Esta será a primeira iniciativa do Brasil operando 100% com biocombustível nos ônibus urbanos.
Foi assinado hoje (22) em Curitiba o termo de cooperação para o uso de biodiesel B100 na Linha Verde, trecho urbano da BR-476. A partir de agosto, seis ônibus, sendo três da Scania e três da Volvo, irão circular pela cidade em um período de testes, com duração de 18 meses. A estimativa da Urbs, empresa que administra do transporte público da cidade, é que sejam consumidos cerca de 20 mil litros de biodiesel por mês.
“Curitiba sempre se destacou pelo seu transporte coletivo e pela preservação do meio ambiente. Essa é uma iniciativa arrojada e entrará para a história do país”, disse Marcos Isfer, presidente da Urbs, durante a solenidade.
Esta será a primeira iniciativa do Brasil operando 100% com biocombustível nos ônibus urbanos. “A Scania fez testes com B100 apenas na Europa, com biodiesel dentro das especificações européias [European Normative14214]”, informa Marco Antônio Garcia, gerente de Teste de Campo e Veículos Especiais da Scania no Brasil.
De acordo com o gerente executivo de Vendas de Ônibus da Scania, Wilson Pereira, nenhuma modificação ou adaptação foi feita nos motores dos veículos para operar com o B100. Ele informou que será dado garantia integral aos motores durante a fase de testes do projeto. “Serão avaliados os lubrificantes a cada troca e a cada 20 mil litros do biocombustível serão realizados testes de laboratório”, informa Pereira.
O Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), na divisão de Biocombustíveis, vai trabalhar no acompanhamento dos testes dos motores Scania e Volvo, além de verificar, em parceria com o ProBiodiesel, a qualidade do combustível e o nível de emissões.
São parceiros do projeto: a Urbs, a usina BSBios, a distribuidora RDP Petróleo, as operadoras Auto Viação Redentor e Viação Cidade Sorriso Ltda, o Tecpar e o ProBiodiesel, e as montadoras Scania e Volvo.
O biodiesel será produzido pela unidade de Passo Fundo da BSBios e retirado pela RDP distribuidora que então fará a entrega à Viação Redentor e Cidade Sorriso.
Biodiesel metropolitano
Erasmo Carlos Battistella, diretor superintendente da usina BSBios, defende o uso de percentuais maiores de biodiesel em grandes centros urbanos. “Essa iniciativa em Curitiba vai de encontro com uma reivindicação do setor produtivo, representado pela Ubrabio, para o uso obrigatório do B20 nas grandes cidades. Isso representa mais saúde para a população, que vai respirar um ar com menos enxofre, economia para o governo em gastos com saúde pública, sem contar os benefícios ao meio ambiente”, defende. A empresa gaúcha entrou recentemente no mercado paranaense com a compra da usina da Agrenco, em Marialva. Segundo Battistella, a usina vai iniciar as operações em janeiro de 2010.
O governo federal está acompanhando o projeto de perto. “Estamos de olho nesse modelo adotado em Curitiba”, diz Ricardo Gomide, diretor-substituto do Departamento de Combustíveis Renováveis do Ministério de Minas e Energia (MME). Sobre a possibilidade de implantar o B20 metropolitano em grandes centros, o governo diz que a proposta é importante, mas ainda precisa ser amadurecida. “A reivindicação vem do setor produtivo, que é um elo da cadeia. Tem que ser discutido com o setor automobilístico e as distribuidoras”, diz.
Ele ainda chama a atenção para outro ponto importante, que é a viabilidade econômica da medida. “Com uma mistura de 4% de biodiesel no diesel, o impacto é pequeno na bomba. Mas para usos maiores teria que montar uma equação econômica. Viabilizar isso depende de um esforço coletivo entre governos federal, estaduais e municipais. Todos terão que abrir mão um pouco de sua arrecadação e não pode ter uma visão de curto prazo”, diz.


Alice Duarte - BiodieselBR.com
Foi assinado hoje (22) em Curitiba o termo de cooperação para o uso de biodiesel B100 na Linha Verde, trecho urbano da BR-476. A partir de agosto, seis ônibus, sendo três da Scania e três da Volvo, irão circular pela cidade em um período de testes, com duração de 18 meses. A estimativa da Urbs, empresa que administra do transporte público da cidade, é que sejam consumidos cerca de 20 mil litros de biodiesel por mês.
“Curitiba sempre se destacou pelo seu transporte coletivo e pela preservação do meio ambiente. Essa é uma iniciativa arrojada e entrará para a história do país”, disse Marcos Isfer, presidente da Urbs, durante a solenidade.
Esta será a primeira iniciativa do Brasil operando 100% com biocombustível nos ônibus urbanos. “A Scania fez testes com B100 apenas na Europa, com biodiesel dentro das especificações européias [European Normative14214]”, informa Marco Antônio Garcia, gerente de Teste de Campo e Veículos Especiais da Scania no Brasil.
De acordo com o gerente executivo de Vendas de Ônibus da Scania, Wilson Pereira, nenhuma modificação ou adaptação foi feita nos motores dos veículos para operar com o B100. Ele informou que será dado garantia integral aos motores durante a fase de testes do projeto. “Serão avaliados os lubrificantes a cada troca e a cada 20 mil litros do biocombustível serão realizados testes de laboratório”, informa Pereira.
O Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), na divisão de Biocombustíveis, vai trabalhar no acompanhamento dos testes dos motores Scania e Volvo, além de verificar, em parceria com o ProBiodiesel, a qualidade do combustível e o nível de emissões.
São parceiros do projeto: a Urbs, a usina BSBios, a distribuidora RDP Petróleo, as operadoras Auto Viação Redentor e Viação Cidade Sorriso Ltda, o Tecpar e o ProBiodiesel, e as montadoras Scania e Volvo.
O biodiesel será produzido pela unidade de Passo Fundo da BSBios e retirado pela RDP distribuidora que então fará a entrega à Viação Redentor e Cidade Sorriso.
Biodiesel metropolitano
Erasmo Carlos Battistella, diretor superintendente da usina BSBios, defende o uso de percentuais maiores de biodiesel em grandes centros urbanos. “Essa iniciativa em Curitiba vai de encontro com uma reivindicação do setor produtivo, representado pela Ubrabio, para o uso obrigatório do B20 nas grandes cidades. Isso representa mais saúde para a população, que vai respirar um ar com menos enxofre, economia para o governo em gastos com saúde pública, sem contar os benefícios ao meio ambiente”, defende. A empresa gaúcha entrou recentemente no mercado paranaense com a compra da usina da Agrenco, em Marialva. Segundo Battistella, a usina vai iniciar as operações em janeiro de 2010.
O governo federal está acompanhando o projeto de perto. “Estamos de olho nesse modelo adotado em Curitiba”, diz Ricardo Gomide, diretor-substituto do Departamento de Combustíveis Renováveis do Ministério de Minas e Energia (MME). Sobre a possibilidade de implantar o B20 metropolitano em grandes centros, o governo diz que a proposta é importante, mas ainda precisa ser amadurecida. “A reivindicação vem do setor produtivo, que é um elo da cadeia. Tem que ser discutido com o setor automobilístico e as distribuidoras”, diz.
Ele ainda chama a atenção para outro ponto importante, que é a viabilidade econômica da medida. “Com uma mistura de 4% de biodiesel no diesel, o impacto é pequeno na bomba. Mas para usos maiores teria que montar uma equação econômica. Viabilizar isso depende de um esforço coletivo entre governos federal, estaduais e municipais. Todos terão que abrir mão um pouco de sua arrecadação e não pode ter uma visão de curto prazo”, diz.


Alice Duarte - BiodieselBR.com