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A conversão dos biocombustíveis: algas, biomassa e resíduos

Todos já ouviram falar sobre produção de combustível a partir de biomassa, mas que tal utilizar resíduos tóxicos?
BiodieselBR.com 4 min de leitura
Todos já ouviram falar sobre produção de combustível a partir de biomassa, mas que tal utilizar resíduos tóxicos?

Todos já ouviram falar sobre produção de combustível a partir de biomassa, mas que tal utilizar resíduos tóxicos?

Esse é o plano da ForeverGreen Enterprises, de Tinton Falls (New Jersey, EUA), e do International Power Group Ltd., de Celebration (Flórida, EUA), que nesta semana anunciaram um empreendimento conjunto de construção de uma usina no valor de US$ 227 milhões, para transformar resíduos industriais, químicos e hospitalares em metanol e hidrogênio. 

Até o final de 2010 a usina (que será construída em LaFontaine, Indiana, EUA) passará a processar até 750 toneladas de resíduos, gerando etanol, biodiesel e eletricidade, anunciaram as empresas.

A ForeverGreen será dona de 75% da usina e vai contribuir com sua tecnologia para quebrar os resíduos a nível molecular.

O International Power Group terá 25% da planta e vai prover tecnologia para converter o calor gerado em energia, que será usada para alimentar a própria usina.

As empresas informaram ainda que esperam montar novas usinas no futuro, sem dar maiores detalhes. Além da usina de biodiesel, a ForeverGreen também está levantando dinheiro para construir uma usina, no valor de US$ 100 milhões, que irá converter resíduos em hidrogênio.

Enquanto isso, a Ensyn Corp. e a UOP LLC, subsidiária da Honeywell International Inc., anunciaram na quarta-feira que também estão iniciando um empreendimento conjunto.

A parceria, que deve ser concluída no quarto trimestre deste ano, planeja desenvolver tecnologia e equipamento para a transformação de resíduos florestais e agrícolas em bio-óleo, também conhecido como óleo de pirólise, uma substância parecida com alcatrão que pode ser queimada para gerar energia e calor. Os defensores do bio-óleo, atualmente usado em aditivos alimentares, esperam que ele possa substituir alguns derivados do petróleo.

O empreendimento conjunto planeja usar a tecnologia de “processamento térmico rápido” da Ensyn, que a empresa alega ser capaz de liquefazer biomassa em menos de dois segundos, para transformar resíduos em bio-óleo. O uso do bio-óleo para produzir combustível de transporte necessita de outras reações, e as duas empresas devem pesquisar tecnologias de “próxima geração” para comercializar esse processo também.

Mas nem todas as empresas de biocombustível desejam trabalhar com resíduos.

Algas
A International Energy Inc., sediada em Newark (New Jersey, EUA) anunciou na última quarta-feira o desenvolvimento de uma tecnologia para determinar com rapidez o teor de óleo e outras substâncias de valor comercial em microalgas.

Isso pode ser valioso para as empresas que buscam formas comercialmente viáveis de produzir biocombustível de algas, já que ainda não é possível determinar o ponto certo de colheita para se obter a máxima produtividade. 

A importância desses novos progressos vai depender de quanto eles podem colaborar para tornar suas respectivas tecnologias comercialmente viáveis, argumenta Rick Kment, analista de biocombustíveis da DTN Research.

“Muitos funcionam bem em laboratório, e alguns parecem funcionar bem em projetos experimentais”, diz ele. “Mas até que ganhem uma versão comercial, é difícil determinar se serão baratos e eficazes.”  

Empresas pesquisando biocombustível de algas, por exemplo, têm tido grandes dificuldades em encontrar formas de cultivo e extração de óleo a custos aceitáveis, segundo Kment. 
 
Apesar de algumas empresas terem anunciado progressos nesse sentido, outras se depararam com grandes obstáculos.

Desafios semelhantes existem na transformação de bio-óleo em combustível utilizável, diz ele, apesar do óleo não-processado ser útil em indústrias como a de cosméticos e de alimentos.
   
Ainda assim, a busca por matérias-primas alternativas comercialmente viáveis tem crescido com o receio de que a destinação de grandes volumes de grãos, como milho e soja, para fabricação de etanol e biodiesel possa prejudicar o ambiente e aumentar o preço dos alimentos. 

Seguindo uma linha já consagrada na fabricação de biocombustíveis, a Comissão do Porto de São Francisco (Califórnia, EUA) aprovou nesta terça-feira os planos da Darling International de instalar uma usina de biodiesel em seu cais. A usina terá capacidade para produzir até 38 milhões de litros por ano, usando gorduras animais processadas, óleo de cozinha usado e sebo provenientes de sua usina de processamento animal já em funcionamento.

A planta pode se tornar a primeira usina de biodiesel de São Francisco (Califórnia, EUA) e fonte de combustível para a frota de 1500 carros movidos a biodiesel da cidade. A Darling planeja gastar de 7 a 10 milhões de dólares para converter sua usina de processamento.

Jeff St. John
TheStreet.com
Tradução e adaptação: BiodieselBR.com

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