Se o pinhão-manso tiver tanto potencial como alguns acreditam,
produtores rurais de Groveland e áreas adjacentes podem lutar pela criação de
um corredor de combustível
O paisagista Brian Shank está fazendo experimentos com uma espécie venenosa. Mas apesar de sua toxicidade, ele espera que a planta ajude a colocar sua empresa na rota para a independência energética.
Depois de ouvir falar do pinhão-manso (planta não-nativa nos Estados Unidos) e de seu potencial para produção de biodiesel, Shank está implantando uma lavoura para abastecer a frota de 25 veículos de sua empresa.
“Vai me fazer economizar dinheiro”, diz Shank, presidente da Clermont Scapes, empresa de paisagismo e jardinagem da cidade de Groveland, na Flórida (EUA). “E não agride o meio ambiente.” A despesa mensal de sua empresa com óleo diesel é de 24 mil dólares, segundo Shank, e a extração de óleo do pinhão-manso pode cortar esses gastos pela metade.
“O dinheiro que a empresa economiza pode ser usado para a ampliação do negócio e a criação de mais empregos”, diz Shank. A empresa já chegou a empregar mais de 75 pessoas, mas com o aumento de preço do óleo diesel e a retração econômica, teve que demitir. Atualmente ela possui 40 empregados.
Mudas de pinhão-manso com 22 dias de idade foram transplantadas para uma área de nove hectares, ao lado do viveiro de plantas da empresa (veja fotos abaixo).
Shank diz que os pequenos negócios não podem esperar que o governo os force a usar fontes alternativas de energia para reduzir a dependência externa de petróleo do país. “Temos que dar o exemplo e tomar atitudes já”, diz. “Não vou esperar que ninguém me diga que é uma boa idéia.”
O pinhão-manso é uma planta nativa do México e outras partes da América do Sul. Também é cultivado na Índia e na África, para uso medicinal e como combustível. Para muitos, trata-se de uma grande promessa.
A produção de biodiesel no cinturão agrícola dos Estados Unidos utiliza milho e soja, elevando os preços dos alimentos nas gôndolas. O cultivo de pinhão-manso pode atenuar o problema da destinação de alimentos para geração de combustível. Suas sementes podem produzir até quatro vezes mais combustível que a soja e dez vezes mais que o milho, de acordo com especialistas.
Além disso, a planta é tolerante a seca e requer muito pouca água em comparação com outras culturas alimentícias. Através de um sistema de irrigação em gotas, Shank planeja usar 50 mil litros de água por dia na plantação, reduzindo gradativamente esse volume após um período de 90 dias.
Para Shank, se o pinhão-manso cresce no deserto indiano, deve sobreviver no clima da Flórida sem necessitar de muitos cuidados. “Em dias muito quentes, as plantas podem vir a precisar de mais água”, afirma.
Tom Gleason, presidente da Raptor Fabrication and Equipment, empresa de montagem de usinas de biodiesel de Groveland, confirma que o pinhão-manso é bastante tolerante a seca. “A planta não precisa de muita água”, diz. “É bastante resistente.” Gleason pesquisa as características do pinhão-manso há mais de um ano e meio, trabalhando com funcionários do governo e proprietários de terra, como Shank, para promover o cultivo dessa cultura.
Se o pinhão-manso tiver tanto potencial como alguns acreditam, produtores rurais de Groveland e áreas adjacentes à Florida Turnpike (estrada que cruza o Estado de norte a sul) podem lutar pela criação de um corredor de combustível, que poderia dar um grande impulso econômico à região.
Quatro mil metros quadrados de pinhão-manso, ou 438 plantas, podem produzir quase quatro mil litros de combustível por ano. Gleason acredita que é possível plantar entre 750 e mil plantas nessa mesma área. “As plantas se adaptam e crescem”, diz Gleason. “Funciona como alternativa energética.”
Há várias usinas produzindo biodiesel a partir de óleo de cozinha usado e descarte de gordura no condado de Lake County, na Flórida (EUA). O biodiesel é misturado com óleo diesel para abastecer motores e geradores a diesel, gerando menos poluentes que a gasolina.
Em pouco tempo, essas usinas podem passar a produzir biodiesel de pinhão-manso para Shank utilizar em seus equipamentos. “Isso tudo é novo para mim e estou empolgado”, diz Shank. “É uma coisa maravilhosa para o agricultor.”


Fonte: Daily Commercial
Tradução e adaptação BiodieselBR.com
O paisagista Brian Shank está fazendo experimentos com uma espécie venenosa. Mas apesar de sua toxicidade, ele espera que a planta ajude a colocar sua empresa na rota para a independência energética.
Depois de ouvir falar do pinhão-manso (planta não-nativa nos Estados Unidos) e de seu potencial para produção de biodiesel, Shank está implantando uma lavoura para abastecer a frota de 25 veículos de sua empresa.
“Vai me fazer economizar dinheiro”, diz Shank, presidente da Clermont Scapes, empresa de paisagismo e jardinagem da cidade de Groveland, na Flórida (EUA). “E não agride o meio ambiente.” A despesa mensal de sua empresa com óleo diesel é de 24 mil dólares, segundo Shank, e a extração de óleo do pinhão-manso pode cortar esses gastos pela metade.
“O dinheiro que a empresa economiza pode ser usado para a ampliação do negócio e a criação de mais empregos”, diz Shank. A empresa já chegou a empregar mais de 75 pessoas, mas com o aumento de preço do óleo diesel e a retração econômica, teve que demitir. Atualmente ela possui 40 empregados.
Mudas de pinhão-manso com 22 dias de idade foram transplantadas para uma área de nove hectares, ao lado do viveiro de plantas da empresa (veja fotos abaixo).
Shank diz que os pequenos negócios não podem esperar que o governo os force a usar fontes alternativas de energia para reduzir a dependência externa de petróleo do país. “Temos que dar o exemplo e tomar atitudes já”, diz. “Não vou esperar que ninguém me diga que é uma boa idéia.”
O pinhão-manso é uma planta nativa do México e outras partes da América do Sul. Também é cultivado na Índia e na África, para uso medicinal e como combustível. Para muitos, trata-se de uma grande promessa.
A produção de biodiesel no cinturão agrícola dos Estados Unidos utiliza milho e soja, elevando os preços dos alimentos nas gôndolas. O cultivo de pinhão-manso pode atenuar o problema da destinação de alimentos para geração de combustível. Suas sementes podem produzir até quatro vezes mais combustível que a soja e dez vezes mais que o milho, de acordo com especialistas.
Além disso, a planta é tolerante a seca e requer muito pouca água em comparação com outras culturas alimentícias. Através de um sistema de irrigação em gotas, Shank planeja usar 50 mil litros de água por dia na plantação, reduzindo gradativamente esse volume após um período de 90 dias.
Para Shank, se o pinhão-manso cresce no deserto indiano, deve sobreviver no clima da Flórida sem necessitar de muitos cuidados. “Em dias muito quentes, as plantas podem vir a precisar de mais água”, afirma.
Tom Gleason, presidente da Raptor Fabrication and Equipment, empresa de montagem de usinas de biodiesel de Groveland, confirma que o pinhão-manso é bastante tolerante a seca. “A planta não precisa de muita água”, diz. “É bastante resistente.” Gleason pesquisa as características do pinhão-manso há mais de um ano e meio, trabalhando com funcionários do governo e proprietários de terra, como Shank, para promover o cultivo dessa cultura.
Se o pinhão-manso tiver tanto potencial como alguns acreditam, produtores rurais de Groveland e áreas adjacentes à Florida Turnpike (estrada que cruza o Estado de norte a sul) podem lutar pela criação de um corredor de combustível, que poderia dar um grande impulso econômico à região.
Quatro mil metros quadrados de pinhão-manso, ou 438 plantas, podem produzir quase quatro mil litros de combustível por ano. Gleason acredita que é possível plantar entre 750 e mil plantas nessa mesma área. “As plantas se adaptam e crescem”, diz Gleason. “Funciona como alternativa energética.”
Há várias usinas produzindo biodiesel a partir de óleo de cozinha usado e descarte de gordura no condado de Lake County, na Flórida (EUA). O biodiesel é misturado com óleo diesel para abastecer motores e geradores a diesel, gerando menos poluentes que a gasolina.
Em pouco tempo, essas usinas podem passar a produzir biodiesel de pinhão-manso para Shank utilizar em seus equipamentos. “Isso tudo é novo para mim e estou empolgado”, diz Shank. “É uma coisa maravilhosa para o agricultor.”


Fonte: Daily Commercial
Tradução e adaptação BiodieselBR.com