A demanda de biodiesel deverá dobrar entre 2009 e 2015, enquanto a oferta poderá crescer três vezes.
A demanda de biodiesel deverá dobrar entre 2009 e 2015, enquanto a oferta poderá crescer três vezes. A estimativa foi feita por Tammy Klein, diretora executiva do Global Biofuels Center, durante um evento sobre combustíveis renováveis no Canadá. Hoje a capacidade produtiva no mundo já é grande o suficiente para abastecer toda a demanda projetada para 2015, que é de 37,85 bilhões de litros por ano. "Atualmente existe um excesso de capacidade instalada na indústria ao redor do mundo e as taxas de ocupação são geralmente inferiores a 50%", disse a consultora à Biodiesel Magazine.
O cenário de expansão da produção e do uso de biodiesel é cada vez mais favorável aos países situados fora do eixo Europa-Estados Unidos. Trinta países vão começar a executar metas de uso de biocombustíveis em 2010 como forma de aumentar a segurança energética e melhorar as suas economias rurais. Desse grupo, vários são países em desenvolvimento, situados na Ásia e na América Latina. Esses países representaram 17% da demanda de biodiesel e quase 50% da oferta global em 2009. Em 2015, a demanda das nações em desenvolvimento deverá crescer para 42,6%, enquanto que a oferta será de 59,2%. Tammy acrescentou que grande parte dessa demanda será para o uso doméstico. Os países africanos seguem essa tendência e, portanto, não devem se tornar competidores internacionais.
Segundo ela, o Brasil continuará produzindo biodiesel para atender o mercado interno nos próximos anos, aumentando a mistura obrigatória para absorver a capacidade instalada da indústria.
É esperado também que a Europa tenha uma penetração maior no mercado de biodiesel em 2015. Com as importações dos Estados Unidos restritas por tarifas antidumping e a produção brasileira voltada ao mercado doméstico, sobrará para os produtores da Argentina e dos países da Ásia abastecer o continente europeu, estimulando principalmente a expansão da indústria na Ásia e Pacífico. A Europa continuará a ser o maior consumidor de biodiesel, representando 44% do consumo mundial. Tammy projeta que a Ásia vai chegar perto de 39% em 2015.
Ela também prevê que os padrões de sustentabilidade para os biocombustíveis da União Européia serão contestados na Organização Mundial do Comércio, por representarem uma barreira comercial protecionista. Um representante da Comissão Européia teria admitido a necessidade de considerar as implicações da OMC no desenvolvimento das diretivas. "O Brasil está acompanhando de perto essas discussões", disse. "E o Brasil tem um histórico de ganhar os casos na OMC".
Alice Duarte - BiodieselBR.com
A demanda de biodiesel deverá dobrar entre 2009 e 2015, enquanto a oferta poderá crescer três vezes. A estimativa foi feita por Tammy Klein, diretora executiva do Global Biofuels Center, durante um evento sobre combustíveis renováveis no Canadá. Hoje a capacidade produtiva no mundo já é grande o suficiente para abastecer toda a demanda projetada para 2015, que é de 37,85 bilhões de litros por ano. "Atualmente existe um excesso de capacidade instalada na indústria ao redor do mundo e as taxas de ocupação são geralmente inferiores a 50%", disse a consultora à Biodiesel Magazine.
O cenário de expansão da produção e do uso de biodiesel é cada vez mais favorável aos países situados fora do eixo Europa-Estados Unidos. Trinta países vão começar a executar metas de uso de biocombustíveis em 2010 como forma de aumentar a segurança energética e melhorar as suas economias rurais. Desse grupo, vários são países em desenvolvimento, situados na Ásia e na América Latina. Esses países representaram 17% da demanda de biodiesel e quase 50% da oferta global em 2009. Em 2015, a demanda das nações em desenvolvimento deverá crescer para 42,6%, enquanto que a oferta será de 59,2%. Tammy acrescentou que grande parte dessa demanda será para o uso doméstico. Os países africanos seguem essa tendência e, portanto, não devem se tornar competidores internacionais.
Segundo ela, o Brasil continuará produzindo biodiesel para atender o mercado interno nos próximos anos, aumentando a mistura obrigatória para absorver a capacidade instalada da indústria.
É esperado também que a Europa tenha uma penetração maior no mercado de biodiesel em 2015. Com as importações dos Estados Unidos restritas por tarifas antidumping e a produção brasileira voltada ao mercado doméstico, sobrará para os produtores da Argentina e dos países da Ásia abastecer o continente europeu, estimulando principalmente a expansão da indústria na Ásia e Pacífico. A Europa continuará a ser o maior consumidor de biodiesel, representando 44% do consumo mundial. Tammy projeta que a Ásia vai chegar perto de 39% em 2015.
Ela também prevê que os padrões de sustentabilidade para os biocombustíveis da União Européia serão contestados na Organização Mundial do Comércio, por representarem uma barreira comercial protecionista. Um representante da Comissão Européia teria admitido a necessidade de considerar as implicações da OMC no desenvolvimento das diretivas. "O Brasil está acompanhando de perto essas discussões", disse. "E o Brasil tem um histórico de ganhar os casos na OMC".
Alice Duarte - BiodieselBR.com
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Demanda mundial