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Ceará tem usina a todo o vapor e outra pode não ser reaberta

As duas empresas que integram o Programa Biodiesel Ceará vivem situações extremamente distintas.
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As duas empresas que integram o Programa Biodiesel Ceará vivem situações extremamente distintas.

As duas empresas que integram o Programa Biodiesel Ceará vivem situações extremamente distintas. Enquanto a Usina de Biodiesel de Quixadá (UBQ), da Petrobras, está em plena atividade, a unidade de Crateús, da Brasil Ecodiesel pode nem reabrir as portas, após suspensão temporária das atividades. “Estamos produzindo 24 horas por dia, sem descontinuidade”, festeja João Augusto Paiva, gerente da UBQ.

Conforme Paiva, 25 milhões de litros do combustível ecológico produzido no Sertão Central abasteceram os mercados do Ceará, Piauí, Maranhão, Rio Grande do Norte, Paraíba e parte de Pernambuco. “Não registramos em nosso SAC qualquer reclamação quanto à qualidade deste produto, que sai da usina totalmente especificado para as distribuidoras”.

A primeira entrega de biodiesel da unidade de Quixadá aconteceu em outubro de 2008. Em julho, a comercialização vai girar em torno de 400 mil litros do produto. A usina da Petrobras, completa Paiva, tem 150 trabalhadores concursados. “Cerca de 90% dos funcionários mudaram para a cidade por conta do concurso. Outros 10% já eram de lá”.

O principal entrave da cadeia produtiva no Estado é a assistência técnica. “O lado de dentro do processo, a parte industrial, é simples. Contratamos assistência técnica do Agropolos para os produtores porque entendemos a complexidade desta cadeia”, diz. Este ano, a estatal investe R$ 10,6 milhões em assistência e R$ 615 mil na compra de sementes selecionadas de oleaginosas.

Prejuízos
O fechamento temporário da Brasil Ecodiesel pode ser irreversível, caso a empresa não ganhe o leilão de venda de biodiesel marcado para setembro. Segundo o deputado estadual Hermínio Resende, a empresa perdeu competitividade por falta de matéria-prima local e dificuldade de logística para trazer insumo. “A companhia ganhou só um leilão, em novembro de 2008 e está fechada por falta de contratos”.

Segundo o parlamentar da região de Crateús, entre 2006 e 2009, a empresa teve prejuízo de R$ 150 milhões. “Só para se manter fechada, a Brasil Ecodiesel gasta R$ 300 mil mensais”, diz, mas acrescenta que a companhia está em dia com seus 136 funcionários.

Diário do Nordeste
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