A Ubrabio informou que realizou uma análise cuidadosa do edital do
próximo leilão e alertou sobre um “possível desvio que possa ocorrer
nesse processo licitatório”.
Em carta endereçada aos diretores da ANP e ao coordenador da Comissão Executiva Interministerial do Biodiesel, Rodrigo Rodrigues, a União Brasileira do Biodiesel (Ubrabio) pediu que a realização do 17º leilão não acontecesse através do sistema eletrônico.
A Ubrabio informou que realizou uma análise cuidadosa do edital do próximo leilão e alertou sobre um “possível desvio que possa ocorrer nesse processo licitatório”.
O argumento chave é o temor que o resultado dos leilões 6 e 7, quando as usinas venderam biodiesel por valores muito baixos, volte a acontecer. As consequências desses dois leilões, segundo a entidade, não foram só as operações em margens negativas pelas unidades, mas a elevação do custo do biodiesel para a sociedade brasileira. Esta elevação se deu através “dos preços astronômicos que tiveram que ser despendidos nos leilões de reposição de estoques, por parte da Petrobras, para contornar os efeitos da inadimplência de contratos”. Nos nove leilões de estoque apresentados na carta, apenas três estão com preços consideralvemente acima dos leilões da ANP, realizados em datas próximas. Nos outros seis, os valores foram pouco maiores ou até menores. Na formação do preço dos leilões de estoque é preciso incluir o transporte do biodiesel, enquanto nos leilões da ANP isso não é necessário.
Mesmo assim, a Ubrabio afirmou que o leilão eletrônico foi o causador de uma crise que assolou o setor e levou quase dois anos para ser superada. No entanto o documento afirma que o Programa Nacional de Produção e Uso de Biodiesel “terminou sendo salvo pelos esforços de todos os envolvidos, mas tendo custado muito mais caro do que deveria”.
Para a Ubrabio, o próximo leilão não apresenta significativas diferenças no edital e a ferramenta tecnológica a ser adotada deve ser a mesma, impedindo qualquer “esperança de que a fase sombria não volte a se repetir em 2010”.
O principal problema apontado foi o “erro involuntário de admitir propostas durante o pregão eletrônico que maciçamente ultrapassavam as capacidades autorizadas. Dessa forma ativou-se inadvertidamente um mecanismo depressor de preços, cujos efeitos reduziram os valores finais das propostas ganhadoras para cada lote, aquém dos preços exequíveis”.
A preocupação com a utilização do portal Comprasnet é porque o sistema pode permitir que as usinas, mesmo após terem vendido o volume permitido ou que mesmo não podendo oferecer mais biodiesel, participem dos demais lances e promovam a depreciação dos preços. Ainda que essas usinas sejam desclassificadas posteriormente, elas já terão interferido negativamente no resultado do pregão. “Nas condições técnicas da ferramenta escolhida (portal), não há como o pregoeiro separar as ofertas válidas (dentro das capacidades remanescentes de participação) das espúrias (que ultrapassam a capacidade autorizada)”, completa o documento.
A carta finaliza sugerindo que o MME seja consultado, solicitando a extensão dos prazos para aplicação da sistemática eletrônica.
BIodieselBR.com
Em carta endereçada aos diretores da ANP e ao coordenador da Comissão Executiva Interministerial do Biodiesel, Rodrigo Rodrigues, a União Brasileira do Biodiesel (Ubrabio) pediu que a realização do 17º leilão não acontecesse através do sistema eletrônico.
A Ubrabio informou que realizou uma análise cuidadosa do edital do próximo leilão e alertou sobre um “possível desvio que possa ocorrer nesse processo licitatório”.
O argumento chave é o temor que o resultado dos leilões 6 e 7, quando as usinas venderam biodiesel por valores muito baixos, volte a acontecer. As consequências desses dois leilões, segundo a entidade, não foram só as operações em margens negativas pelas unidades, mas a elevação do custo do biodiesel para a sociedade brasileira. Esta elevação se deu através “dos preços astronômicos que tiveram que ser despendidos nos leilões de reposição de estoques, por parte da Petrobras, para contornar os efeitos da inadimplência de contratos”. Nos nove leilões de estoque apresentados na carta, apenas três estão com preços consideralvemente acima dos leilões da ANP, realizados em datas próximas. Nos outros seis, os valores foram pouco maiores ou até menores. Na formação do preço dos leilões de estoque é preciso incluir o transporte do biodiesel, enquanto nos leilões da ANP isso não é necessário.
Mesmo assim, a Ubrabio afirmou que o leilão eletrônico foi o causador de uma crise que assolou o setor e levou quase dois anos para ser superada. No entanto o documento afirma que o Programa Nacional de Produção e Uso de Biodiesel “terminou sendo salvo pelos esforços de todos os envolvidos, mas tendo custado muito mais caro do que deveria”.
Para a Ubrabio, o próximo leilão não apresenta significativas diferenças no edital e a ferramenta tecnológica a ser adotada deve ser a mesma, impedindo qualquer “esperança de que a fase sombria não volte a se repetir em 2010”.
O principal problema apontado foi o “erro involuntário de admitir propostas durante o pregão eletrônico que maciçamente ultrapassavam as capacidades autorizadas. Dessa forma ativou-se inadvertidamente um mecanismo depressor de preços, cujos efeitos reduziram os valores finais das propostas ganhadoras para cada lote, aquém dos preços exequíveis”.
A preocupação com a utilização do portal Comprasnet é porque o sistema pode permitir que as usinas, mesmo após terem vendido o volume permitido ou que mesmo não podendo oferecer mais biodiesel, participem dos demais lances e promovam a depreciação dos preços. Ainda que essas usinas sejam desclassificadas posteriormente, elas já terão interferido negativamente no resultado do pregão. “Nas condições técnicas da ferramenta escolhida (portal), não há como o pregoeiro separar as ofertas válidas (dentro das capacidades remanescentes de participação) das espúrias (que ultrapassam a capacidade autorizada)”, completa o documento.
A carta finaliza sugerindo que o MME seja consultado, solicitando a extensão dos prazos para aplicação da sistemática eletrônica.
BIodieselBR.com
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