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Empresa lança a primeira cultivar de pinhão-manso do mundo

Empresa dona do maior acervo genético de jatropha lançou hoje a primeira cultivar de pinhão-manso do mundo
BiodieselBR.com 3 min de leitura
Empresa dona do maior acervo genético de jatropha lançou hoje a primeira cultivar de pinhão-manso do mundo

A americana SG Biofuels, dona do maior acervo genético de jatropha, lançou hoje (22) a primeira cultivar de pinhão-manso do mundo, a JMax 100. A variedade, adaptada ao clima e solo da Guatemala, tem um rendimento de mais de 3 mil quilos de óleo por hectare e um custo de produção de US$ 392 a tonelada do óleo. Tal rendimento, que em alguns casos supera em até 100% as variedades existentes, foi atestado em milhares de hectares de cultivo segundo a empresa.  De acordo com estimativas da companhia, a Guatemala possui cerca de 505 mil hectares adequados ao plantio dessa cultivar.

A JMax 100 e a Plataforma de Otimização da Jatropha JMax – programa de cruzamento genético da companhia – têm sido desenvolvidas ao longo dos últimos três anos pelo SG Genetic Resource Center (GRC) e por uma equipe científica que inclui três membros da Academia Nacional das Ciências dos Estados Unidos. GRC e a SG Biofuels possuem mais de 6 mil acessos únicos conservados na coleção, com uma enorme variedade de traços genéticos, incluindo aqueles ligados à produção de frutos, resistência a pragas, adaptação ao solo, melhoria da capacidade de florescimento e uniformidade de colheita.

Recentemente a SG Biofuels anunciou uma parceria com a empresa de biotecnologia Life Technologies Corporation para o mapeamento completo do código genético da jatropha. “Nosso avançado programa de pesquisa vai permitir um aumento exponencial na produtividade e lucratividade, estabelecendo o pinhão-manso como cultura de larga escala para a produção de energia sustentável”, disse o presidente e diretor executivo da SG Biofuels, Kirk Haney.

O próximo passo da SG é buscar parcerias com os departamentos de Agricultura, produtores de biodiesel e petrolíferas, investidores financeiros e grandes fazendeiros para conseguir desenvolver novas cultivares adaptadas para cada região.

Atualmente a SG Biofuels está colaborando com o Hawaii Agriculture Research Center (Harc) para desenvolver uma cultivar personalizada ao clima do arquipélago. Stephanie Whalen, diretora executiva da Harc, disse que a chave para o sucesso de qualquer projeto de pinhão-manso é ter acesso ao melhor material genético possível. "Somando a profundidade e a diversidade genética do acervo da SG Biofuels ao nosso programa de pesquisa, aumentamos significativamente o esforço para desenvolver uma linhagem de jatropha bem adaptada às condições de cultivo no Havaí”, diz a diretora. 

Há ainda muita pesquisa pela frente, mas o lançamento da primeira cultivar sem dúvida é um marco histórico no cultivo da espécie no mundo. "O JMax 100 é somente a ponta do iceberg no desenvolvimento do pinhão-manso como cultura energética renovável", arremata Haney.

Alice Duarte - BiodieselBR.com
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