombustível diminuiria a importação do diesel já que uma parte da sua matéria-prima seria formada por óleos vegetais. Para produzir o HBio, a estatal petrolífera chegou a usar 10% de óleos vegetais.
“O HBio é muito caro. Com o petróleo a US$ 140 se justificava a sua fabricação. Depois que o preço do petróleo caiu, não fez mais sentido continuar produzindo esse biocombustível”, explicou o superintendente de Planejamento e Pesquisa da ANP, Florival Carvalho. O preço do petróleo baixou devido à crise mundial que ocorreu em 2008 e 2009.
Carvalho argumentou que o HBio continuaria sendo produzido, caso o preço do petróleo estivesse no patamar anterior à crise. Procurada pela reportagem, a assessoria de imprensa da Petrobras não informou o quanto de HBio está sendo produzido atualmente. O HBio aproveita os resíduos da fabricação de diesel, utiliza óleos vegetais e assim como o biodiesel é menos poluente.
Segundo Carvalho, o preço também foi o principal motivo que fez a mamona não se tornar a matéria-prima mais usada no biodiesel brasileiro. “O valor que o produto é comercializado não paga o custo do agricultor familiar”, comentou.
Desde janeiro de 2010, todo diesel comercializado no Brasil tem 5% de biodiesel. “A produção do biodiesel ainda é cara. É um processo parecido com o álcool que, no início, era mais caro do que a gasolina. No entanto, hoje o País tem o álcool mais barato do mundo. Provavelmente, vai acontecer o mesmo com o biodiesel”, concluiu Carvalho.
Jornal do Commercio - PE
O biocombustível HBio praticamente não é mais fabricado pela Petrobras quase quatro anos depois do seu lançamento, que ocorreu no dia 18 de maio de 2006. Ele não aparece nas estatísticas da Agência Nacional de Petróleo (ANP), que registram a produção e o consumo de todos os tipos os combustíveis usados do País.
Na época do lançamento, o presidente da Petrobras, Sérgio Gabrielli, anunciou que a fabricação desse biocombustível diminuiria a importação do diesel já que uma parte da sua matéria-prima seria formada por óleos vegetais. Para produzir o HBio, a estatal petrolífera chegou a usar 10% de óleos vegetais.
“O HBio é muito caro. Com o petróleo a US$ 140 se justificava a sua fabricação. Depois que o preço do petróleo caiu, não fez mais sentido continuar produzindo esse biocombustível”, explicou o superintendente de Planejamento e Pesquisa da ANP, Florival Carvalho. O preço do petróleo baixou devido à crise mundial que ocorreu em 2008 e 2009.
Carvalho argumentou que o HBio continuaria sendo produzido, caso o preço do petróleo estivesse no patamar anterior à crise. Procurada pela reportagem, a assessoria de imprensa da Petrobras não informou o quanto de HBio está sendo produzido atualmente. O HBio aproveita os resíduos da fabricação de diesel, utiliza óleos vegetais e assim como o biodiesel é menos poluente.
Segundo Carvalho, o preço também foi o principal motivo que fez a mamona não se tornar a matéria-prima mais usada no biodiesel brasileiro. “O valor que o produto é comercializado não paga o custo do agricultor familiar”, comentou.
Desde janeiro de 2010, todo diesel comercializado no Brasil tem 5% de biodiesel. “A produção do biodiesel ainda é cara. É um processo parecido com o álcool que, no início, era mais caro do que a gasolina. No entanto, hoje o País tem o álcool mais barato do mundo. Provavelmente, vai acontecer o mesmo com o biodiesel”, concluiu Carvalho.
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