O secretário de Desenvolvimento Agrário, Camilo Santana, reforça a
mamona como a matéria-prima ideal para o Ceará, quando o assunto é a
produção de biodiesel. Apesar disso, ele reforça que o Estado busca
identificar e reforçar novas culturas
Restringir o Programa Biodiesel do Ceará a municípios que já apresentaram capacidade de produção e desenvolver uma cesta de produtos que levem à produção do biodiesel. Essas são duas medidas que a Secretaria de Desenvolvimento Agrário (SDA) já definiu como importantes para o programa cearense de incentivo à produção do combustível. O titular da pasta, Camilo Santana, não esconde sua animação com os resultados que o Estado vem alcançando, mesmo que eles não sigam a velocidade desejada pelo órgão.
Segundo Santana, o programa tem avançado a cada ano. Em 2010, começa "peneirando`` os municípios que participam do programa, mas já comprovaram não dar bons resultados. Como exemplo, o secretário cita Aracati, onde há somente um produtor cadastrado. ``Não compensa ter uma assistência técnica``, observa. Mesmo reduzindo a atenção, o secretário diz que o Estado não vai deixar de comprar ou garantir o subsídio & que este ano será de R$ 200 por produtor & a quem queira participar.
Quando o assunto são as críticas que a mamona tem recebido por diversos pesquisadores, Santana parte em defesa da oleaginosa que tem 40 mil hectares plantados no Estado e reúne 22 mil produtores. ``O carro-chefe da produção no Ceará é a mamona``, assegura, rebatendo às críticas de que a oleaginosa não é tão rentável quanto outras sementes, como o dendê ou o pinhão manso. Um dos motivos para a defesa é a tradição que o Ceará tem no assunto. O outro é a adaptabilidade da planta ao semiárido. ``No sul do País tem mamona irrigada. Em Israel, o maior centro de tecnologia nessa área, estão estudando 200 variedades de mamona. Se a mamona não fosse uma cultura que tivesse um caminho importante, o mundo não estaria pesquisando``, ressalta.
Mesmo que a mamona não seja a matéria-prima que substitua a soja na produção de biodiesel, o secretário acredita que ela pode ser usada para outros fins e, de uma forma ou de outra, ser rentável para o pequeno produtor cearense. Mas investir na mamona não significa que outras culturas não estejam sendo testadas. Na lista, amendoim, gergelim, girassol e algodão orgânico. "Estamos apostando em uma cesta de oleaginosas``, defende. Por enquanto, o entrave é ter a liberação dessas culturas que são voltadas para a produção de alimentos para a produção energética.
Para Santana, a certeza de todo esse programa é que o Ceará tem condições sim de produzir o ``ingrediente`` que vai ser o grande negócio na produção de biodiesel. ``Hoje se estudam e se buscam outras alternativas para que a gente possa avançar, mas o que temos de mais viável para o Ceará hoje é a mamona``, pontua.
NÚMEROS
28,5 mil
PRODUTORES ESTÃO CADASTRADOS NO PROGRAMA BIODIESEL DO CEARÁ, DO GOVERNO DO ESTADO. SÃO AGRICULTORES DE DIVERSAS REGIÕES DO CEARÁ
5 mil
HECTARES SÃO DESTINADOS AO GIRASSOL, SEGUNDA CULTURA OLEAGINOSA COM MAIOR ÁREA CULTIVADA NO ESTADO
20 milhões
DE REAIS FORAM INVESTIDOS NO PROGRAMA BIODIESEL NO CEARÁ. PARTE DO INVESTIMENTO VEIO DO GOVERNO DO ESTADO E PARTE DA PETROBRAS
Camille Soares - O Povo - CE
Restringir o Programa Biodiesel do Ceará a municípios que já apresentaram capacidade de produção e desenvolver uma cesta de produtos que levem à produção do biodiesel. Essas são duas medidas que a Secretaria de Desenvolvimento Agrário (SDA) já definiu como importantes para o programa cearense de incentivo à produção do combustível. O titular da pasta, Camilo Santana, não esconde sua animação com os resultados que o Estado vem alcançando, mesmo que eles não sigam a velocidade desejada pelo órgão.
Segundo Santana, o programa tem avançado a cada ano. Em 2010, começa "peneirando`` os municípios que participam do programa, mas já comprovaram não dar bons resultados. Como exemplo, o secretário cita Aracati, onde há somente um produtor cadastrado. ``Não compensa ter uma assistência técnica``, observa. Mesmo reduzindo a atenção, o secretário diz que o Estado não vai deixar de comprar ou garantir o subsídio & que este ano será de R$ 200 por produtor & a quem queira participar.
Quando o assunto são as críticas que a mamona tem recebido por diversos pesquisadores, Santana parte em defesa da oleaginosa que tem 40 mil hectares plantados no Estado e reúne 22 mil produtores. ``O carro-chefe da produção no Ceará é a mamona``, assegura, rebatendo às críticas de que a oleaginosa não é tão rentável quanto outras sementes, como o dendê ou o pinhão manso. Um dos motivos para a defesa é a tradição que o Ceará tem no assunto. O outro é a adaptabilidade da planta ao semiárido. ``No sul do País tem mamona irrigada. Em Israel, o maior centro de tecnologia nessa área, estão estudando 200 variedades de mamona. Se a mamona não fosse uma cultura que tivesse um caminho importante, o mundo não estaria pesquisando``, ressalta.
Mesmo que a mamona não seja a matéria-prima que substitua a soja na produção de biodiesel, o secretário acredita que ela pode ser usada para outros fins e, de uma forma ou de outra, ser rentável para o pequeno produtor cearense. Mas investir na mamona não significa que outras culturas não estejam sendo testadas. Na lista, amendoim, gergelim, girassol e algodão orgânico. "Estamos apostando em uma cesta de oleaginosas``, defende. Por enquanto, o entrave é ter a liberação dessas culturas que são voltadas para a produção de alimentos para a produção energética.
Para Santana, a certeza de todo esse programa é que o Ceará tem condições sim de produzir o ``ingrediente`` que vai ser o grande negócio na produção de biodiesel. ``Hoje se estudam e se buscam outras alternativas para que a gente possa avançar, mas o que temos de mais viável para o Ceará hoje é a mamona``, pontua.
NÚMEROS
28,5 mil
PRODUTORES ESTÃO CADASTRADOS NO PROGRAMA BIODIESEL DO CEARÁ, DO GOVERNO DO ESTADO. SÃO AGRICULTORES DE DIVERSAS REGIÕES DO CEARÁ
5 mil
HECTARES SÃO DESTINADOS AO GIRASSOL, SEGUNDA CULTURA OLEAGINOSA COM MAIOR ÁREA CULTIVADA NO ESTADO
20 milhões
DE REAIS FORAM INVESTIDOS NO PROGRAMA BIODIESEL NO CEARÁ. PARTE DO INVESTIMENTO VEIO DO GOVERNO DO ESTADO E PARTE DA PETROBRAS
Camille Soares - O Povo - CE
Tags
Mamona