Em votação apertada na última sexta-feira (26), o Congresso americano aprovou o projeto de lei sobre mudanças climáticas.
Em votação apertada na última sexta-feira (26), o Congresso americano aprovou o projeto de lei sobre mudanças climáticas. A versão do texto reconsiderou os critérios usados pela Agência de Proteção Ambiental (EPA, na sigla em inglês) na avaliação dos impactos da produção de biocombustível no meio ambiente. Recentemente, a agência criou polêmica quando propôs contabilizar também as emissões indiretas, como aquelas associadas ao desmatamento e a outras mudanças no uso da terra.
De acordo com a lei de regulamentação energética de 2007, para que o biodiesel possa ser incluído nas misturas obrigatórias ele deve gerar 50% menos emissões que o diesel de petróleo. A EPA creditou ao biodiesel derivado da soja, por exemplo, uma redução de apenas 22%, já que considerou as emissões indiretas da produção.
O projeto aprovado na sexta-feira determina que o governo considere apenas os efeitos indiretos do uso de terras no próprio país em que o biocombustível for produzido, desconsiderando o impacto de outras regiões do mundo. De acordo com o projeto, durante seis anos a EPA não poderá considerar o uso de terras indiretas internacionais para calcular as emissões de biodiesel ou etanol. Ainda segundo o texto, estudos nessa área devem ser feitos em um período de cinco anos e, no final, o calculo deverá ser revisado pela Academia Nacional de Ciência. Depois disso, o Congresso ainda terá um ano para estudar o assunto.
Agora o projeto segue para o Senado, onde precisará de pelo menos 60 votos para ser aprovado. Preocupações sobre o impacto que a medida terá nos preços dos biocombustíveis ao consumidor, como também a oposição dos Republicanos, colocam em dúvida a aprovação do texto. O líder da maior bancada, o senador Harry Reid, disse o projeto deve ser votado em menos de três meses.
Alice Duarte - BiodieselBR.com
Em votação apertada na última sexta-feira (26), o Congresso americano aprovou o projeto de lei sobre mudanças climáticas. A versão do texto reconsiderou os critérios usados pela Agência de Proteção Ambiental (EPA, na sigla em inglês) na avaliação dos impactos da produção de biocombustível no meio ambiente. Recentemente, a agência criou polêmica quando propôs contabilizar também as emissões indiretas, como aquelas associadas ao desmatamento e a outras mudanças no uso da terra.
De acordo com a lei de regulamentação energética de 2007, para que o biodiesel possa ser incluído nas misturas obrigatórias ele deve gerar 50% menos emissões que o diesel de petróleo. A EPA creditou ao biodiesel derivado da soja, por exemplo, uma redução de apenas 22%, já que considerou as emissões indiretas da produção.
O projeto aprovado na sexta-feira determina que o governo considere apenas os efeitos indiretos do uso de terras no próprio país em que o biocombustível for produzido, desconsiderando o impacto de outras regiões do mundo. De acordo com o projeto, durante seis anos a EPA não poderá considerar o uso de terras indiretas internacionais para calcular as emissões de biodiesel ou etanol. Ainda segundo o texto, estudos nessa área devem ser feitos em um período de cinco anos e, no final, o calculo deverá ser revisado pela Academia Nacional de Ciência. Depois disso, o Congresso ainda terá um ano para estudar o assunto.
Agora o projeto segue para o Senado, onde precisará de pelo menos 60 votos para ser aprovado. Preocupações sobre o impacto que a medida terá nos preços dos biocombustíveis ao consumidor, como também a oposição dos Republicanos, colocam em dúvida a aprovação do texto. O líder da maior bancada, o senador Harry Reid, disse o projeto deve ser votado em menos de três meses.
Alice Duarte - BiodieselBR.com