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Entra em operação a maior usina de biodiesel do Paraná

O Estado é o maior produtor de grãos, segundo maior produtor de soja e terceiro maior consumidor de diesel.
BiodieselBR.com 4 min de leitura
O Estado é o maior produtor de grãos, segundo maior produtor de soja e terceiro maior consumidor de diesel.

Foi inaugurada hoje (14) de manhã, com a presença de várias autoridades, a segunda usina de biodiesel da gaúcha BSBios, e a primeira em sociedade da Petrobras Biocombustível (PBio).

A unidade de Marialva, no norte do Paraná, é a primeira usina de grande porte do Estado, com capacidade de produzir 127 milhões de litros por ano.  O investimento total nesse projeto foi de R$ 100 milhões.  A meta da empresa é vender toda a capacidade trimestral autorizada no próximo leilão da ANP, a ser realizado no final do mês.

 “Estou muito satisfeito com essa entrega. A usina está operando e totalmente certificada”, diz Erasmo Battistella, diretor superintendente da BSBios.  O governador em exercício do Paraná, Orlando Pessuti, entregou pessoalmente no final da solenidade o certificado de licença ambiental expedido pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP).
Galeria de fotos da inauguração
A inauguração marca o início das operações da PBio no Sul do país – a subsidiária tem forte atuação no Nordeste e está iniciando investimentos na região Norte.

A localização da unidade de Marialva é considerada estratégica pelos investidores. “A região possui muitas empresas de esmagamento de soja e cooperativas. A oferta de óleo, portanto, é facilitada, bem como o acesso ao mercado consumidor de combustível”, diz Antônio Roso, sócio-investidor da BSBios. O Estado é o maior produtor de grãos, segundo maior produtor de soja e terceiro maior consumidor de diesel. Graças a esses aspectos, ele aposta na vantagem competitiva da usina quando a venda do biocombustível passar a ser livre.

Para o fornecimento de matéria-prima serão envolvidos cerca de sete mil agricultores familiares da região. Além da soja, a empresa vai investir em diversificação de matérias-primas alternativas, fomentando culturas de inverno junto à agricultura familiar. “Estamos trazendo o modelo de fomento da canola que temos na região de Passo Fundo, no Rio Grande do Sul. Queremos começar com uma área de 5 mil hectares”, informa Roso.

Um dos maiores gargalos no setor de biodiesel, segundo Marco Antônio Viana Leite, coordenador de Biocombustíveis do Ministério do Desenvolvimento Agrário, é a diversificação de oleaginosas. “A BSBios, com o fomento da canola, e a PBio, com a mamona, são hoje duas empresas de referência em termos de diversificação de matérias-primas”, diz o coordenador.

Segundo Battistella, a empresa está em processo final de obtenção do selo Combustível Social, que dará acesso ao maior lote de venda nos leilões de biodiesel da ANP. Para isso, a empresa deverá assinar contratos e comprovar a compra de matéria-prima de agricultores familiares no percentual mínimo de 30%. Esse percentual será facilmente atingido, segundo o presidente da PBio, Miguel Rosseto. “Encontramos uma agricultura familiar muito organizada no Paraná”, ressalta.

Início
Depois de um processo longo de negociação, a BSBios assinou, em maio de 2009, o contrato de compra da unidade de Marialva com a Agrenco, que se encontra em processo de recuperação judicial. No início de dezembro a BSBios iniciou a parceria com a PBio, que entrou com 50% de participação no investimento. “Na época faltava mais de 40% para concluir as obras”, diz Battistella. A usina foi vendida à BSBios por cerca de R$ 50 milhões – mesmo valor pago pela estatal para comprar metade da usina no final do ano passado. “Nosso dinheiro foi para a conclusão da usina. Antes só havia o terreno e poucos equipamentos”, diz Rossetto, informando que na época a PBio não cogitou comprar a usina diretamente da Agrenco. Na época da venda, a Petrobras ainda estava negociando aprovação de seu plano estratégico, o que teria impedido investimento no período.

Alice Duarte - BiodieselBR.com
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